A Era dos Impérios 1875-1914

Eric J. Hobsbawm · Capítulo 29 de 51

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A Era dos Impérios 1875-1914

Capítulo 6

Na verdade, no entanto, conform e j á ficou sugerido, o m aior grupo ocioso subsidiado por rendim entos privados tom ou, provavelm ente, a form a de atividades não lucrativas pelas esposas, filhos e filhas e, às vezes, outros parentes, das fam ílias bem providas. Este foi, com o verem os, um elem ento im portante para a em ancipação fem inina (cf. cap. 8): Virginia Woolf considerava "um teto para si m esm a", isto é, 500 libras por ano, essencial para esse fim ; e a grande firm a fabiana de Beatrice e Sidney Webb respaldava-se nas 1.000 libras por ano que ela havia recebido por ocasião de seu casam ento. Boas causas, que iam desde cam panhas pela paz e pela sobriedade, passando pelo serviço social para os pobres — esta foi a era dos "centros com unitários" nas favelas, feitos por ativistas de classe m édia — até o am paro às artes não-com erciais, beneficiadas por trabalho voluntário e subsídios financeiros. A história da arte do início do século XX está repleta de tais subsídios; a poesia de Rilke foi possível pela generosidade de um tio e de um a sucessão de nobres senhoras; a poesia de Stefan George e a crítica social de Karl Kraus, bem com o a filosofia de Georg Lukács, pelos negócios da fam ília, que igualm ente perm itiram a Thom as Mann concentrar-se na vida literária, antes dela se tornar lucrativa. Nas palavras de E. M. Forster, outro beneficiário dos rendim entos privados: "Entravam dividendos, erguiam -se sublim es pensam entos". Eles alçavam -se para dentro e para fora de villas e apartam entos m obiliados pelas "artes e ofícios", um m ovim ento que adaptava os m étodos do artesão m edieval, para aqueles que podiam pagar; e entre fam ílias "cultas", para as quais, dado o acento e os rendim entos aceitáveis, m esm o ocupações até então de pouco respeito tornavam -se o que os alem ães cham avam salonfahig (aceitáveis na sala de visitas da fam ília). Um processo — e não o m enos curioso — dessa classe m édia ex-puritana foi a presteza que dem onstrou, no final do século, em perm itir que seus filhos e filhas entrassem para o palco em caráter profissional, o qual adquiriu todos os sím bolos de reconhecim ento público. Afinal, Sir Thom as Beecham , herdeiro das Pílulas Beecham , preferia passar o tem po com o m aestro profissional, tocando Delius (filho do com ércio de lã de Bradford) e Mozart (que não gozou de tais vantagens).

 

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E, contudo, poderia a época da burguesia triunfante florescer, se am plas faixas dessa m esm a burguesia envolviam -se tão pouco com a geração da riqueza e tão rapidam ente iam à deriva, distanciando-se da ética puritana, dos valores do trabalho e do esforço, da acum ulação pela abstenção, pelo dever e pela seriedade m oral, valores estes que lhe haviam forj ado a identidade, a altivez e a feroz energia? Conform e verificam os no capítulo 3, o m edo — não, a vergonha — de um futuro de parasitas os perseguiam . O ócio, a cultura e o conforto estavam m uito bem . (A grosseira ostentação pública da riqueza, pelo esbanj am ento e o luxo, ainda era acolhida com considerável reserva, por um a geração que lia a Bíblia, que lhes recordava a adoração do bezerro de ouro.) Mas a classe que tornara seu o século XIX, não estaria ela a se afastar do próprio destino? Com o com binaria ela, se é que o faria, os valores do passado e os do presente?

