A Era dos Impérios 1875-1914
Capítulo 4
Das questões políticas do fem inism o, o direito ao voto nas eleições parlam entares era o de m aior evidência. Antes de 1914, este direito não havia sido ganho em nenhum a nação, exceto na Austrália e na Nova Zelândia, na Finlândia e na Noruega, em bora j á existisse em diversos estados dos EUA e, em lim itada extensão, em governos locais. O sufrágio fem inino não era questão que m obilizasse im portantes m ovim entos de m ulheres ou que desem penhasse papel im portante na política nacional, exceto nos EUA e na Inglaterra, onde recebia substancial apoio das m ulheres das classes superiores e m édias, além de o receber de líderes políticos e ativistas dos m ovim entos socialistas. As agitações tornaram -se espetaculares pela tática da ação direta da Women's Social and Political Union (as "suffragettes") no período de 1906-1914. Contudo o sufragism o não nos deve induzir a desprezar a extensiva organização política das m ulheres com o grupos de pressão para outras causas, quer de interesse especial para seu sexo — com o as cam panhas contra o "tráfico de escravas brancas" (que conduziu à Lei Mann, em 1910, nos EUA) —, quer em questões com o a paz e o antialcoolism o. Se não foram bem -sucedidas, enfim , em seu prim eiro em penho, sua contribuição para o triunfo da últim a causa, a décim a oitava em enda à constituição am ericana (a Lei Seca), foi decisiva. Não obstante, fora dos EUA, da Inglaterra, dos Países Baixos e da Escandinávia, a atuação política independente das m ulheres (exceto quando faziam parte do m ovim ento operário) perm aneceu de escassa im portância.
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Havia, contudo, ainda outro com ponente do fem inism o a abrir cam inho por entre os debates, políticos e não-políticos, sobre as m ulheres: a liberação sexual. O assunto era m elindroso, conform e o testem unha a perseguição às m ulheres que faziam publicam ente propaganda de um a causa tão respeitavelm ente respaldada com o a do controle da natalidade: Annie Besant, a quem privaram de seus filhos por esse m otivo em 1877, e m ais tarde Margaret Sanger e Marie Stopes. Acim a de tudo, porém , isso não se enquadrava facilm ente na textura de m ovim ento nenhum . O m undo da alta classe do grande rom ance de Proust ou a Paris das lésbicas independentes e com freqüência m uito ricas, com o Natalie Barney , aceitavam facilm ente a liberdade sexual, ortodoxa ou heterodoxa, contanto que fossem guardadas as aparências onde necessário. Mas — com o testem unha Proust — não associava a liberação sexual com a felicidade social ou particular ou com a transform ação social; e tam pouco alegrava-se com a perspectiva de tal transform ação (exceto no caso de um a bohème situada bem m ais abaixo, de artistas e escritores atraídos pelo anarquism o). Inversam ente, os revolucionários sociais estavam , certam ente, com prom etidos com a liberdade da escolha sexual para as m ulheres — a utopia sexual de Fourier, adm irada por Engels e Bebel, não fora totalm ente esquecida — e tais m ovim entos atraíam os anticonvencionais, os utopistas, os boêm ios e propagandistas da contracultura de todo tipo, inclusive aqueles que desej avam afirm ar seu direito de dorm ir com quem quisessem e do m odo que desej assem . Hom ossexuais com o Edward Carpenter e Oscar Wilde, defensores da tolerância sexual com o Havelock Ellis, m ulheres liberadas de vários gostos, com o Annie Besant e Olive Schreiner, gravitavam na órbita do pequeno m ovim ento socialista inglês da década de 1880. Uniões livres sem certidão de casam ento eram não apenas aceitas, m as, onde o anticlericalism o fosse particularm ente entusiasta, praticam ente obrigatórias. Todavia, conform e dem onstram as escaram uças de Lenin, m ais tarde, com cam aradas do sexo fem inino dem asiado preocupadas com a questão sexual, as opiniões dividiam -se sobre o que deveria significar o "am or livre" e em que m edida isso deveria ser preocupação central do m ovim ento socialista. Um advogado da ilim itada liberação dos instintos com o o psiquiatra Otto Grosz (1877-1920) — crim inoso, viciado em drogas e dos prim eiros discípulos de Freud, que abriu seu cam inho através dos m eios artísticos e intelectuais de Heidelberg (e não m enos por m eio de suas am antes, as irm ãs Richthofen, am antes ou esposas de Max Weber, D. H. Lawrence e outros), passando por Munique, Ascona, Berlim e Praga — era um seguidor de Nietzsche com escassa sim patia por Marx. Em bora tenha sido saudado por alguns dos boêm ios anarquistas de antes de 1914 — m as sofrendo a oposição de outros, com o um inim igo da m oral — e tendo favorecido o que quer que destruísse a ordem existente, Grosz era um elitista que dificilm ente se aj usta a qualquer quadro político. Em sum a, a liberação sexual, com o program a, suscitava m ais problem as do que oferecia soluções. Fora da avant-garde bohème, seu apelo program ático era pequeno.
