Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina

Capítulo 31

Minta — o demônio dentro de mim diz, mas não posso fazer isso com Eleanor.

— Não.

Serenity sorri e eu me pergunto porque ela não demonstra aquele entusiasmo todo para mim. Fiquei quase quatro dias fora.

— Você pode vir, mas de táxi — digo a ele.

— O quê? — Serenity parece confusa.

— Você vem comigo de moto, Serenity. Não há espaço para discussão.

 

Capítulo 31

Eu sinto o sangue quente pingando sobre minha coxa atravessar o tecido do jeans. Só então percebo que estava segurando o canivete com o qual brincava enquanto vigiava a entrada do prédio dela, na esperança de ver minha noiva.

A mudança dela para Manhattan não foi boa para mim.

Na Louisiana, era mais fácil tomar conta de Serenity, mas talvez eu tenha exagerado na história do escorpião.

O que posso fazer? Sou impulsivo. Fiquei chateado. Eu não gosto de mudanças de planos e a vinda da minha Serenity Clementine para Nova Iorque definitivamente foi na contramão dos meus desejos.

O desgraçado do velho VanLith estragou tudo ao passar a tutela dela para Ares Kostanidis. O grego não lhe dá folga.

Colocou tantos seguranças em volta de Serenity que nem meus presentes eu pude deixar mais.

Sim, o escorpião foi mesmo uma jogada errada. Tornou o grego mais protetor ainda.

Eu deveria ter permanecido discreto e então, quando chegasse o momento, me aproximaria dela e a pegaria para mim para sempre.

Ao invés disso, sou obrigado a ver o miserável do Kostanidis desfilando com a minha noiva como se ela lhe pertencesse.

Eles acabam de passar de moto, e estou com tanto ódio que se não fossem os três carros com guarda-costas atrás, eu jogaria minha caminhonete sobre eles e a levaria de uma vez, esquecendo os planos que fiz com tanto cuidado.

Com o garoto Otis, eu não me preocupo. Eu sei que o relacionamento deles era uma farsa. Eu até pensei em matá-lo uma vez, mas vi que seria queimar cartucho à toa; um risco desnecessário, já que ele não significa nada além de um amigo na vida da minha noiva.

Claro que quando estivermos casados, isso vai ter que mudar. Eu não admitirei outros homens perto de Serenity que não seja eu.

O celular toca e quando vejo quem é, atendo de má vontade.

— O que diabos está fazendo na entrada do prédio dela?

Sabe que deve se manter à sombra.

Eu sei que ele me vigia, não confia em mim, e se não fosse quem é, já o teria matado.

Manter-me à sombra?

Sinto vontade de gargalhar. Não, eu penso diferente.

Estarei sempre próximo a ela.

— Diga-me que não teve nada a ver com aquela história do escorpião.

— Claro que não tive. Por que eu a machucaria? Eu a quero inteira.

— Mas quando chegar a hora certa, terá que fazer o que for necessário.

— Eu sei. Farei tudo o que foi combinado desde o princípio.

Eu desligo antes que ele fale alguma coisa que me faça perder o controle. Não posso me arriscar que o maldito desconfie dos meus verdadeiros planos.

Deixarei que pense que o combinado inicial será cumprido. O que ele nem imagina é que desde o momento em que Serenity voltou para Nova Orleans há dois anos, eu deixei de fazer parte do time. Agora, sou um jogador solo e minha maior conquista vai ser roubá-la para mim.