Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina

Capítulo 35

De repente, me dou conta de que se virarem o rosto, vão me pegar em flagrante, observando-os.

Afasto-me alguns passos, mas minha fuga é interrompida quando bato em um corpo rígido atrás de mim.

Eu sei que é ele sem precisar me virar e quase morro do coração quando suas mãos vêm para a minha cintura e sussurra em meu ouvido:

— Eles não podem te ver, menina levada.

 

Capítulo 35

Ela mal respira. Eu posso sentir porque subo uma das mãos por seu abdômen e o movimento que Serenity faz para puxar o ar é tão suave quanto o bater das asas de uma borboleta.

— O que veio fazer aqui? — pergunto, correndo os lábios pela concha de sua orelha. Ela estremece contra mim, inconscientemente empurrando o corpo para trás, em busca de atrito.

— Eu estava procurando o banheiro.

— Eu sei, mas quando entrou e viu que não era, continuou assistindo. É o que quer fazer? Assistir?

Ao invés de me responder, ela devolve outra pergunta:

— Quem são eles?

— Um casal, caso contrário não estariam se tocando.

Ela fala comigo, mas sei que está atenta à cena que desenrola na nossa frente.

— Por que não?

— A SIN não é um prostíbulo. Em parte, é uma boate regular, elitizada, mas há salas como as que está vendo, em que as pessoas vêm para realizar fantasias.

— E qual é a deles?

— Serem vistos. Agora, me diga se quer ficar ou sair, Serenity.

— Eu… hum… quero ficar… um pouco.

Eu ando para a frente, até o vidro, levando-a comigo, com nossos corpos colados.

Pego uma das cadeiras altas, já que o visor começa a partir da linha da minha cintura. Sento-me, trazendo-a para o meu colo.

— O que estamos fazendo?

— Ficando confortáveis — respondo.

Essa é a maior fodida mentira do mundo. Desde o momento em que a estava observando dançar, conforto era a última coisa que eu estava sentindo.

Passei todo o tempo, desde o momento em que foi para a pista, com uma ereção. Quando saiu para vir ao banheiro, eu não tinha a intenção de me aproveitar dela em um lugar privado. Fiquei preocupado porque estava demorando.

Apesar de ser raro, pode acontecer de algum cliente se exceder e tentar se forçar em uma mulher. Desde que abrimos, só houve dois episódios, um deles com Madison, onde o cara tentou subir no palco enquanto ela dançava.

Zeus enlouqueceu e o filho da puta foi expulso para sempre.

O segundo caso foi semelhante e teve o mesmo fim, mas no geral, quem vem aqui sabe que se cruzar a linha, estará fora sem segunda chance.

De qualquer modo, eu nunca correrei risco no que diz respeito a ela.

Serenity é inexperiente, um único namorado até onde sei, mas será que tem consciência do quanto é sexy, o tesão que provoca? Eu apostaria que não. Nada nela é ensaiado.

Ela não faz esforço para seduzir e mesmo assim deixa qualquer macho, à exceção dos meus irmãos, que já estão domados, querendo se deitar no chão para que ela passe por cima.

Eu olho para a performance do casal e tento imaginar o que ela vê. No momento, eles não estão fazendo nada de mais.

Apesar de estarem despidos, o cara apenas faz uma massagem sensual no corpo de sua parceira.

Ela está rígida no meu colo e eu seguro seu rosto, obrigando-a a olhar para trás.

— Uma palavra sua e saímos.

Na semi-escuridão do aposento, o azul de seus olhos é ainda mais profundo.

— Eu quero ficar.

Ela torna a se virar e inclina-se para a frente, as mãos espalmadas no vidro.

— Disse que eles gostam de se exibir. Você também?

— Não. Eu não compartilho minhas parceiras nem mesmo visualmente. Isso não me deixa ligado.

— E de assistir, gosta?

— Não particularmente — eu me inclino para a frente e mordo sua orelha —, mas estou com tesão imaginando se está molhada enquanto o vê tocar nela.

— Tem certeza de que não podem nos ver?

— Tenho, sim. É disso que tem medo? Não de estar sentada no meu colo assistindo um casal prestes a foder?

— Você tem a boca suja.

— Muito suja. — Eu levanto seu cabelo e mordo sua nuca.

Ela rebola no meu colo.

Passo um braço em volta de sua cintura, puxando sua bunda para cima do meu pau.

Eu a faço se esfregar contra mim e um dos seus braços sai do vidro e vem para trás, envolvendo meu pescoço.

— Eu deveria estar com vergonha? — pergunta.

— Esqueça as regras, Serenity. Não pense no que acha que seria certo fazer, me diga o que você quer.

— Ele está massageando a esposa.

— Sim.

— Eu… Quero…

— O quê?

— Pode fazer o mesmo comigo, mas sem ficarmos nus?

Eu não seguro uma risada, apesar do meu pau estar totalmente inchado de tesão.

