A Era dos Impérios 1875-1914

Eric J. Hobsbawm · Capítulo 44 de 51

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A Era dos Impérios 1875-1914

Capítulo 5

 

Um a revolução, ainda m ais ignorada, com eçou no México em 1910. Ela atraiu pouca atenção no exterior, salvo nos Estados Unidos, em parte porque do ponto de vista diplom ático a Am érica Central era o quintal exclusivo de Washington (nas palavras de seu ditador derrubado, "Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos") e em parte porque, inicialm ente, suas im plicações não eram nada claras. Não parecia haver, de im ediato, um a distinção evidente entre essa e as outras 114 m udanças violentas de governo na Am érica Latina do século XIX, que ainda constituem o grupo m ais num eroso dentre os acontecim entos habitualm ente conhecidos com o "revoluções". Adem ais, à época em que a Revolução Mexicana se m anifestou com o um levante social im portante, a prim eira do gênero num país agrário do Terceiro Mundo, estava fadada a ser, um a vez m ais, eclipsada pelos acontecim entos na Rússia.

No entanto, a Revolução Mexicana é significativa, pois nasceu diretam ente das contradições internas do m undo do im pério e por ter sido a prim eira das grandes revoluções no m undo colonial e dependente em que as m assas trabalhadoras tiveram um papel im portante. Pois os m ovim entos anti-im perialistas e os que m ais tarde seriam cham ados de m ovim entos de libertação colonial estavam , de fato, se desenvolvendo no interior dos velhos e novos im périos coloniais das m etrópoles, m as sem contudo ainda parecerem representar um a am eaça séria ao poder im perial.

De m aneira geral, os im périos coloniais ainda eram controlados com a m esm a facilidade com que haviam sido conquistados — fora as regiões guerreiras m ontanhosas com o as do Afeganistão, Marrocos e Etiópia, ainda fora do dom ínio estrangeiro. "Sublevações nativas" eram reprim idas sem m uitos problem as, em bora por vezes — com o no caso do Herero, no Sudoeste Africano alem ão (atual Nam íbia) — com notável brutalidade. Os m ovim entos anticolonialistas ou autonom istas estavam , de fato, com eçando a se desenvolver nos países colonizados social e politicam ente m ais com plexos, m as norm alm ente não se consum ava aquela aliança entre a m inoria instruída e ocidentalizada e os defensores xenófobos da tradição antiga que (com o na Pérsia) os transform ou num a força política respeitável. Am bos os grupos nutriam desconfianças m útuas, por m otivos óbvios, o que era proveitoso para o poder colonial. Na Argélia francesa, o núcleo da resistência foi o clero m uçulm ano (ulem á) que j á estava se organizando, enquanto os

le igos évolués[c] tentavam se tornar franceses da esquerda republicana. No protetorado da Tunísia, seu cerne foram os ocidentalizados instruídos, j á então form ando um partido que reivindicava um a constituição (o Destour), do qual descendeu em linha direta o Partido Neo-Destour, cuj o líder, Habib Bourguiba, tornou-se o chefe da Tunísia independente em 1954.

