Capoeira Regional: a escola de Mestre Bimba

Hellio Campos · Capítulo 66 de 66

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Capoeira Regional: a escola de Mestre Bimba

Documento sonoro e musical

LA “CAPOEIRAGEM” em Bahia. Realización: TV BAHIA. Dirección: Libretos y Edicíón: José Humberto. Producción: Uirá Iracema. Narración; Geraldo Cohen, Johny Santos. Filme, (57 min.), 2000.

 

MANDINGA EM MANHATTAN. Direção: Lázaro Farias. Vídeo documentário. Roteiro: Isabella Lago. Produção Executiva: Gorette Randan. 1.DVD. Casa de Cinema da Bahia. Salvador, 2005.

 

MESTRE BIMBA DOUTOR HONORIS CAUSA DA UFBA. Organizador: Raimundo César Alves de Almeida [Mestre Itapoan]. 1 fita de vídeo (60 min.) VHS, son., color. Salvador, 1996.

 

MESTRE BIMBA, a Capoeira Iluminada. Direção: Luiz Fernando Goulart. Produção: Lúmen Produções. Roteiro: Luiz Carlos Marciel. Baseado no livro “Mestre Bimba” Corpo de mandinga, de Muniz Sodré. Brasil. Filme documentário (79 min.). 2005.

 

PARANAÉ CAPOEIRA: a expansão da Capoeira Regional. Organizador: Contramestre Minhoca. Produção: Maxhouse. 1 DVD. Salvador, 2005.

 

PASTINHA: uma vida pela capoeira. Direção: Antonio Carlos Muricy. Brian Swell Produções Cinematográficas. Editora Praticando Capoeira, 1999.

 

VADIAÇÃO. Direção: Alexandre Robato Filho. Salvador, 1954.

 

Documento sonoro e musical

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PROFESSORES DE CAPOEIRA. Produção: ABPC. Projeto Gráfico e Fotilito: MCK multimídia. 1 CD, Goiânia, 1995.

 

BAHIA ARTE MESTRE PIAUÍ. Direção: Mestre Piauí. 1 CD

 

CAMUJERÉ CAPOEIRA: Cheguei para ficar. Contramestre Tosta. Direção: Tosta, Coringa e Bal. Coordenação; Aruanda. Produção: Alvinho. 1 CD. V. 1.

 

CAPOEIRA ANGOLA. Mestre João Grande. New York, USA. 1 CD.

 

CAPOEIRA FABINHO: Grupo ULBRA. Direção: Fábio Camargo. Engenheiro de Gravação. Diego K. Sgrillo. 1 CD. Porto Alegre, 1999.

 

CAPOEIRA NOS JEBS. Cantigas Programa Nacional de Capoeira. Gravação: Conservatório de Música de Pernambuco. 1 disco sonoro. Long Play.

 

CAPOEIRA PARA CRIANÇAS. Produção: Paranaê Capoeira. Direção: Minhoca. Studio HS. 1 CD, Salvador, 2005.

 

CAPOEIRA: Mestre Canjiquinha & Mestre Waldemar. Cordões de Ouro Promoções Artísticas.

 

CURSO DE CAPOEIRA REGIONAL MESTRE BIMBA. RC-Disco. 1 disco sonoro. Long Play. Salvador.

 

GRUPO MOLAS: Mestre Lucas. Direção: Mestre Lucas. Editoração: ARAGRAF. 1 CD. Aracajú, 1998.

 

GRUPO MUZENZA. Direção: Mestre Burguês. 1 CD. São Paulo.

 

GRUPO MUZENZA: Mestre Burguês. Direção: Mestre Burguês. 1 disco sonoro. Long Play. V2. Curitiba.

 

MESTRE BIMBA: Curso de Capoeira Regional. 1.CD.

 

MESTRE EZIQUIEL. Projeto: Sérgio Graça e Queijadinha d’Angola. Produção: Liceu Artes e Ofícios da Bahia, Oficina do Movimento. Gravação: Felipe Cavallere. 1 disco sonoro. Long Play, Salvador.

 

MESTRE ITAPOAN & GRUPO GINGA: Capoeira 100% Regional. Direção Artística: George Câmara. Produção: George Câmara e Mestre Itapoan. 1 CD, Salvador, 1999.