Um im portante problem a que a liberação sexual suscitou, ou ao qual cham ou a atenção, foi o da exata natureza do futuro da m ulher na sociedade se lhe fosse concedida igualdade de direitos, oportunidades e tratam ento. Aqui, o ponto crucial era o futuro da fam ília, que dependia da m ulher, com o m ãe. Era fácil conceber as m ulheres em ancipadas dos fardos dom ésticos, dos quais as classes m édias e altas j á se haviam despoj ado (especialm ente na Inglaterra) por m eio dos em pregados e de m andar a prole do sexo m asculino aos internatos, desde tenra idade. As m ulheres am ericanas, num país onde os em pregados j á eram escassos, há m uito pleiteavam — e com eçavam a conseguir — a transform ação tecnológica, e racionalizadora, do trabalho dom éstico. Christine Frederick, no Ladies Home Journal, de 1912, chegou a trazer a "adm inistração científica" para dentro de casa. Os fogões a gás alastravam -se, não m uito depressa, desde 1880, e os fogões elétricos, m ais rapidam ente, desde os últim os anos precedentes à guerra. O term o "aspirador de pó" apareceu em 1903 e os ferros elétricos foram em purrados a um público cético a partir de 1909, m as seu triunfo teria lugar no futuro, durante o intervalo entre as duas guerras. As lavanderias — não ainda as das casas — foram m ecanizadas; o valor da produção de m áquinas de lavar, nos EUA, quintuplicou entre 1880 e 1910. Os socialistas e anarquistas, com igual entusiasm o pela utopia tecnológica, preferiam arranj os coletivos, e concentraram -se igualm ente em escolas infantis, berçários e o fornecim ento ao público de alim entos j á preparados (dos quais as m erendas escolares foram um dos prim eiros exem plos) que dariam às m ulheres a capacidade de com binar a m aternidade com o trabalho e outras atividades. Todavia, isso não resolveu com pletam ente o problem a.
Não poderia a em ancipação fem inina im plicar a substituição da fam ília nuclear existente por algum outro agrupam ento hum ano? A etnografia, que florescia com o nunca antes, dem onstrava que esse estava longe de ser o único tipo de fam ília conhecido da história — o livro do antropólogo finlandês Westerm arck, History of Human Marriage (História do Casam ento Hum ano), de 1891, atingira, até 1921, cinco edições e foi traduzida para o francês, o alem ão, o sueco, o italiano, o espanhol e o j aponês — e Engels, em sua Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), tirou as necessárias conclusões revolucionárias. No entanto, em bora a esquerda utópico-revolucionária experim entasse novas form as de unidades com unitárias, cuj o produto m ais duradouro viria a ser o kibutz dos colonos j udeus na Palestina, pode-se afirm ar com segurança que a m aioria dos líderes socialistas e a m aioria, ainda m ais num erosa, de seus seguidores, para não m encionar as pessoas m enos "avançadas", concebiam o futuro em term os de um a transform ada fam ília nuclear, m as, ainda assim , essencialm ente um a fam ília nuclear. Contudo, as opiniões divergiam quanto à m ulher que fazia do casam ento, da m anutenção da casa e da m aternidade sua carreira prim ordial. Conform e observou Bernard Shaw para um a m ulher em ancipada, correspondente de um j ornal, a em ancipação fem inina era principalm ente assunto dela. Apesar de um a certa defesa da casa e do lar pelos m oderados do socialism o (por exem plo, os "revisionistas" alem ães), os teóricos de esquerda, de m odo geral, achavam que a em ancipação fem inina adviria de um em prego ou de interesses fora de casa, o que, portanto, incentivavam com entusiasm o. Contudo, o problem a de com binar a em ancipação com a m aternidade não seria facilm ente resolvido.