Esse problem a ainda era dificilm ente visível nos EUA, onde o em presário dinâm ico não sentia, de m odo discernível, as pontadas da incerteza, em bora alguns se preocupassem com relações públicas. Era entre as antigas fam ílias da Nova Inglaterra, dedicadas aos serviços profissionais e a um público universitário e culto, com o os Jam es e Adam s, que se encontravam hom ens e m ulheres que, positivam ente, sentiam -se pouco à vontade na sociedade em que viviam . O m áxim o que se pode dizer dos capitalistas norte-am ericanos é que alguns deles ganharam dinheiro tão depressa e em quantidades de tal m odo astronôm icas que, forçosam ente, se depararam com o fato de a acum ulação de capital, por si, não ser obj etivo adequado para a

vida de um ser hum ano, m esm o burguês[g]. Todavia, a m aioria dos hom ens de negócios norte-am ericanos não eram da classe do reconhecidam ente fora do com um Andrew Carnegie. Ele entregou 350 m ilhões de dólares a várias causas e pessoas excelentes, pelo m undo afora, sem que isso afetasse visivelm ente seu estilo de vida, em Skibo Castle; ou da classe de Rockefeller, que im itou o novo esquem a de Carnegie, da fundação filantrópica, e que doaria m ais dinheiro ainda, antes de sua m orte, em 1937. Filantropia em tal escala, tal com o as coleções de arte, tinham a vantagem adicional retrospectiva de suavizar, face ao público, os contornos destes hom ens recordados por seus operários e rivais de negócios com o ferozes predadores. Para a m aioria da classe m édia norte-am ericana, ficar rico ou, pelo m enos, prosperar ainda era o suficiente com o obj etivo de vida e j ustificação adequada para sua classe e civilização.

Tam pouco percebe-se um a grande crise da autoconfiança burguesa, nos pequenos países ocidentais que entravam em sua época de transform ação econôm ica — tal com o os "pilares da sociedade" da provinciana cidade de estaleiros norueguesa sobre a qual Henrik Ibsen escreveu um a peça célebre e epônim a (1877). Ao contrário dos capitalistas da Rússia, não tinham razões para sentir que todo o peso e toda a m oralidade de um a sociedade tradicionalista, desde os grão-duques até os m uj iques, lhes eram absolutam ente contrários; para não m encionar seus explorados operários. Ao contrário. Mesm o na Rússia, onde encontram os fenôm enos surpreendentes na literatura e na vida — tais com o o do hom em de negócios bem -sucedido m as envergonhado de seu triunfo (Lopakhin em O Pomar de Cerejeiras, de Tchekhov), e o grande m agnata têxtil e m ecenas que financiou os bolchevistas de Lenin (Savva Morozov) —, o rápido êxito industrial trouxe auto-segurança. Paradoxalm ente, aquilo que transform aria a Revolução de Fevereiro, de 1917, na Revolução de Outubro — com o j á foi persuasivam ente argum entado — foi a convicção, adquirida pelos em pregadores russos durante os vinte anos precedentes, de que "não podia haver ordem econôm ica na Rússia senão a capitalista" e de que os capitalistas russos

eram bastante fortes para obrigar seus operários a m anter a linha.[h]

Havia, sem dúvida, m uitos hom ens de negócios e profissionais bem -sucedidos, nas regiões desenvolvidas da Europa, que ainda sentiam os ventos da história nas velas de seus barcos, em bora lhes fosse cada vez m ais difícil deixar de tom ar conhecim ento do que se passava com os dois m astros que, tradicionalm ente, apoiavam as velas: a firm a gerenciada pelo próprio dono e a fam ília do proprietário, centrada no elem ento m asculino. A adm inistração dos grandes negócios por funcionários assalariados ou a perda da independência de em presários anteriorm ente soberanos para os cartéis eram ainda, conform e notou aliviado um observador alem ão, "m uito distantes do socialism o". O m ero fato, porém , de estarem assim ligados os negócios privados e o socialism o, dem onstra quão longe parecia estar a idéia aceita de iniciativa privada das estruturas econôm icas de nosso período. No tocante à erosão da fam ília burguesa, para a qual m uito contribuiu a em ancipação de seu elem ento fem inino, com o poderia ela não solapar a autodefinição de um a classe tão fortem ente respaldada na sua m anutenção (cf. A Era do Capital, cap. 13:2) — um a classe para a qual a respeitabilidade era igual à "m oralidade" e que, crucialm ente, dependia da conduta percebida de suas m ulheres?