Das grandes potências coloniais, apenas a m ais antiga e m aior, a Grã-Bretanha, pressentia a transitoriedade. Aquiesceu à virtual independência das colônias povoadas por brancos (cham adas de "dom ínios" a partir de 1907). Com o essa m edida não era de natureza a despertar resistência, não se esperava que criasse problem as; nem sequer na África do Sul, onde os conflitos com os boers, recentem ente anexados após sua derrota num a guerra difícil, pareciam sanados por um acordo liberal generoso e pela frente com um constituída pelos britânicos e boers brancos contra a m aioria não-branca. De fato, a África do Sul não causou qualquer transtorno sério em nenhum a das duas guerras m undiais, após as quais os boers tornaram a se apossar do subcontinente. A outra colônia britânica "branca", a Irlanda, foi — e continua sendo — fonte de interm ináveis problem as, em bora a explosiva agitação dos anos da Land League e Parnell pareceu se acalm ar após 1890 devido às brigas políticas irlandesas e a um a poderosa com binação de repressão e am pla reform a agrária. Os problem as da política parlam entar britânica fizeram ressurgir a questão irlandesa após 1910, m as a base de sustentação dos revoltosos irlandeses perm aneceu tão estreita e instável que sua estratégia com vistas a am pliá-la consistia essencialm ente em procurar o m artírio através de um a rebelião destinada de antem ão ao fracasso, cuj a repressão ganharia o povo para sua causa. Isto de fato aconteceu após o Levante da Páscoa de 1916, um pequeno golpe de Estado dado por um pequeno núm ero de m ilitantes arm ados totalm ente isolados. A guerra, com o tantas outras vezes, revelou a fragilidade de edifícios políticos que haviam parecido estáveis.

Não parecia haver qualquer am eaça im ediata ao dom ínio britânico em nenhum outro lugar. E, contudo, um m ovim ento autêntico de libertação colonial estava se desenvolvendo visivelm ente tanto nas m ais antigas com o na m ais nova possessão britânica. O Egito, m esm o após a repressão da insurreição dos soldados de Arabi Pasha em 1882, nunca estivera em bons term os com a ocupação britânica. Seu governante, o quediva, e a classe dom inante local de latifundiários, cuj a econom ia há m uito se integrara ao m ercado m undial, aceitaram a adm inistração do "procônsul" britânico, Lord Crom er, com acentuada falta de entusiasm o. O m ovim ento/organização/partido autonom ista, m ais tarde conhecido com o Wafd, j á estava criando corpo. O controle britânico continuou bastante firm e — duraria até 1952 — m as a im popularidade do dom ínio colonial direto era tanta que ele seria trocado, após a guerra (1922), por um a form a m enos direta de gerenciam ento, o que im plicou um a certa egipcianização da adm inistração. A sem i-independência da Irlanda e a sem i-autonom ia do Egito, am bas ganhas em 1921-1922, m arcariam o prim eiro recuo parcial dos im périos.

O m ovim ento de libertação era m uitíssim o m ais sério na Índia. Nesse subcontinente de quase 300 m ilhões de habitantes, a burguesia poderosa — tanto com ercial com o financeira, industrial e de profissionais liberais — e o im portante quadro de funcionários instruídos que o adm inistrava para a Grã-Bretanha se ressentiam cada vez m ais da exploração econôm ica, da im potência política e da inferioridade social. Basta ler E. M. Forster em A Passage to India para com preender por que. Já surgira um m ovim ento autonom ista. Sua principal organização, o Congresso Nacional Indiano (fundado em 1885), que se tornaria o partido de libertação nacional, refletia inicialm ente tanto o descontentam ento dessa classe m édia com o a tentativa de adm inistradores britânicos inteligentes, com o Allan Octavian Hum e (o verdadeiro fundador da organização), de serenar a agitação acatando os protestos sérios. Contudo, no com eço do século XX, o Congresso com eçará a escapar à tutela britânica, em parte graças à influência da aparentem ente apolítica ideologia da teosofia. Com o adm iradores do m isticism o indiano, adeptos ocidentais dessa filosofia eram capazes de partilhar dos sentim entos nacionais indianos e, alguns deles, com o a ex-secularista e ex-m ilitante socialista Annie Besant, não tinham qualquer dificuldade em converter-se em paladinos do nacionalism o indiano. Os indianos cultos e sobretudo os ceilandeses acharam , é claro, o reconhecim ento ocidental de seus próprios valores culturais agradável. O Congresso, contudo, em bora com força crescente — e, a propósito, estritam ente secular e de m entalidade ocidental — continuou sendo um a organização de elite. Entretanto, um a agitação que em preendeu a m obilização das m assas não instruídas por m eio da religião tradicional j á estava em cena no oeste da Índia. Bal Ganghadar Tilak (1856-1920) defendeu as vacas sagradas do hinduísm o contra a am eaça estrangeira com algum sucesso popular.