Um grande núm ero, provavelm ente a m aioria, das m ulheres em ancipadas da classe m édia que optavam por um a carreira num m undo m asculino, nesta época, resolvia o problem a abstendo-se de ter filhos, recusando-se a casar e com freqüência (com o na Inglaterra) pelo virtual celibato. Isto não era apenas um reflexo da hostilidade para com os hom ens, disfarçada às vezes com o sentim ento de superioridade fem inina em relação ao outro sexo, tal com o podia ser encontrado na periferia do m ovim ento sufragista anglo-saxão. Tam bém não era sim plesm ente um subproduto do fato dem ográfico que o excesso de m ulheres — 1,33 m ilhão na Inglaterra, em 1911 — im possibilitava o casam ento para m uitas. O casam ento, na verdade, era ainda um a carreira à qual aspiravam m esm o as m ulheres trabalhadoras não-m anuais que abandonavam o ensino escolar ou o em prego de escritório no dia de seu casam ento, m esm o quando não fossem a isso obrigadas. Isto refletia a dificuldade m uito real de com binar duas ocupações absorventes, num a época em que apenas recursos ou auxílios excepcionais tornariam essa com binação praticável. Na ausência destes, um a operária fem inista, com o Am alie Ry ba-Seidl (1876-1952), fora obrigada a abandonar a m ilitância de toda sua vida no Partido Socialista Austríaco por cinco anos (1895-1900), para dar ao m arido três filhos; e, o que pelos nossos padrões é m enos desculpável, Bertha Philpotts Newall (1877-1932), um a notável m as esquecida historiadora, achou que devia pedir dem issão do cargo de diretora do Girton College, Cam bridge, tão tarde quanto 1925, "porque o pai necessita dela e ela acha que deve ir". Mas o custo da auto-abnegação era alto, e as m ulheres que optavam por um a carreira, com o Rosa Luxem burgo, sabiam que a teriam de pagar e que a estavam pagando.
Em que m edida, pois, havia se transform ado a condição fem inina, durante o m eio século precedente a 1914? O problem a não é o de m edir e sim o de j ulgar as m udanças que, por quaisquer padrões, foram substanciais para um grande núm ero, talvez para a m aioria das m ulheres do Ocidente urbano e industrial; e dram áticas para um a m inoria de m ulheres da classe m édia. (Mas vale a pena repetir que todas essas m ulheres, j untas, form avam apenas pequena percentagem da m etade fem inina da raça hum ana.) Pelos padrões sim ples e elem entares de Mary Wollstonecraft, que pediu direitos iguais para am bos os sexos, tinha havido um a im portante vitória no acesso das m ulheres às ocupações e profissões até então m antidas com o m onopólios m asculinos, com freqüência im placavelm ente defendidas, do bom senso e m esm o das convenções burguesas, com o na ocasião em que os hom ens ginecologistas argum entaram que as m ulheres eram especialm ente inadequadas para tratar de doenças especificam ente fem ininas. Por volta de 1914, poucas m ulheres haviam avançado por essa brecha, m as, em princípio, o cam inho estava aberto. Apesar de as aparências indicarem o contrário, as m ulheres estavam à beira de um a vitória m aciça na longa luta por iguais direitos de cidadania, sim bolizada pelo voto. Por m uito im placavelm ente contestadas que tenham sido antes de 1914, m enos de dez anos depois as m ulheres votavam nas eleições nacionais pela prim eira vez na Áustria, Tchecoslováquia, Dinam arca, Alem anha, Irlanda, Países Baixos, Noruega, Polônia, Rússia,
Suécia, Inglaterra e EUA[l]. Essa m udança notável, é evidente, foi a culm inância das lutas de antes de 1914. Quanto à igualdade de direitos perante a lei (civil) o balanço foi bem m enos positivo, apesar de haverem sido rem ovidas as desigualdades m ais flagrantes. Na questão da igualdade de vencim entos, não tinha havido adiantam ento significativo. Com exceções sem im portância, as m ulheres podiam ainda esperar ganhar m uito m enos que os hom ens pelo m esm o trabalho, ou para ocupar cargos que, sendo "em pregos de m ulheres", eram por esse m otivo m al pagos.
