Senhorita Aurora

Babi A. Sette · Capítulo 42 de 63

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Senhorita Aurora

Capítulo 39

“Love me tender, love me true,

All my dreams fulfill.

For my darlin’ I love you,

And I always will.”

Love me tender – Elvis Presley

 

Chegamos em um pouco mais de uma hora e meia.

Entramos em um cidade de cenário.

Ruas estreitas cobertas por cruzamentos de tempo.

Nada ali pertencia aos nossos dias e mesmo assim, tudo era atual.

Casas amarelas de pedras porosas, banhos romanos esfumando calor não humano.

Casas de idade com elevadores de ferro a fim de transitar comida de cima a baixo.

Era como mergulhar em um clássico.

Cores georgianas em ruas de passear no século passado, encheram meus olhos de sensações e meu coração de uma alegria distante.

Em algum ponto entre as flores nas janelas e o estilo dos romances, eu entendi o porquê daquela cidade ser um refúgio dos artistas nos dias de hoje e dos imperadores de séculos atrás.

A moto parou, estávamos junto a um parque que descia como um desfiladeiro. Na frente dele, casas iguais montavam um arco como uma lua crescente.

— Chegamos — ele disse depois que tirou o capacete.

— Bath? — eu perguntei depois de tirar o meu capacete também.

— Sim, você conhecia?

— Não, só de fotos.

— Amanhã nós podemos visitar alguns lugares.

— Eu vou adorar — disse olhando ao redor.

— A minha casa é aqui. — Ele apontou com a cabeça para a meia-lua de pedras.

— É lindo.

— É um dos lugares que eu mais gosto... Às vezes, quando eu me sinto meio... sem inspiração, venho para cá — ele contou enquanto andávamos em direção a uma porta, umas das muitas portas iguais.

Durante a viagem eu fui com a mão no peito dele, à medida que entrávamos na cidade, senti o coração do Daniel acelerar mais rápido sob a camisa. A eletricidade entre nós aumentava a cada passo dado. Quando entramos na casa, ainda de luzes apagadas, a tal onda elétrica explodiu em um beijo louco de vontade. Com a língua na minha boca, os dedos do Daniel enroscaram no meu cabelo e me trouxeram para um mergulho mais profundo.

Eu gemi quando ele pressionou o corpo contra o meu acabando de fechar a porta com o nosso beijo. Ele segurou o meu rosto entre as mãos e deslizou as pontas dos dedos desenhando meus lábios, meu nariz e meus olhos com o toque. Minha respiração acelerou. Abri a boca e um dedo dele deslizou para o interior dela; sem pensar, fechei os olhos e o chupei.

Daniel gemeu e puxou minha nuca até nos beijarmos outra vez, ele acariciava minha língua com os lábios com os dentes e com o dedo que ainda estava em minha boca. Um arrepio percorreu minha coluna e eu gemi.

As mãos grandes deslizaram por minhas costas e em um impulso ele me ergueu no colo. Tomei o ar através dos lábios, surpresa, mas o que recebi foi mais do Daniel. Ele não parou de me beijar enquanto subia a escada e nem mesmo quando entramos no que acreditei ser o quarto.

Não abri os olhos, eles pesavam demais. Todo o meu corpo estava sem força e ondas de frio e calor percorriam o meu estômago e contraíam o meu ventre.

— Nicole — ele disse sem fôlego —, olhe para mim.

Obedeci e perdi ainda mais o ar ao ver um amor infinito refletido em um oceano de lágrimas.

— Eu quero que seja especial para você — Daniel confirmou.

— Já está sen...

Não consegui terminar porque ele me beijou com um desespero doce, com uma urgência possessiva. O fecho do meu sutiã foi aberto. Afastamos os lábios e retiramos os casacos e as camisetas.

Gememos juntos dentro do beijo quando nossos corpos se encontraram sem a barreira do tecido.

