Duas Vezes Amor

Katie Cotugno · Capítulo 46 de 53

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Duas Vezes Amor

Capítulo 46

Antes

Deixei Sawyer em casa depois de nossa horrível noite em South Beach, dirigi de volta para casa e caminhei diretamente para o banheiro do primeiro andar. Vomitei tudo o que tinha comido o dia todo.

Tudo.

Sentei no piso de azulejo por um bom tempo depois disso, a cabeça contra a parede, esperando que o estômago se acalmasse, que minha respiração ficasse controlada. Solucei por um tempo, sentindo-me patética. Achei que minhas entranhas estivessem mesmo revoltadas. De manhã, Soledad me levou torrada e chá, se sentou na beira do colchão e leu romances em espanhol, o polegar acariciando distraidamente a curva de meu pé enquanto ela me ouvia tentando não chorar.

– O que aconteceu? – perguntou Soledad uma vez, perto da hora do almoço. Dei de ombros com a cabeça nos travesseiros da cama.

Eu me sentia melhor na hora do jantar; pensei em ligar para ele, mas decidi não fazer isso.

Fiquei sentada, acordada, na cama até o sol nascer.

Na manhã depois daquela, vomitei de novo. Então, passei um dia sem sentir nada.

Depois de novo no dia seguinte.

(Foi quando comecei a pirar.)

Dirigi até a farmácia em Pompano Beach para comprar um teste de gravidez e fui até a casa de Shelby para fazê-lo. Abracei os joelhos na tampa do vaso de cobertura felpuda. Shelby se sentou de pernas cruzadas no chão.

– Apenas olhe por mim, está bem? – pedi, observando o segundo ponteiro se mover no relógio devagar, devagar. Não conseguia parar de pensar que aquilo não podia estar acontecendo comigo. Eu quase nem estava nervosa, indício do quanto tinha certeza de que não era possível. Tínhamos tomado cuidado, não tínhamos? Eu cuidei para que nos preveníssemos. – Apenas... olhe.

– Estou olhando – falou Shelby, esgueirando o olhar para o palito e franzindo a testa. Ela vestia bermuda jeans e uma camiseta com estampa de Mario Bros. – Mas não está... não está fazendo nada ainda.

– Como assim não está fazendo nada? – Exigi saber, inclinando o corpo para a frente para pegar o palito da mão dela. – Precisa estar...

Shelby puxou o palito de volta; olhou de novo para a imagem atrás da caixa.

– Reena – disse ela então, e parecia pedir desculpas. Fechei os olhos para não precisar ver.