Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina

Capítulo 45

— Eu ainda vou fodê-la aqui. Quero tudo de você, Serenity.

— Eu sou sua.

— Essa é a porra da maior certeza do mundo, gostosa.

Beijo sua boca, comendo seu sexo com meu pau e penetrando de leve com o dedo, sua abertura virgem.

Não demora para ela começar a me apertar dentro de si em pequenas contrações.

Serenity goza de novo, me levando junto e fico fascinado quando a ergo e vejo meu sêmen escorrendo de seu sexo.

— Você é minha. Sempre será.

 

Capítulo 45

Semanas depois

Eu não sei como posso chamar essa noite.

Reestreia?

Pode ser, porque a minha estreia aconteceu no dia em que JeAnne colocou as giletes para me machucar.

Entretanto, reestreia não parece adequado.

Recomeço.

Sim, acho que esse é um bom nome.

Um recomeço em que precisei aceitar que a mulher que eu amei como se fosse minha mãe, me enganou, me traiu e que a despeito de dizer que fez o que fez para me proteger, se recusa a revelar a identidade dos meus inimigos.

Ares me disse inclusive que o promotor ofereceu um acordo, livrando-a das acusações se ela entregasse os cúmplices, mas ela continuou em silêncio.

Quando a melodia de “O lago dos Cisnes” chega aos acordes finais, eu me sinto emocionada.

Deu tudo certo.

Ninguém vai poder me impedir de viver minha vida.

Enquanto a plateia irrompe em aplausos, me concentro no camarote à esquerda, onde todos os Kostanidis e Lykaios vieram me assistir.

Nem todos as pessoas importantes para mim estão na plateia, entretanto. Meu grego, que agora já posso chamar oficialmente de namorado, já que o papel de tutor ficou para trás, está nos bastidores, me esperando.

Eu

levo

uns

bons

minutos

até

encerrar

os

agradecimentos, mas assim que a cortina se fecha de vez, corro para encontrar Ares.

No meio do caminho, vejo as flores arremessadas pelo público, no chão.

É comum que me joguem rosas e até ursinhos de pelúcia.

Há uma flor, no entanto, uma rosa vermelha, com algo enrolado no cabo. Quando me abaixo para pegá-la, noto um bilhete amarrado nela.

Eu sinto meu sangue gelar porque mesmo antes de abri-lo, sei que é dele, do meu perseguidor.

Sem pensar no que estou fazendo, volto para o palco, olhando para a audiência que já começa a se dispersar. Em meio à confusão de corpos e cabeças no teatro lotado, eu não consigo enxergar nada.

Eu retiro o bilhete do caule da flor, e quando o leio, me sinto tonta.

“Sua hora está chegando, traidora.”

— Serenity? — ouço Ares chamar.

Ele está no palco também agora, indiferente aos olhares curiosos dos funcionários e alguns espectadores.

— Ele voltou.

Mostro o bilhete e imediatamente, depois de lê-lo, ele me pega no colo e sai comigo do palco.

Nós deveríamos ir a um restaurante para comemorar a apresentação, mas a despeito do que ocorreu em minha estreia oficial, os planos precisam ser modificados e

acabamos na casa de Eleanor, eu ainda vestida com o figurino com que dancei.

— Vem cá, minha filha. Vamos tomar um banho — a madrasta de Madison me chama.

Meia hora depois, estou com a roupa que eu deveria usar para a comemoração do restaurante — um vestido pink —, mas sem maquiagem e com o cabelo solto.

Assim que saio do quarto, Debra vem ao meu encontro.

— Eu sinto muito que sua reestreia tenha acabado assim.

O primo de Ares, Odin, já está analisando todas as filmagens. Nós vamos pegá-lo.

Eu aceno com a cabeça.

— Eu acho que deveria ir para casa.

— Não. Sua noite ainda não chegou ao fim. Temos uma surpresa.

— Surpresa?

— Seu grego está te esperando lá embaixo, com a família.

— Eu não acho que estou no clima para comemorações, Debra. Eu nem sei porque Ares me trouxe para cá.

— Não permita que eles tirem seu brilho, Serenity. Você foi espetacular hoje. A função de perseguidores, pessoas

que gostam de causar medo e insegurança nos outros, é causar terror. Não estou dizendo que o que aconteceu deve ser ignorado. Ares está cuidando de tudo, mas você não vai estragar seu momento especial por causa desse ou desses filhos da puta.

Apesar da tristeza que estou sentindo, sorrio.

— Você nunca xinga.

— Eu não xinguei. Nomeei adequadamente seu

perseguidor. Agora vamos descer. Estão todos esperado-a para partir o bolo.

— Bolo?

— Já é meia-noite. Oficialmente, seu aniversário de vinte e um anos.

— Nossa, eu nem me lembrava.

— Mas eu, sim. — Ouço Ares dizer atrás de mim. — Pode ir na frente, Debra. Eu assumo daqui.

Ela sorri e desce as escadas.

— Sua amiga tem razão.

— Eu sei, mas sou humana, Ares. Não tenho como me impedir de sentir medo.

— E nem deveria. O medo, se bem trabalhado, é uma ferramenta de sobrevivência. Nos deixa em alerta.

— O que sabe sobre isso? Não é do tipo que teme qualquer coisa.

Ele me puxa para seus braços e beija o alto da minha cabeça.

— Eu tenho um único medo atualmente.

— Conte-me.

O rosto dele parece atormentado.