Adem ais, no início do século XX havia outros dois viveiros ainda m ais portentosos de agitação popular na Índia. Os im igrantes indianos da África do Sul com eçavam a se organizar coletivam ente contra o racism o da região e o principal porta-voz de seu bem -sucedido m ovim ento de resistência passiva ou não-violenta de m assa era, com o vim os, o j ovem advogado guj erati que, ao retornar à Índia em 1915, se tornaria a m aior força m obilizadora das m assas indianas pela causa da independência nacional: Gandhi. Gandhi inventou o perfil, im ensam ente poderoso na política do Terceiro Mundo, do político m oderno com o um santo. Ao m esm o tem po, surgia em Bengala um a versão m ais radical da política de libertação, com sua cultura vernácula sofisticada, sua am pla classe m édia hindu, sua vasta m assa de classe m édia baixa instruída e com em pregos m odestos e seus intelectuais. O plano britânico de dividir essa grande província, criando um a região predom inantem ente m uçulm ana, propiciou a am pliação da agitação antibritânica a um a escala m aciça. (O esquem a foi abandonado.) O m ovim ento nacionalista bengali, que desde o início constituiu a esquerda do Congresso e nunca se integrou de todo a este, com binou — a esta altura — um apelo religioso-ideológico ao hinduísm o a um a im itação proposital de m ovim entos revolucionários ocidentais afins, tais com o o irlandês e o russo Narodniks. Isso criou o prim eiro m ovim ento terrorista sério na Índia — no período im ediatam ente anterior à guerra haveria outros no norte do país, cuj a base eram os im igrantes punj abis retornados da Am érica (o "partido Ghadr") — que, em 1905, j á constituía um problem a grave para a polícia. Adem ais, os prim eiros com unistas indianos [por exem plo, M. N. Roy (1887-1954)] viriam do m ovim ento terrorista bengali durante a guerra. Mesm o continuando o controle britânico firm e na Índia, para alguns adm inistradores inteligentes j á era claro que algum a espécie de revolução se tornaria inevitável, por m ais lenta que fosse, levando a algum grau, de preferência m odesto, de autonom ia. De fato, a prim eira proposta nesse sentido seria feita por Londres durante a guerra.

A região de m aior vulnerabilidade im ediata do im perialism o m undial se situava m ais na zona nebulosa do im pério inform al do que no form al, ou o que após a Segunda Guerra Mundial seria cham ado de "neocolonialism o". O México era, sem dúvida, um país tanto econôm ica com o politicam ente dependente do grande vizinho do norte, m as tecnicam ente era um Estado soberano independente, com suas próprias instituições e decisões políticas. Era m ais um Estado com o a Pérsia que um a colônia com o a Índia. Adem ais, o im perialism o econôm ico não era inaceitável para suas classes dirigentes nativas, na m edida em que era um a força potencialm ente m odernizadora. Pois em toda a Am érica Latina os proprietários rurais, com erciantes, industriais e intelectuais que constituíam as classes dirigentes e as elites locais sonhavam com a realização do progresso que daria a seus países — que sabiam atrasados, frágeis, não respeitados e m arginais à civilização ocidental, da qual eles se consideravam parte integrante — a oportunidade de cum prir seu destino histórico. Progresso significava Grã-Bretanha, França e, de m odo cada vez m ais claro, EUA. As classes dirigentes do México, especialm ente no norte, onde a influência da econom ia am ericana vizinha era forte, não tinham obj eções a se integrarem ao m ercado m undial e, assim , ao m undo do progresso e da ciência, m esm o desprezando a rude grosseria dos hom ens de negócios e políticos gringos. De fato, quem surgiria com o grupo político decisivo no país, após a revolução, seria a "gangue de Sonora", chefes da classe m édia agrária econom icam ente m ais avançada dos Estados m exicanos do norte. Inversam ente, o grande obstáculo à m odernização foi a vasta m assa da população rural, im obilista e inam ovível, em todo ou em parte Índia ou negra, m ergulhada na ignorância, na tradição e na superstição. Houve m om entos em que os dirigentes e intelectuais da Am érica Latina, com o os do lapão, perderam as esperanças em seus povos. Sob a influência do racism o generalizado do m undo burguês (ver A Era do Capital, cap. 14:2) eles sonharam com um a transform ação biológica de suas populações que as tornassem receptivas ao progresso: pela im igração m aciça de pessoas de origem européia no Brasil e no Cone Sul da Am érica do Sul, pelo cruzam ento m aciço com brancos no Japão.

