Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina

Capítulo 44

Quando nos vê, ela tenta levantar, mas noto que está algemada à mesa.

— Por quê? — Serenity chora.

— Para protegê-la — ela responde, o olhar

completamente insano. — Eles estão vindo e não vão poupá-la. Fuja com ela, Ares. Leve-a daqui antes que seja tarde demais.

 

Capítulo 44

— Eles? — Serenity pergunta. — Pelo amor de Deus, JeAnne, quem são eles?

— Eu não posso falar. Eu tentei te proteger. Não me importo comigo. É com a sua segurança que estou preocupada.

Ela se levanta da cadeira de rodas e quando tento apoiá-la, afasta minha mão.

— Minha segurança? Quer me convencer de que montou uma armadilha para mim, feriu meus pés, sabendo o quanto essa fase da minha vida é importante, pensando na minha segurança?

— É a verdade — a mulher repete, o olhar esgazeado, quase insano. — Ares, ela não vai me ouvir. Tire-a daqui.

Serenity sacode a cabeça, pálida e visivelmente abalada.

Volta a sentar-se na cadeira de rodas e sem dizer uma palavra, Debra a empurra para fora da sala.

— Diga-me quem são “eles”, JeAnne? — peço, fazendo o meu melhor para manter a calma, porque mesmo com a raiva que estou sentindo, percebo que a mulher se encontra em um estado delirante, patinando dentro e fora da realidade.

— Não pode protegê-la deles, mas pode tentar, ao menos

— diz.

— Pare de falar por códigos, porra! Você a viu crescer!

Serenity confiou em você, infeliz.

Ela me encara em silêncio e por um momento, chego a pensar que vai revelar a verdade, então, diz:

— Eu quero um advogado.

Com isso, ela deixa a polícia de mãos atadas para qualquer outra questão. Tudo o que for dito a partir de agora, longe da presença do advogado que ela solicitou, será inválido no tribunal.

Eu dou um passo à frente, incapaz de me refrear.

— Quem ama e protege não fere. Dê a desculpa que quiser para si mesma, JeAnne, mas não passa de uma traidora. Não importa a razão. Você mentiu e a enganou.

Machucou minha mulher e pode ter certeza de que vou ao inferno se for necessário, mas você vai pagar.

Grécia

Duas semanas depois

— Por que sempre esconde seus pés? — pergunto, na piscina da minha ilha na Grécia.

Eu estava nadando e me aproximei dela na beira da piscina. Serenity, que tinha ambos os pés dentro da água, os escondeu embaixo do corpo.

— Tenho vergonha deles. São muito feios. Tenho calos, minhas unhas nunca crescem.

— Deixa eu ver. Não tenho como emitir uma opinião.

Sempre os oculta de mim.

— Não.

— Eu quero vê-los, Serenity.

Ela bufa e os estica em minha direção.

Há duas unhas crescendo nos dedões, acho que tinham caído. A parte externa de ambos tem uma espécie de joanete e, sim, há muitas calosidades também.

— São muito feios — falo, beijando cada um.

Ela sacode a cabeça gargalhando e em seguida vem para os meus braços.

— Estava com medo de que mentisse para mim ou tentasse fingir que são lindos. Isso o faria cair no meu conceito.

O sorriso morre, o rosto fica sério e eu sei a razão. Ela está pensando em JeAnne. Em como foi falsa.

Depois que saímos do hospital naquele dia, precisamos tomar diversas providências. A primeira delas, nos reunir com o agente de Serenity e a diretoria do New York City Ballet. Eles já sabiam do ocorrido. A polícia precisou investigar o local, mas conseguimos abafar um possível escândalo e tudo que foi noticiado é que Serenity precisava descansar pois estava esgotada, emendando uma temporada na outra.

Os fãs foram solidários e ela recebeu muitos presentes e cartas, todos verificados por uma equipe especializada para

ver se encontravam qualquer pista de quem eram “eles”, como JeAnne os chamou.

A ex-babá calou-se depois do primeiro depoimento, recusando-se a falar sobre quem são seus cúmplices. É

óbvio para mim que o que a motivou a tramar contra Serenity foi o dinheiro, mas eu não faço a menor ideia se a razão foi apenas essa.

Nem eu, meus irmãos ou Odin e Christos, conseguimos atinar o que o ex-sócio poderia lucrar ferindo Serenity, se o homem faz parte do “eles” a quem JeAnne se referiu. Não encontramos nada que manche sua reputação. Ao que consta, vive uma vida correta. É um empresário regular, com uma reputação ilibada.