Poderia ser dito que, um século após Napoleão, os Direitos do Hom em da Revolução Francesa haviam sido concedidos às m ulheres. As m ulheres estavam as vésperas de conseguir igualdade de direitos de cidadania, e em bora de m odo reduzido e estreito, abriam -se carreiras, agora, para seus talentos, com o para os dos hom ens. Retrospectivam ente, é fácil reconhecer as lim itações desses avanços, com o tam bém as dos prim eiros Direitos do Hom em . Foram bem -vindos, m as não bastavam , especialm ente para a grande m aioria das m ulheres m antidas na dependência pelo casam ento e pela pobreza.
Mesm o, porém , no caso daquelas para quem o progresso da em ancipação era incontestável — as m ulheres das classes m édias estabelecidas (em bora provavelm ente não da nova e antiga pequena burguesia ou classes m édias baixas) e as m ulheres j ovens que trabalhavam antes do casam ento — isso colocava um problem a im portante. Se a em ancipação significava em ergir da esfera privada e freqüentem ente separada da fam ília, da casa e das relações pessoais às quais as m ulheres haviam sido tão longam ente confinadas — poderiam elas, e com o poderiam , reter a parte da fem inilidade que não eram sim plesm ente papéis a elas im postos pelos hom ens num m undo feito para os hom ens? Em outras palavras, com o poderiam as m ulheres com petir, com o m ulheres, num a esfera pública form ada por um sexo diversam ente definido e em term os a ele adequados?
Não há, provavelm ente, resposta perm anente para essa pergunta, exam inada de diferentes m odos por todas as gerações que levam a sério a posição das m ulheres na sociedade. Cada resposta ou conj unto de respostas pode ser satisfatório apenas para sua própria conj untura histórica. Qual foi a resposta das prim eiras gerações de m ulheres ocidentais urbanas que m ergulharam num a época de em ancipação? Sabem os bastante a respeito da vanguarda das pioneiras notáveis politicam ente ativas e culturalm ente articuladas, m as pouco sabem os sobre as inativas e inarticuladas. Só sabem os que as m odas fem ininas que varreram os setores em ancipados do Ocidente após a Prim eira Grande Guerra e que retom aram os tem as prenunciados antes de 1914 nos m eios "avançados" (notadam ente a boêm ia artística das grandes cidades), com binavam dois elem entos m uito diferentes. Por um lado, a "geração do jazz" do após-guerra adotou decisivam ente o uso de cosm éticos em público, o que antes havia sido característico de m ulheres cuj a função exclusiva era a de agradar aos hom ens: prostitutas e outras profissionais do entretenim ento. Exibiam agora partes do corpo, a com eçar pelas pernas, que as convenções do século XIX relativas ao decoro fem inino haviam m antido ocultas dos olhos concupiscentes dos hom ens. Por outro lado as m odas posteriorm ente à guerra faziam o m elhor que podiam para m inim izar as características sexuais secundárias que distinguiam m ais visivelm ente os hom ens das m ulheres, cortando e m ais tarde tosquiando cabelos tradicionalm ente longos e tornando os seios tão chatos quanto fisicam ente possível. Com o as saias curtas, os corpetes abandonados e a recém -encontrada liberdade de m ovim entos, tudo isso eram sinais e reivindicações de liberdade. Não poderiam ter sido tolerados por um a geração m ais velha de pais, m aridos e outros detentores da tradicional autoridade patriarcal. Que m ais indicavam ? Talvez, com o o triunfo do "vestidinho preto" inventado por Coco Chanel (1883-1971), pioneira entre as m ulheres de negócio profissionais, refletissem igualm ente as exigências da m ulher que precisava com binar o trabalho e a inform alidade em público com a elegância. Pode-se apenas refletir. Mas é difícil negar que os sinais da m oda em ancipada apontavam em direções opostas e nem sem pre com patíveis.