MESTRE ITAPOAN & GRUPO GINGA: Vem Camará. Direção Artística: Mestre Itapoan, Mestre Xaréu e Mestre Careca. Produzido: Praticando Capoeira. 1 CD, Salvador, 2002.

 

MESTRES JOÃO GRANDE & JOÃO PEQUENO. Projeto: Sérgio Graça e Queijadinha d’Angola. Produção: Liceu Artes e Ofícios da Bahia, Oficina do Movimento. Gravação: Felipe Cavallere. 1 disco sonoro. Long Play, Salvador.

 

MÚSICA DE CAPOEIRA. Mestre Luiz Renato. Direção: Fernando C. de Araújo. 1 CD.

 

SOU FELIZ!!! SOU CAPOEIRA REGIONAL. Produção: Grupo Porto da Barra Montreal/Canadá. Direção Artística: Careca. 1 CD

 

UM ENCONTRO DE AMIGOS: Coletânea Inédita. Produção: Praticando Capoeira. 1 CD.

Notas

 

Capoeira uma história

 

1. O Iº Seminário de Capoeira da UFBA foi realizado em 1987,

sendo o autor, na ocasião, coordenador dos trabalhos.

↩

2. Denominação dada a um integrante do grupo de capoeira

imediato ao mestre.

↩

 

Capoeira Angola

 

1. Comunicação pessoal de Gildo Lemos Couto — “Mestre Gildo

Alfinete“ — na Disciplina da Educação, Cultura e Capoeira do Programa de Pós-graduação em Educação da FACED/UFBA, em 2002.

↩

2. Ângelo Augusto Decanio Filho, médico e capoeirista, em

entrevista no vídeo “O Velho Capoeirista: Mestre João Pequeno“, de Pedro Abib, Salvador, 1999.

↩

3. José Carlos Capinam, poeta e compositor baiano, em entrevista

no vídeo “O Velho Capoeirista: Mestre João Pequeno“, de Pedro Abib, Salvador, 1999.

↩

4. FEDERAÇÃO BAIANA DE CAPOEIRA, Boletim Informativo da

Federação. Salvador: FBA, n.1, Ano 1, mar. 1990. 5 p. Edição histórica.

↩

5. ZIGGIATTI, Manoela. João Grande foi à América mostrar a

capoeira do Brasil. Universo Capoeira. São Paulo, nº 4, p. 5-8,

1999.

↩

 

Capoeira Regional

 

1. Cocorinha é considerado um movimento de defesa básico da

capoeira.

↩

2. Queda de rim é um movimento capoeirístico que exprime força

e equilíbrio.

↩

3. Gravata é um golpe sufocante, aplicado com o braço, no

pescoço do adversário.

↩

4. Comunicação pessoal, em 11 de julho de 2005.

↩

5. Comunicação pessoal, em Setembro de 2004.

↩

6. Tipo de bebida especialmente preparada por Mestre Bimba.

↩

7. Comunicação pessoal, em abril de 2004.

↩

8. Comunicação pessoal, em junho de 2005.

↩

9. Uma homenagem que Mestre Bimba fazia aos seus alunos. O

lenço de esguião de seda era colocado no pescoço do formado pela sua madrinha. Simbolizava a proteção da carótida a um possível golpe de navalha.

↩

10. Tipo de tênis próprio para jogar basquetebol.

↩

11. Tipo de jogo combinado, no qual os capoeiristas são obrigados

a apresentar golpes da cintura desprezada.

↩

12. Tipo de jogo lento, técnico, muito floreado, com golpes bem

aplicados e bonito de se ver.

↩

13. Maculelê, misto de jogo e dança realizada com grimas

(bastões), manifestação natural de Santo Amaro (BA).

↩

14. Samba-de-roda, samba popular baiano, realizado em círculos

com a participação de ambos os sexos, cantando e dançando.

↩

15. Samba-duro, samba com rasteira, oriundo da academia de

Mestre Bimba.

↩

16. Candomblé, manifestação religiosa dos negros iorubas na

Bahia.