Não sou ingênuo. Sei que o mundo é uma merda e que muitos dos que habitam o planeta não valem porra nenhuma, mas até mesmo para mim, um cínico, imaginar alguém tramando uma vingança desse porte contra uma órfã, é um pouco demais.

— O que está pensando? — ela pergunta.

— Sobre o que disse há pouco. Eu nunca menti para você, baby, e nem pretendo fazê-lo. Eu já omiti, ocultei tentando

te proteger, mas nunca menti.

Ela cruza as pernas nas minhas costas e recosta a cabeça no meu peito.

— Eu não consigo entender, Ares. Por que ela fez o que fez? Quem são essas pessoas que querem me machucar?

Eu às vezes acho que estou sonhando. Ou melhor, em meio a um pesadelo.

— Tentou se lembrar do que eu te pedi?

— Sobre o sócio do meu pai? Sim, tentei. Não consegui nem mesmo ligar um rosto ao nome que você me deu.

Edgar Hazen. Eu tenho certeza de que nunca ouvi falar dele.

— Esqueça isso. Estou investigando em diversas frentes.

Nós vamos descobrir o que diabos esses bastardos estão tramando.

— Eu estou com medo deles mudarem de ideia.

— Está se referindo à direção do New York City Ballet?

— Sim.

— Não vai acontecer, Serenity. Foi aclamada pela crítica depois de sua estreia. É única. Eles não abrirão mão de você.

— Eu não vou viver escondida. Quando voltarmos aos Estados Unidos, quero recomeçar os ensaios, minha rotina.

É como oxigênio para os meus pulmões, Ares.

— Nunca te pediria isso. Viemos para a Grécia para que se curasse e para protegê-la até sabermos ao certo o que está acontecendo, mas nem passou pela minha cabeça trancá-la em uma gaiola de ouro, Serenity.

— Eu não me importaria, se você fosse o carcereiro — diz, dando uma piscadinha e respiro aliviado por vê-la sorrir. Seu humor tem oscilado desde que chegamos, mas dado o que aconteceu, ela está levando tudo melhor do que eu esperava.

Começo a subir os degraus da piscina com ela em meu colo.

Eu a coloco de pé e solto os laços do biquíni, calcinha e sutiã.

Serenity não tenta se esconder. Ela se mostra para mim, sabendo o quanto me deixa com tesão quando se oferece à minha luxúria.

Eu me livro da sunga e deito na espreguiçadeira.

— Vem cá. — Estico a mão e quando ela se aproxima, puxo uma das pernas por cima da espreguiçadeira, com ela de pé, deixando sua boceta em um ângulo perfeito para minha boca.

Ao primeiro toque da língua em seu sexo já molhado, as pernas dela perdem a força, mas eu não pretendo torturá-la muito tempo, só deixá-la pronta para me cavalgar.

Serenity geme e passa a língua no lábio inferior, me pondo louco. A cada vez que fodemos, fica mais exigente, deliciosa, desinibida.

Eu a puxo para mim, sem permitir que goze e a faço montar meu quadril.

Com ambas as mãos por baixo de suas coxas, a suspendo, apenas para descê-la um segundo depois, aos poucos, empalando-a no meu pau.

— Assim mesmo, safada. Desce gostoso. Afunde essa boceta apertada em mim.

Ela geme enquanto desliza na minha extensão dura e grita quando eu impulsiono, penetrando-a completamente.

Eu me ergo e chupo seus peitos, o tesão escalando ao nível de insanidade apaixonada.

A conexão é intensa, febril, e eu a fodo duro, tirando dela, entregando tudo.

Serenity rebola, provocante, gostosa.

— Caralho, baby. Você fica um tesão toda preenchida com meu pau.

Agarro sua bunda, metendo com força enquanto ela cavalga.

Revezo chupadas e mordidas entre peitos e lábios, sem conseguir me decidir o que quero provar.

Eu a fodo com avidez, saboreando a sensação de meter na carne doce sem proteção.

Ela salta no meu colo, devassa, ofegante.

Quando estapeio sua bunda uma, duas vezes, fodendo-a mais rudemente, ela goza, gritando meu nome.

Eu aumento o ritmo, metendo forte e deslizo a mão, acariciando entre as bochechas de sua bunda.