Os dirigentes m exicanos não eram particularm ente entusiastas da im igração m aciça de brancos, pois a probabilidade de estes serem norte-am ericanos era alta dem ais, e sua luta de independência contra a Espanha j á buscara legitim ação invocando um passado pré-colom biano, independente e am plam ente fictício, identificado aos astecas. Assim sendo, a m odernização do México deixou os sonhos biológicos para outros e se concentrou diretam ente no lucro, na ciência e no progresso m ediados pelo investim ento estrangeiro e pela filosofia de Augusto Com te. O grupo dos assim cham ados científicos se dedicou sinceram ente a esses obj etivos. Seu líder inconteste e chefe político do país desde 1870, isto é, durante todo o período a partir do grande avanço da econom ia im perialista m undial, era o presidente Porfirio Díaz (1830-1915). E, de fato, o desenvolvim ento econôm ico do México durante sua presidência fora im pressionante, para não falar da riqueza que alguns m exicanos acum ularam por m eio dele, especialm ente os que estavam em condições de j ogar, em benefício próprio, grupos rivais de em presários europeus (com o o m agnata britânico do petróleo e da construção, Weetm an Pearson) uns contra os outros e contra os m ais perm anentem ente dom inantes norte-am ericanos.

À época, com o agora, a estabilidade dos regim es entre o Rio Grande e o Panam á era am eaçada pela perda da boa vontade de Washington, que era im perialista m ilitante e opinava "que o México hoj e não passa de um anexo da econom ia am ericana". As tentativas de Díaz de m anter a independência de seu país j ogando o capital europeu contra o am ericano tornou-o extrem am ente im popular ao norte de suas fronteiras. O país era grande dem ais para lançar m ão da intervenção m ilitar, que os EUA praticavam com entusiasm o à época em países m enores da Am érica Central; m as em 1910 Washington não estava propenso a desencoraj ar seus sim patizantes (com o a Standard Oil, irritada com a influência britânica no país que j á era um dos m aiores produtores de petróleo do m undo), que podiam desej ar colaborar com a derrubada de Díaz. Não há dúvida de que os revolucionários m exicanos se beneficiaram grandem ente de um a fronteira norte am istosa; e Díaz ficava ainda m ais vulnerável porque, depois de conquistar o poder com o líder m ilitar, ele propiciara um a atrofia do exército, pois supunha — o que é com preensível — que os golpes m ilitares eram m ais perigosos que as insurreições populares. Para azar dele, viu-se confrontado com um a revolução popular arm ada im portante que seu exército, ao contrário da m aioria das forças arm adas latino-am ericanas, foi incapaz de esm agar.