↩

17. Ação de esconder-se para atacar de surpresa.

↩

18. Ato de movimentar o corpo como um engodo, uma isca,

oferecendo e negando o corpo, bamboleando para lá e para cá, ameaçando o movimento e o retraindo, confundindo, assim, o oponente.

↩

19. Golpe de luta em que o oponente segura pelo antebraço o

pescoço do companheiro tentando asfixiá-lo.

↩

20. Comunicação pessoal, em outubro de 2004.

↩

 

Capoeira regional como patrimônio

 

cultural brasileiro

 

1. In:

http://www.unesco.org.br/areas/cultura/cultura/mostra_documen

to.

↩

A política e a capoeira regional

 

1. José Cisnando Lima, nasceu em 9 de outubro de 1914 no Sítio

Santa Rosa, Crato/CE. Médico formado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1932.

↩

2. Comunicação Pessoal, em outubro de 2002.

↩

 

A capoeira na escola

 

1. Ibid, p. 13.

↩

2. Ibid, p. 23.

↩

3. Atuais ensinos fundamental e médio.

↩

4. O professor leigo era aquele que não tinha uma formação

universitária, e sim, uma formação de caráter emergencial através de cursos de curta duração, realizados pela Secretaria de Educação, próprios para esse fim.

↩

5. Mestre Suassuna, radicado em São Paulo, responsável pelo

Grupo Cordão de Ouro, em entrevista concedida à “Revista Capoeira Arte e Luta Brasileira“, São Paulo, ano I (2): 28-30, 1998.

↩

6. Mestre Camisa, radicado no Rio de Janeiro, responsável pelo

maior grupo de capoeira do mundo, a ABADÁ-Capoeira, em entrevista concedida à “Revista Capoeira Arte e Luta Brasileira“, São Paulo, ano I (2): 28-30, 1998.

↩

7. Mestre Canelão, radicado em Natal, responsável pelo Grupo

Boa Vontade, em entrevista concedida à “Revista Capoeira Arte e Luta Brasileira“, São Paulo, ano I (2): 28-30, 1998.

↩

 

Capoeira regional: do abadá à beca

 

1. Comunicação Pessoal, em 1997.

↩

2. Guaiamum: crustáceo decápode, braquiúro, gecarcinídeo

(Cardisoma guanhumi), de coloração azul, cuja pinça maior pode atingir até 30 cm e cuja carapaça mede até 11 cm. Vive em lugares lamacentos à beira-mar, escondido em tocas que ele mesmo cava, em profundidades de até quatro metros. Novo Dicionário Aurélio, Versão 5.0 Edição revisada e atualizada Dicionário eletrônico, Positivo.

↩

3. Ibid Nagôs, povo de língua iorubana que vive a SE da

República do Benin.

↩

4. Instituto Porto Alegre.

↩

5. Comunicação pessoal, em 1997.

↩

6. Escola Superior de Educação Física.

↩

7. Universidade de São Paulo.

↩

8. Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo.

↩

9. Comunicação pessoal, em 2005.

↩

 

Mestre Bimba: criação e resistência

 

afro-descendente

1. Alguns autores afirmam que Mestre Bimba tinha outra certidão

de nascimento em que constava o ano de 1899.

↩

2. A Lei no 3.353 Abolição da Escravatura foi assinada pela

Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888.

↩

3. Bimbinha, nome popular do órgão sexual masculino na Bahia.

↩

4. Capoeirista ladino, maneiroso, cheio de negaças, truques,

disfarces e ardis (Nina Rodrigues). In: LIMA, Mano. Dicionário de capoeira. Brasília, 2005.

↩

5. A academia de Mestre Bimba foi registrada em 1937, pela

Secretaria de Educação Saúde e Assistência Pública do Estado da Bahia, sob o título de Centro de Cultura Física Regional (CCFR).

↩

6. Mestre Itapoan (Raimundo César Alves de Almeida), em

palestra proferida no Iº Congresso Baiano de Capoeira de Vitória da Conquista, em 16 de setembro de 2005.

↩

7. Dois de Julho é considerada a data máxima da Bahia. Em 2 de

julho de 1823, consolidou-se a separação política do Brasil de Portugal. Os símbolos dos heróis são o caboclo e a cabocla. TAVARES, Luis Henrique Dias. História da Bahia. Salvador: Correio da Bahia, 2000.