O que tornava o problem a particularm ente agudo, em todo o caso na Europa, e dissolvia os firm es contornos da burguesia do século XIX, era um a crise naquilo que — exceto para alguns grupos de pietistas católicos autoconscientes — constituía desde longa data a ideologia e a lealdade que a identificavam . A burguesia acreditava não apenas no individualism o, na respeitabilidade e na propriedade, m as igualm ente no progresso, na reform a e no liberalism o m oderado. Na eterna batalha política entre os estratos superiores das sociedades do século XIX, entre os "partidos de m ovim ento" ou "progresso" e os "partidos da ordem ", as classes m édias se haviam colocado incontestavelm ente, em sua grande m aioria, pelo m ovim ento, em bora de nenhum m odo insensíveis à ordem . Todavia, com o verem os adiante, tanto o progresso quanto a reform a e o liberalism o estavam em crise. O progresso científico e tecnológico, é claro, perm aneceu inconteste. O progresso econôm ico ainda parecia seguro, pelo m enos após as dúvidas e hesitações da Depressão, ainda que gerasse m ovim entos operários organizados, com um ente liderados por subversivos perigosos. O progresso político, com o vim os, era um conceito bem m ais problem ático à luz da dem ocracia. No que concerne ao cam po cultural e ao da m oralidade, a situação era cada vez m ais enigm ática. Que se deveria fazer de Friedrich Nietzsche (1844-1900), ou de Maurice Barrès (1862-1923), que em 1903 eram os gurus dos filhos de pessoas que haviam navegado os m ares da intelectualidade orientados pelos faróis de Herbert Spencer (1820-1903) ou Ernest Renan (1820-1892)?

A situação parecia ainda m ais enigm ática, do ponto de vista intelectual, com a ascensão ao poder e proem inência, no m undo burguês, da Alem anha, país em que a cultura da classe m édia j am ais aceitara de bom grado as lúcidas sim plicidades do Ilum inism o racionalista do século XVIII, o qual penetrou o liberalism o dos países em que se originara a revolução dual, a França e a Inglaterra. A Alem anha era, incontestavelm ente, um gigante em ciência e erudição, em tecnologia e desenvolvim ento econôm ico, em civilidade, cultura e artes, e não m enos em poder. Talvez, tom ada em seu conj unto, tenha sido esta a m ais im pressionante história de êxito nacional do século XIX. Sua história exem plificava o progresso. Mas seria esta realm ente liberal? E m esm o na m edida em que o era, onde se encaixaria aquilo que os alem ães fin de siècle cham avam de liberalism o, entre as verdades aceitas de m eados do século? As universidades alem ãs chegavam a recusar-se a ensinar econom ia do m odo com o o assunto era universalm ente entendido em outras partes. O grande sociólogo alem ão Max Weber, cuj os antecedentes eram im pecavelm ente liberais, considerava-se um burguês liberal vitalício e, na verdade, era realm ente, pelos padrões alem ães, um liberal de esquerda. Todavia, acreditava entusiasticam ente no m ilitarism o, no im perialism o e — pelo m enos durante algum tem po — sentiu-se tão tentado pelo nacionalism o de direita que entrou para a Liga Pan-Germ ânica.

Considerem os, por outro lado, as guerras dom éstico-literárias dos irm ãos Mann: Heinrich[i], um racionalista clássico, hom em de esquerda e francófilo; Thom as, crítico veem ente do liberalism o e da "civilização" ocidental, à qual costum ava contrapor (de m odo fam iliarm ente teutônico) um a "cultura" essencialm ente alem ã. No entanto, toda a carreira de Thom as Mann e, seguram ente, suas reações à ascensão e triunfo de Hitler, dem onstram que suas raízes e seu coração situavam -se na tradição liberal do século XIX. Qual dos irm ãos era o verdadeiro "liberal"? Onde estaria o Bürger, ou o burguês alem ão?

Além disso, com o vim os, a própria política burguesa tornava-se m ais com plexa e dividida, à proporção que a suprem acia dos partidos liberais desm oronava durante a Grande Depressão. Antigos liberais passaram a conservadores, com o na Inglaterra; o liberalism o dividiu-se e declinou, com o na Alem anha, ou perdeu apoio para a esquerda e a direita, com o na Bélgica e na Áustria. O que significa, exatam ente, ser um m em bro do Partido Liberal, ou m esm o um liberal, sob tais circunstâncias? Seria necessário um a pessoa ser, ideológica ou politicam ente, um liberal? Afinal, na década de 1900, havia m uitos países nos quais o típico m em bro das classes em presariais ou profissionais situava-se francam ente à direita do centro político. Abaixo deles havia as fileiras, sem pre m aiores, da nova classe m édia e da classe m édia baixa, com sua ressentida e construída afinidade pela direita francam ente antiliberal.

