A babá (Família Brown, Livro 1)
Capítulo 48
Nathan Brow
— Pare de suspense e fale logo. — Pediu a minha mãe.
Dei um sorriso para minha esposa que também sorria da ansiedade de todos para saber o sexo do nosso filho.
— Eu falo ou você amor? — Perguntei a Bruna.
— Pode falar! — Disse ela, sorrindo.
— Tem certeza? — Perguntei.
— Parem de enrolar. — Noemi disse.
— Fale de uma vez. — Pediu Luís
— É um menino? — Theo perguntou.
— Uma menina? — Perguntou meu irmão
— É um menino!!! — Falou minha esposa
— Parabéns, Bruna! — Disse minha mãe, abraçando minha esposa.
Me aproximei de Luís que entregava alguns dólares para Theo e toquei no seu ombro.
— Com quantas pessoas você apostou o sexo do meu filho? — Perguntei.
— Só com você e o idiota do Theo. — Respondeu ele.
— Idiota é você, não sabe perder. — Bufou Theo.
— Vá comprar um pouquinho de paciência na esquina que a minha acabou. — Luís disse a ele.
— Vou é cumprimentar a loirinha. — Theo disse se afastando.
O peguei pelo braço e apertei o local.
— Não a chame assim. Nunca. — Disse friamente.
— Eita! Aposto cem no Nathan. — Disse Luís.
— Calma ai, ela é como uma irmã para mim. — Theo falou como desculpas.
— Não interessa, não a chame assim.
— Menos papo, mais ação. Temos cem dólares em jogo. — Luís novamente disse com graça.
— Não se preocupe, cara, sou apenas um irmão para ela, assim como ela é para mim. Somos uma família, lembra?
— Quero apenas ter certeza que você não esquecerá.
— Não vou. — Falou ele por fim.
— Ótimo! — Disse, soltando o seu braço.
— Vocês dois são possessivos.
— Somos Brown. — Disse juntamente com o meu irmão.
Ele se afastou, indo na direção da minha esposa que estava sentada no sofá, enquanto Arthur fazia carinho na sua barriga.
— Sorte sua ser um menino. — Luís disse, tirando as notas do bolso e me entregou.
— Sabia que ia perder?
— Quando ganho?
— Então, qual o motivo de ter apostado sabendo que ia perder?
— Só desejo meninas para os outros, se tivesse uma sobrinha, ficaria louco juntamente com você para cuidar dela, então prefiro o Austin.
— Obrigado, irmão! — Disse, contando o dinheiro. — Espera, aqui tem apenas oitocentos.
— A fantasia do seu antigo sócio, foi duzentos e, como a ideia foi sua você, paga, Além disso, acabei de entrega duzentos para o Theo, preciso economizar para minha aposentadoria.
— Aquele médico não é meu sócio e foi você quem inventou o apelido, apenas aproveitei a situação.
— São apenas duzentos dólares, para de ser miserável.
— Tenho uma esposa, um filho pequeno e um bebê a caminho. Qualquer dinheiro é lucro.
— Como se você fosse pobre.
Quando ia responder, senti uma mão no meu ombro e outra mãozinha tocando minha perna. Olhei para baixo e vi meu filho me lançando um sorriso e, do outro lado, minha esposa estava com o mesmo sorriso.
— Pai. — Disse, levantando os bracinhos para que o pegasse no colo.
O peguei no colo e ele envolveu seus braços no meu pescoço, apertando um pouquinho, passei a minha mão nas suas costas e vi Luís abraçar minha esposa.
Eles estavam aprontando.
Ela se afastou dos braços dele e logo ele tocou em sua barriga.
— Quando você dará um neto para sua mãe? — Perguntou Bruna.
— Daqui uns anos, sou muito novo para ser pai.
— Se afasta da minha mulher, Luís. — Disse firme.
— Com medo que ela perceba que escolheu o irmão errado?
— Ainda tiro esse sorrisinho do seu rosto. — O avisei.
— Vai sonhando.
— Passeio. — gritou Arthur em meu colo
— Passeio? — Perguntei.
— Filho, não foi assim que combinamos.
— O que estão aprontando? — Olhei a minha esposa com um sorriso nos lábios.
— Papai, vamos ao circo!! — Respondeu, meu filho.
— Vamos?
— Vamos! — Disse Bruna — Estou com desejo de comer maçã do amor.
— Eu posso te dar uma maçã com todo o meu amor.
Luís jogou a cabeça a cabeça para trás e gargalhou alto, fazendo Bruna dar um tapa em seu ombro.