Com o tantas outras coisas no m undo do entre-guerras, as m odas da liberação fem inina pós-1918 tiveram suas pioneiras nas avant-gardes pré-guerra. Mais exatam ente, elas floresceram nos quarteirões boêm ios das grandes cidades: em Greenwich Village, em Montm artre e Montparnasse, em Chelsea e em Schwabing. Pois as idéias da sociedade burguesa, inclusive suas crises e contradições ideológicas, encontravam expressão característica, em bora com freqüência desnorteante e desnorteada, nas artes.
[a] O exem plo francês era ainda citado por sicilianos decididos a lim itar suas fam ílias, nas
décadas de 1950 a 1960 — ou assim fui inform ado, por dois antropólogos que se dedicavam ao assunto, P. e J. Schneider.
[b] Um a classificação diferente talvez produzisse núm eros m uito diferentes. Por exem plo, a
m etade austríaca da m onarquia Habsburgo contava 47,3% de m ulheres ocupadas, com paradas à
m etade húngara, não dessem elhante econom icam ente falando, que contava com pouco m enos
de 25%. Estas percentagens são baseadas na população total, incluindo crianças e velhos.
[c] "As j ovens que trabalham em grandes estabelecim entos atacadistas e as funcionárias são
procedentes de fam ílias de m elhor classe e são portanto, com m aior freqüência, subsidiadas
pelos seus pais... Em alguns poucos m isteres, tais com o o de datilógrafa, o das funcionárias e
balconistas... encontram os o m oderno fenôm eno da j ovem que trabalha para cobrir suas
pequenas despesas."
[d] O núm ero de escolas m istas, quase certam ente de status inferior, elevou-se m ais
m odestam ente, de 184 para 281.
[e] Os leitores interessados em psicanálise talvez tenham notado o papel desem penhado pelas
férias, no progresso das pacientes, nos livros de Sigm und Freud sobre os casos de que tratava.
[f] Isto pode explicar o enorm e papel desem penhado pelas em igradas russas nos m ovim entos
progressistas operários de um país com o a Itália.
[g] Essas observações aplicam -se exclusivam ente às classes m édia e alta. Não se aplicam ao
com portam ento sexual pré e pós-conj ugal das m ulheres do cam pesinato e das classes
trabalhadoras urbanas, as quais, naturalm ente, constituíam a m aioria das m ulheres.
[h] Contudo, é típico dos tem pos que "as artistas, em sua m aioria, preferissem exibir seus
trabalhos no Palácio das Belas-Artes", e que o Women's Industrial Council se queixasse ao The
Times das condições intoleráveis nas quais trabalhavam m ilhares de m ulheres em pregadas na
exposição.
[i] Disso não se segue que tal transform ação tom aria apenas a form a da revolução social que
anteviam os m ovim entos socialistas e anarquistas.
[j ] Percentagem de m ulheres entre os sindicalizados em 1913: Inglaterra 10,5%; Alem anha 9%;
Bélgica (1923) 8,4%; Suécia 5%; Suíça 11%; Finlândia 12,3%
[k] A lista do fem inista Englishwoman's Year-Book (1905) incluía 158 senhoras com títulos, entre
as quais trinta duquesas, m arquesas, viscondessas e condessas. Isso com preendia um quarto das
duquesas da Inglaterra.
[l] De fato, na Europa, as m ulheres foram excluídas do voto apenas nos países latinos (inclusive
na França), na Hungria, nas partes m ais atrasadas da Europa oriental e no sudeste da Europa —
além da Suíça.