Duas questões de urgência crescente sublinhavam a erosão das antigas identidades coletivas: o nacionalism o/im perialism o (cf. caps. 3 e 6) e a guerra. A burguesia liberal certam ente não fora entusiasta da conquista im perial, conquanto (paradoxalm ente) seus intelectuais tenham sido os responsáveis pelo m odo de adm inistrar a m aior de todas as possessões im periais — a Índia (cf. A Era das Revoluções, cap. 8:4). A expansão im perial podia ser reconciliada com o liberalism o burguês, não porém com odam ente, via de regra. Os m ais altissonantes brados da conquista costum avam estar bem m ais à direita. Por outro lado, a burguesia liberal não se opusera, por princípio, ao nacionalism o nem à guerra. Entretanto, haviam considerado "a nação" (inclusive a sua própria) com o um a fase tem porária na evolução para um a sociedade e um a civilização realm ente globais; eram céticos quanto às reivindicações de independência nacional dos povos que j ulgavam pequenos e obviam ente inviáveis. Quanto à guerra, ainda que às vezes necessária, era algo a ser evitado, que só suscitava entusiasm o entre a nobreza m ilitarista e os incivilizados. A observação (realista) de Bism arck, de que os problem as da Alem anha seriam solucionados som ente por m eio de "ferro e sangue", havia sido deliberadam ente destinada a escandalizar o público liberal e burguês de m eados do século XIX, o que realm ente fizera na década de 1860.

É evidente que na era dos im périos, da expansão do nacionalism o e da aproxim ação da guerra, esses sentim entos j á não sintonizavam com as realidades políticas do m undo. Um hom em que na década de 1900 repetisse coisas que, na década de 1860 ou na de 1880, seriam consideradas com o o m ais puro bom senso da experiência burguesa, se acharia em 1910 em discordância com seu tem po. (As peças de Bernard Shaw, após 1900, alcançam alguns de seus efeitos-côm icos por m eio de tais confrontos.) Em tais circunstâncias, seria de esperar que os liberais realistas da classe m édia desdobrassem as costum eiras racionalizações e rodeios, quanto à m eia m udança de posições, ou perm anecessem em silêncio. Na verdade, foi isso m esm o que fizeram os m inistros do governo liberal inglês, ao conduzirem o país à guerra, ao m esm o tem po que sim ulavam , até para si próprios, que não o estavam fazendo. Mas há ainda outra coisa.

Enquanto a Europa burguesa, em crescente conforto m aterial, rum ava para a catástrofe, observam os o estranho fenôm eno de um a burguesia, ou pelo m enos de parte significativa de sua j uventude e de seus intelectuais, a m ergulhar de bom grado e até com entusiasm o no abism o. Todos conhecem o caso dos rapazes — antes de 1914 havia poucas provas relativas às perspectivas belicosas das m oças — que saudaram a irrupção da Prim eira Guerra Mundial com o se fosse am or à prim eira vista. "Agora, graças sej am dadas a Deus, que nos colocou à altura de tal hora", escreveu um socialista fabiano, norm alm ente racional e apóstolo de Cam bridge, o poeta Rupert Brooke. "Só a guerra", escreveu o futurista italiano Marinetti, "sabe rej uvenescer, acelerar e afiar a inteligência hum ana, alegrar e arej ar os nervos, libertando-nos do peso do fardo cotidiano e dando sabor à vida e talento aos im becis." "Na vida dos acam pam entos e debaixo do fogo", escreveu um estudante francês, "... experim entam os a suprem a expansão da força francesa que trazem os dentro de nós." Não faltaram , porém , intelectuais m ais velhos que, tam bém eles, saudaram a guerra com m anifestos de regozij o e orgulho que, aliás, alguns deles viveram o bastante para lam entar. Foi com freqüência observada, durante os anos precedentes a 1914, a m oda de rej eitar o ideal da paz, da razão e do progresso por outro, de violência, instinto e explosão. Um influente livro sobre a história inglesa destes tem pos cham a a isso A Estranha Morte da Inglaterra Liberal.