↩

8. Comunicação pessoal, em 2005.

↩

9. Tipo de ônibus usado no transporte público de passageiros.

↩

10. Doença da nostalgia e saudade que acometia os negros

escravizados.

↩

Histórias da academia de Mestre

 

Bimba: o cotidiano da aprendizagem

 

1. Comunicação pessoal, em 6 de junho de 2005.

↩

2. Expressão baiana que quer dizer aborrecido, zangado.

↩

3. Academia de ginástica que ficava na Baixa do Sapateiro.

↩

4. “[…] pequeno cacete, medindo 30 cm de comprimento por 2 cm

de diâmetro. Normalmente feitos de biriba, pau d’arco, pitiá ou madeira do araçazeiro”. In: FERREIRA, Emília Biancardi. Ôlelê maculelê. Brasília: Ed. Especial, 1989.

↩

5. Uma bebida criada por mestre Bimba

↩

6. Termo usado pelos baianos que significa ficar mole, estar na

moleza, cansado.

↩

 

Mestre Bimba: uma representação

 

simbólica

 

1. Ibid.

↩

2. Ibid.

↩

3. Peter Berger, autor de Pyramids of Sacrifice. In. MAY, Rollo. A

procura do mito. São Paulo: Manole, 1992.

↩

Mestre Bimba e seus alunos: uma

 

prática educativa

 

1. A academia de Mestre Bimba foi registrada, em 1937, pela

Secretaria de Educação, Saúde e Assistência Pública do Estado da Bahia, como Centro de Cultura Física Regional (CCFR).

↩

2. Comunicação pessoal de Jair Moura, em 11 de julho de 2005.

↩

3. Nome que Mestre Bimba dava à mulher enamorada.

↩

4. Movimento de defesa na posição em pé, elevando a mão com a

palma voltada para baixo até a altura da testa, sem cobrir os olhos, enquanto a outra mão permanece ao lado do corpo em proteção ao flanco.

↩

5. Sequência de golpes encadeados do caratê que servem de

treinamento e apresentação pública.

↩

6. Termo usado na academia de Mestre Bimba para aquele aluno

que realizaria mais uma vez a Cintura Desprezada, Sequência de Ensino, Jogo e Iuna.

↩

7. Jogo exclusivo da Capoeira Regional, que tem a

obrigatoriedade da utilização dos golpes de projeção da Cintura Desprezada ou outros desenvolvidos pelos alunos, de acordo com sua criatividade e habilidade.

↩

8. Sem a experiência de um método pedagógico, apenas pela

observação, tentativa e erro.

↩

A metodologia de ensino da Capoeira

 

Regional: avaliação dos mestres,

 

contramestres e professores

 

1. Vadiação (II) s.f. ato ou efeito de vadiar; vadiagem; o jogo da

capoeira. (Rego). LIMA, Manoel Cordeiro. Dicionário de Capoeira. Brasília, 2005

↩

 

A política de expansão da Capoeira

 

Regional

 

1. Comunicação pessoal, em março de 2005.

↩

 

Uma vida na Capoeira Regional: os

 

seguidores da escola de Bimba

 

1. Comunicação pessoal, em 18 de julho de 2005.

↩

2. Ver tese de Doutorado Livre Docente “O corpo na capoeira“,

UNICAMP.

↩

3. Ibid, p.7.

↩

4. Ibid, p.7.

↩

5. Hector Julio Paride Bernabó Carybé escritor e artista plástico,

natural de Lanus, Argentina, e radicado na Bahia onde retratou com amor e fidelidade as tradições, crenças e costumes do

povo baiano. Morreu em 1º de outubro de 1997, durante uma sessão num terreiro de camdomblé.

↩

6. Wilson Lins, baiano, escritor, jornalista, romancista, membro da

Academia de Letras da Bahia, amigo de mestre Pastinha e apreciador da Capoeira Angola.

↩

7. In: ALMEIDA, Ubirajara Guimarães. Água de beber câmara!: um

bate-papo de capoeira. Salvador: EGBA, 1999.

↩

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