— Não achei graça, Nathan, vamos para o circo.
— Circo! — Gritou Arthur.
— Tenho escolha? — Perguntei.
— Claro que tem! Você pode ficar e vou sozinha com eles.
— Eles quem?
— Se você for, vai descobrir. — Disse ela, pegando Arthur do meu colo e saiu com ele.
— Bruna, você não vai sozinha. — Disse.
— Quer apostar?
Nunca gostei de circo ou palhaços e pelo jeito Arthur também não, pois perdeu o entusiasmo assim que viu o primeiro palhaço.
Então, enquanto todos estavam na grande tenda, eu estava com Arthur dando a milésima volta no carrossel.
— Di novo, papai!
— Chega, filho, papai já está ficando enjoado de ficar rodando e rodando nesse brinquedo. Vamos comer algo?
— Chocolate!
— Vamos procurar a mamãe e logo vamos comprar.
O ajudei a descer e o coloquei sentado no meu ombro, já que a movimentação no parque estava grande, anunciando o primeiro intervalo.
Depois de encontrarmos Bruna, acompanhada pela família da Melissa e minha mãe. Dei-lhe um beijo rápido e logo caminhamos juntos até as barraquinhas de comida.
Depois de mais alguns brinquedos, Arthur já estava dormindo no colo do Alberto, enquanto ele e a esposa estavam sentados em um banco que podia ser visto do topo da roda gigante.
— Chega de comer isso, amor. É muito doce. — Disse, tirando a maçã do amor das mãos dela.
— Não, Nathan, estou com desejo, por favor.
— Você já comeu o suficiente, amor. Agora chega dessas bobagens, quando chegar em casa, você vai comer algo saudável.
— Prometo comer qualquer coisa saudável, mas me deixa terminar essa, por favor.
— Ok, porém a partir de amanhã, só coisas saudáveis. — Disse, devolvendo a maçã.
— Tudo saudável.
Ela pegou e logo um sorriso se alargou no seu rosto e ela encostou sua cabeça no meu ombro, enquanto a roda voltou a girar lentamente.
— Amor, acorda. — Falou ela, me fazendo abrir os olhos e vê-la com os olhos marejados tocando a barriga prestes a completar cinco meses.
Levantei rápido, passei a mão no rosto e me aproximei dela.
— O que está sentindo? Vamos para o hospi...
— Não, eu estou bem. Ele mexeu...
— Mexeu? — Perguntei.
— Mexeu! — Afirmou ela — Não estava conseguindo dormir, aí sentir ele se mover. Sinta. — Disse, pegando minha mão e a colocando sobre a sua barriga.
— Vamos, filho, mexa para o papai. — Falei, alisando sua barriga e logo senti um pequeno movido contra a palma da minha mão.
— Sentiu? — Perguntou ela, com os olhos cheio de lágrimas.
— Senti. — Confirmei, aproximando meu rosto da sua barriga onde, nosso filho dava os primeiros chutes. — Ei, filhão, tenta não chutar muito a mamãe, ta? Ela tem aula amanhã de manhã, que tal você dormir um pouquinho?
Senti novamente uma pequena movimentação, me fazendo sorrir juntamente com a Bruna. Ela se deitou e ficamos assim por um tempo, sentindo nosso filho se mexendo até que ela dormiu, enquanto eu a observava calmamente.
Ela mudou com a gestação, havia ser tornado ainda mais determinada e muito mais forte do que já era. De alguma maneira, ela tinha razão, ela não era a Jessica e aos poucos eu estava percebendo isso. Minha pequena nunca poderia ser comparada a minha falecida esposa, nunca achei qualquer semelhança entre elas.
Em alguns meses, ela daria a luz ao nosso filho e eu estava com medo de que tudo se repetisse e que eu acabasse a perdendo.
Não queria que Arthur perdesse mais uma mãe e não queria que Austin crescesse sem o amor e a presença dela.
Precisava ser forte na hora, mostrar à ela que serei seu pilar de sustentação em todo o processo do parto.
Queria sentir a sensação de saber que tudo deu certo, de vê-la ao lodo do Arthur, do Austin... Ao meu lado.
O meu passado estava me fazendo enfraquecer e a imagem de Jessica morrendo na minha frente me atormentava todas as noites.
Não queria ficar sem a Bruna e a força dela me mostrava que tudo daria, pelo menos era o que eu esperava, afinal dentro de alguns meses, quando ela entrasse em trabalho de parto, eu estaria forte ao seu lado.