Poderia estender-se o título à Europa ocidental. As classes m édias européias, no conforto de sua civilizada existência, sentiam -se inquietas (em bora isto não se aplicasse ainda ao hom em de negócios do Novo Mundo). Haviam perdido sua m issão histórica. As m ais sinceras canções de irrestrito louvor aos benefícios da razão, da ciência, da educação, do esclarecim ento, da liberdade, da dem ocracia e do progresso da hum anidade, dos quais a burguesia sentira, um dia, o orgulho de ser o exem plo, eram agora cantadas (com o verem os adiante) por pessoas cuj a form ação intelectual pertencia a um a era anterior e que não haviam acertado o passo com os tem pos. Foi às classes operárias, e não à burguesia, que Georges Sorel — um brilhante, rebelde e excêntrico intelectual — advertiu contra "As Ilusões do Progresso", em um livro publicado com esse título, em 1908. Ao lançar o olhar para trás e para diante, os intelectuais, os j ovens e os políticos das classes burguesas não estavam convencidos de que tudo fora ou havia de ser para o m elhor. Todavia, parte im portante da classe alta e m édia da Europa reteve firm e confiança no progresso futuro, pois este baseava-se na recente e espetacular m elhora de sua situação. Consistia nas m ulheres e, especialm ente, nas nascidas de 1860 em diante.

 

[a] Salaries em inglês. À diferença de wages, significa pagam ento regular para trabalho não-m anual ou m ecânico. (N. da T.)

[b] Houve, na verdade, pensadores que argum entavam que a burocratização, o aum ento da

im popularidade dos valores em presariais e outros fatores com o esses solapariam o papel do

em presário particular e, por m eio deste, o do capitalism o. Max Weber e Joseph Schum peter

eram dessa opinião, entre seus contem porâneos.

[c] A publicação de obras de referência sobre pessoas de status no país — distintam ente dos guias

ao parentesco de fam ílias reais e de nobres, tais com o o Almanaque de Gotha — com eçou nessa

época. O Quem é Quem inglês (1897) foi talvez o prim eiro.

[d] As razões de tais afinidades foram bastante discutidas, notadam ente nessa época, por

estudiosos alem ães, por exem plo, Max Weber e Werner Som bart. Sej a qual for a explicação —

e tudo quanto esses grupos tinham em com um era o status autoconsciente de m inoria — o fato é

que pequenos grupos deste tipo, tais com o os dos quacres ingleses, transform aram -se quase por

com pleto em grupos de banqueiros, ou de negociantes e de m anufatureiros.

[e] O sistem a escocês era bem m ais abrangente, m as os diplom ados escoceses que desej avam

abrir cam inho no m undo achavam prudente obter m ais um grau ou passar por m ais um exam e

em Oxbridge, com o fez o pai de Key nes, após obter seu diplom a em Londres.

[f] Sociedades estudantis am ericanas cuj o nom e é form ado por um a com binação de letras

gregas. No original, greek letter fraternity. (N. da T.)

[g] "Am ontoar riquezas é dos piores tipos de idolatria — Não há ídolo m ais aviltante que o

dinheiro... Se eu continuar m uito tem po sobrecarregado de negócios, com a m aior parte de m eus

pensam entos voltados ao m odo de conseguir dinheiro no m ais curto espaço de tem po possível,

isso poderá m e degradar, sem esperança de recuperação perm anente" (Andrew Carnegie).

[h] Nas palavras de um líder industrial m oderado, em 3 de agosto de 1917: "Devem os insistir...

em que a presente revolução é um a revolução burguesa [voz: 'Correto'], que, presentem ente, a

ordem burguesa é inevitável e que, por ser inevitável, deve conduzir a um a conclusão

absolutam ente lógica: as pessoas que governam o país devem pensar e agir de m odo burguês".

[i] Provavelm ente, e inj ustam ente, ele é considerado fora da Alem anha acim a de tudo por ter

escrito o livro em que foi baseado o film e de Marlene Dietrich, o Anjo Azul.