Daniel deslizou os lábios por todo o meu rosto como se ele fosse música. Gemi baixinho quando os dedos dele se fecharam em um mamilo e o apertaram. Em seguida, ele abaixou e tomou um dos seios com a boca, chupando, mordendo e deslizando os lábios, alternando movimentos rápidos e lentos com a língua com uma pressão perfeita. Logo, eu gemia mais do que respirava. Ele deu a mesma atenção ao outro seio, minhas pernas fraquejaram e eu fiquei tonta. Enterrei os dedos na massa de cabelos escuros. Ele deslizou a língua por todo o seio e eu enrosquei os dedos com força no seu cabelo, puxando os fios longos sem perceber. Daniel gemeu. Ele levantou e segurou o meu rosto entre as mãos. Os olhos azuis agora estavam pesados de desejo.

— Eu não acredito que isso está acontecendo — meu maestro disse e me beijou de leve. — eu quero tanto você, sonho com isso há tanto tempo... já não sei mais se é verdade... Se você é de verdade.

— Sim — confirmei e beijei o maxilar quadrado —, é verdade. — Beijei a orelha dele e o pescoço, senti seu coração acelerado pulsar em meus lábios e encher meu corpo de calor e vida.

Daniel me ergueu pelas coxas e enrosquei as pernas no quadril dele arrancando mais um gemido de prazer do peito masculino. Ele pressionou os lábios nos meus conforme andava comigo. Dei um gritinho ao cair em cima da cama e, quando ele deixou o corpo tombar sobre o meu, Daniel se apoiou sobre os cotovelos e me olhou de uma maneira tão linda que meu coração triplicou de tamanho.

— Meu Deus, como você é linda, como eu te desejo.

Ele abaixou a boca no meu pescoço, passou pelos meus seios, desceu na minha barriga e desabotoou a minha calça. ergui os quadris e ele retirou a peça de uma vez junto com a calcinha.

Daniel segurou os meus joelhos e empurrou-os para baixo abrindo as minhas pernas.

— Você sabe que isso é seguro, não sabe?

Eu concordei com a cabeça.

— Você sabe que eu nunca faria nada que pudesse te colocar em..

— Eu sei — o interrompi e fechei os olhos.

Daniel abaixou a cabeça entre as minhas pernas e fez uma loucura com os meus sentidos. A língua dele compôs uma sinfonia junto às sensações do meu corpo. Então, ele passou a usar os dentes e os lábios acelerando os movimentos quando eu comecei a tremer. Meu corpo parecia ter perdido a forma. Ele segurou os meus quadris e pressionou os lábios e a língua com mais força em meu sexo que pulsava de prazer. Eu me desfiz e gritei explodindo em um êxtase tão grande que tudo dentro de mim se misturou com ele.

— Eu preciso de você — Daniel afirmou com os olhos em brasa.

— Eu também — confirmei com a voz quebrada.

Ele deu um sorriso torto e tirou a calça. A boca dele subiu por minha barriga, seios e pescoço. Beijamo-nos, dessa vez com uma entrega e paixão tão enormes que eu arquejei e meu corpo foi aceso pelo desejo novamente. Daniel respirava através dos lábios entreabertos.

Ouvi o barulho do plástico da camisinha sendo rasgado, ele se posicionou no meio das minhas pernas.

— Nicole, faz cinco anos que eu não faço isso... Eu nunca mais quis fazer amor com ninguém. — Ele passou os lábios em cima dos meus.

— O quê? — eu disse sentindo que minha voz derretia.

— Você é a primeira em cinco anos.

Meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração, mais uma vez, triplicou de tamanho. Então, senti ele lá embaixo, na entrada do meu corpo e os meus quadris o buscaram sem que eu comandasse. Meu ventre contraiu, meu corpo inteiro contraiu.

— Eu vou tentar ir devagar — ele começou com a voz rouca —, pode ser que agora doa um pouco... eu sinto muito — concluiu com o rosto tenso. Daniel se esforçava para manter o controle.

— Porra! — Ele gemeu conforme deslizava lentamente dentro de mim.