Tal confronto se deveu j ustam ente ao notável desenvolvim ento da econom ia, terreno em que sua presidência fora tão bem -sucedida. O regim e apoiou os proprietários rurais (hacendados) com m entalidade em presarial, ainda m ais depois da rápida expansão geral e do desenvolvim ento substancial de as ferrovias terem transform ado faixas de terra antes inacessíveis em produtoras potenciais de tesouros. As com unidades livres dos povoados, localizadas sobretudo no centro e no sul do país, que haviam sido preservadas pela lei real espanhola e provavelm ente fortalecidas nas prim eiras gerações após a independência, foram sistem aticam ente expulsas de suas terras em um a geração. Elas seriam o cerne da revolução agrária, cuj o líder e porta-voz foi Em iliano Zapata (1879-1919). Duas das áreas onde a inquietação rural foi m ais intensa e prontam ente m obilizada, os Estados de Morelos e Guerrero, estavam a um a distância da capital fácil de ser vencida a cavalo e, portanto, em condições de influenciar os assuntos nacionais.

A segunda área conturbada ficava no norte, rapidam ente transform ada de região-lim ite indígena (especialm ente após a derrota dos apaches, em 1885), num a fronteira econom icam ente dinâm ica, vivendo num a espécie de dependência sim biótica com as áreas vizinhas dos EUA. Ali estavam contidos inúm eros descontentam entos potenciais, com o o das com unidades de ex-pioneiros que lutaram contra os índios e que agora estavam privados de suas terras; o dos índios y aqui, ressentidos com a derrota; o da nova e crescente classe m édia e o do núm ero considerável de hom ens livres e seguros de si, freqüentem ente possuidores de seus cavalos e arm as, que podiam ser encontrados nas áreas de fazendas e m inas abandonadas. Pancho Villa, bandido, ladrão de gado e por fim general revolucionário, era um exem plo típico destes últim os. Havia tam bém grupos de proprietários rurais poderosos e prósperos com o os Madero talvez a fam ília m ais rica do México — que disputavam o controle de seus próprios Estados com o governo central ou os seus aliados, os hacendados locais.

Muitos desses grupos potencialm ente dissidentes na verdade se beneficiaram com os investim entos estrangeiros m aciços e o crescim ento econôm ico da época de Porfirio Díaz. O que os transform ou em dissidentes, ou m elhor, o que transform ou um a luta política corriqueira em torno da reeleição ou possível afastam ento do presidente Díaz em um a revolução foi, provavelm ente, a crescente integração da econom ia m exicana à econom ia m undial (ou antes, à am ericana). Mas a recessão am ericana de 1907-1908 teve efeitos desastrosos no México: diretos, na ruína do próprio m ercado m exicano e na pressão financeira sobre a indústria do país; indiretos, na enxurrada de trabalhadores m exicanos que voltavam ao país sem um tostão, depois de perderem seus em pregos nos EUA. As crises m oderna e antiga coincidiam ; recessão cíclica e quebra de safra, com os preços dos alim entos disparando para níveis fora do alcance dos pobres.

Foi nessas circunstâncias que um a cam panha eleitoral virou terrem oto. Díaz, tendo autorizado erroneam ente a oposição a fazer cam panha pública, "venceu" com facilidade as eleições contra seu principal adversário, Francisco Madero, m as o levante de rotina do candidato derrotado se transform ou, para surpresa geral, num levante social e político nas terras fronteiriças do norte e no centro cam ponês rebelde que não pôde m ais ser controlado. Díaz caiu. Madero assum iu, m as em breve seria assassinado. Os EUA procuraram sem sucesso, entre os generais e políticos rivais, alguém que fosse ao m esm o tem po suficientem ente dócil ou corrupto e capaz de im plantar um regim e estável. Zapata fez um a redistribuição de terras aos seus seguidores cam poneses no sul, Villa expropriou fazendas no norte quando lhe foi conveniente para pagar seu exército revolucionário e afirm ou que, com o hom em de origem pobre, estava cuidando dos seus. Em 1914, ninguém tinha a m ais pálida idéia do que aconteceria no México, m as não podia haver qualquer tipo de dúvida de que o país estava convulsionado por um a revolução social. O perfil do México pós-revolução só ficaria claro no final da década de 1930.