— Eu não tinha a intenção de te deixar nua aqui, baby.

Ela não diz nada. Recosta no meu peito, pega a mão que estava envolvendo sua cintura e beija. Eu viro seu rosto e ataco sua boca. O desejo que reprimi o dia todo, emergindo sem controle.

Dessa vez, ela devolve o beijo com a mesma fome.

Gananciosa, molhada, a linguinha deliciosa serpenteando contra a minha.

Quando um som de gemido sai pelo alto-falante do aposento, ela descola nossos lábios e volta a olhar para frente. O homem lambe os mamilos da parceira e Serenity olha a cena como se estivesse hipnotizada.

Sem dizer nada, eu abro três botões de sua blusa e seguro os seios pequenos e firmes.

Ela ofega, estremece.

— Shhh… eu só quero te fazer sentir. Está morrendo de tesão, linda.

Ela recosta outra vez no meu peito e eu abaixo os bojos do sutiã.

Continua olhando o casal, mas treme de um jeito delicioso quando acaricio ambos os mamilos com os polegares.

— Isso parece tão sujo.

— Não é o melhor tipo de sexo?

— Sujo?

— Aham. Sujo, suado, duro.

— Ahhhhh…

Eu pinço os bicos dos seus seios e deixo uma das mãos deslizar para o vértice entre suas coxas. Pressiono na altura do clitóris e ela quase pula do meu colo.

— Ares…

— Gostoso?

— Sim.

Eu desfaço o botão do jeans e brinco com o cós da calcinha. Não adentro, volto a me concentrar no seio, esticando o mamilo de leve para lhe fazer sentir uma picada de dor.

O gemido dela quase me faz gozar. Serenity é muito responsiva, um tesão total.

— Eu quero você nua e aberta para mim. Quero lamber essa boceta e te fazer gozar na minha língua.

— Eu quero isso tudo também. Eu não sei se vou conseguir saber fazer de volta, mas… Oh…

Agora meu dedo está por dentro da calcinha, tocando o clitóris e a resposta do corpo dela é selvagem.

— Continue falando — comando.

— Depois. Não pare.

Eu sorrio do tom mandão. Ela pode ser muito crua ainda, mas sabe o que quer.

— Levante a bunda um pouquinho.

Ela se ergue e eu puxo calça e calcinha para baixo.

— Olhe para frente, Serenity. Está vendo como ele tem o rosto posicionado no meio das coxas da esposa? Ele vai lamber a boceta dela, mas eu duvido que será com tanta fome quanto eu farei quando a tiver descendo na minha cara. Eu vou te devorar.

— Meu Deus, Ares.

Ela está encharcada, as dobras do sexo melados de tesão, e eu não preciso mais do que uns poucos minutos para fazê-la gozar.

Por muito tempo, estremece em meus braços, e depois fica tão quieta que acho que adormeceu. Eu a visto e meu único pensamento agora, mesmo sabendo que estou fazendo uma caminhada para um inferno de confusão, é que quero tirá-la daqui e tê-la nua em minha cama.

Ajeito seu sutiã, fecho sua camisa e ela continua quieta.

— Tudo bem? — pergunto, começando a me preocupar.

Ela faz que sim com a cabeça, mas não é o suficiente, então a giro para mim fazendo com que me monte.

— O que há de errado?

Ela espalma as mãos no meu peito.

— Eu achava que essa sensação que as pessoas descrevem no orgasmo era algum tipo de lenda.

Eu demoro algum tempo para entender o que ela diz e quando o faço, xingo mentalmente o cretino do ex-namorado.

— Você nunca gozou com ele?

Será possível, nem mesmo sozinha, se tocando?

— Com ele?

A última coisa que quero é trazer o nome do bastardo do ex-namorado para a conversa, mas preciso saber. Ao que consta, ficaram quase dois anos juntos, o maldito egoísta.

— O seu ex.

— Oh! — fala, surpresa, mas em seguida sorri. — Não.

Nós nunca. Eu e ele não….

Antes que ela complete a sentença, uma desconfiança começa a desenrolar no meu cérebro e em questão de

segundos, eu entendo, mas mesmo assim, exijo a confirmação.

— Serenity, você é virgem?

A expressão de vergonha me dá a resposta, e acho que ela também vê o choque no meu rosto, porque pula do meu colo como se estivesse sentada sobre brasas.

Encaramo-nos na penumbra, acho que os dois sem saber o que falar. Eu me sinto o maior depravado que já existiu, mas em minha defesa, nunca passou pela minha cabeça que ela era intocada ainda.

— Eu quero voltar — ela diz e vejo como está embaraçada.

Ela foge e começa a andar para a porta.

Eu aperto um botão para escurecer o visor com o casal do outro lado e desligo o som, onde os gemidos agora são mais intensos.

— Serenity, espera…

Caralho, eu deixei uma virgem assistir a praticamente um filme pornô ao vivo.