Minha respiração acelerou junto com meu coração que agora estava enorme e não cabia mais no peito. Senti ele me abrir e me preencher com um cuidado carinhoso. Daniel escorregou a mão entre nossos corpos e passou a tocar o meu clitóris com movimentos circulares. Puxei com desespero o rosto dele para baixo e sufoquei um gemido junto aos nossos lábios ao ser invadida por uma pontada de dor e uma sensação tão incrível que não daria para explicar.

Ele estava dentro de mim, ofegante, intenso, lindo. A luz da lua cheia que cruzava a janela fazia tudo ficar aceso, as gotas de suor eram como estrelas na pele dele e o Daniel me olhava de uma maneira quase devocional. Eu queria guardar aquele olhar para sempre. Fechei os olhos e gravei a imagem no coração. Ele acelerou um pouco as investidas enquanto ondas de prazer varriam os meus sentidos. Puxei o seu corpo para mim e ergui o quadril em um movimento que o convidava a ir mais fundo. Daniel abriu as minhas pernas e as levou para cima, minhas panturrilhas pararam nos ombros dele. Então, meu maestro me beijou com a mesma força que passaram a ter as suas investidas.

— Olha para mim... minha Aurora — ele disse e emoldurou meu rosto com as mãos.

Algo crescia no meu ventre, entre as minhas pernas, em todos os poros.

— Meu sonho — ele murmurou e a boca entrou na minha em um beijo vitimado pelos movimentos dele e por minhas ondulações.

Enterrei as unhas com força nas costas largas e arqueei as costas conforme choques de prazer se espalharam por minha coluna. Gritei e exigi que ele aprofundasse o beijo. E quando os choques me viraram do avesso, apertei as nádegas dele e me estiquei inteira. Meu corpo tremeu violentamente de prazer. Daniel arremeteu mais uma vez e outra com força.

— Nicole — ele convulsionou. — Nicole — repetiu e todo o corpo dele foi percorrido por espasmos. Ouvi um gemido alto do Daniel, tipo um rosnado. Ele ainda me tocava em todas as partes. Dobrei meu corpo para cima ao entender que ele atingia o clímax. Acabamos os dois dentro do beijo, ofegantes e molhados de suor.

Ele saiu de dentro de mim e me puxou para um abraço em seu colo.

— Minha Aurora — ele disse e beijou minha testa —, obrigado. — E beijou minha bochecha. — Obrigado por me deixar ser o primeiro — repetiu e beijou os meus lábios. — Você é meu melhor sonho — afirmou baixinho e beijou os meus olhos.

Suspirei satisfeita e emocionada.

— Foi tão bom.

— Foi perfeito — ele sussurrou —, você é perfeita.

Ficamos por um tempo abraçados enquanto Daniel desfiava os meus cabelos com os dedos, vez ou outra apertava os braços em volta do meu corpo, beijando minha fronte.

— Minha Aurora — Senti um beijo na testa. —, vou me lavar e depois venho te pegar para te dar um banho.

Eu me sentia exausta, entorpecida, sonolenta. Notei a perda do calor do corpo do Daniel e acho que resmunguei. Acabei dormindo. Sonhei com um banho quente em uma banheira e com muitos beijos pelo corpo de um Daniel entregue e apaixonado.

Acordei com o Daniel me beijando, parecia ser cedo. O rosa do céu confirmava a aurora. Os lábios macios e quentes dele percorriam as minhas costas, o meu pescoço e desenhavam círculos em meus ombros. Dormia de bruços, como sempre fazia.

Ele veio na minha orelha:

— Eu quero ter você de novo... Está muito dolorida, cansada?

Sentia bastante sono e uma vontade crescente dele, que era despertada pelos lábios na minha pele.

— Não — menti. Paciência, foi por um bom motivo.

— Você nem acordou quando eu te dei banho ontem, tem certeza?

Venci a claridade e olhei para o Daniel, os músculos dos braços, o abdômen definido, a respiração entrecortada, a boca entreaberta. Lindo!

— Não foi sonho?

— Não — ele disse me beijando outra vez e eu não estava mais cansada.