Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina

Capítulo 53

— Não, Serenity, eu….

— Usou. Eu fui um instrumento para sua ambição, me criou dentro de uma mentira. Planejou, enganou, inseriu falsas memórias. Roubou, junto àquele infeliz, a vida da filha dos Blanchet.

Nunca mais se ouviu falar de Edgar Hazen e eu tenho uma desconfiança de que os Kostanidis tenham algo a ver com seu desaparecimento, mas nunca perguntei a Ares a respeito e nem o farei.

— Eu preciso do seu perdão, Serenity. Eu sei que passarei a vida toda atrás das grades, mas ao menos preciso do seu

perdão.

Eu me levanto, ainda encarando-a.

— Quem tem que te perdoar é Deus. Ele é aquele que concede a absolvição até mesmo a pessoas como você.

Quanto a mim, pretendo esquecer que existiu. Se um dia eu te perdoar, não será por você. Será por mim mesma.

 

Capítulo 53

Grécia

Oito meses depois

— Eu não gosto de surpresas — Serenity grita, sorrindo, quando saio com ela do mar, sobre meus ombros.

Bato em sua bunda.

— Mentirosa.

— Tudo bem, eu adoro surpresas, mas não queria entrar para comer ainda. O mar estava uma delícia.

Eu viro a cabeça e mordo seu quadril.

— Você é uma delícia.

— Então é para isso… que foi me buscar?

— Para “isso”? — pergunto quando chegamos na casa, enfatizando a última palavra.

Não importa que eu conheça seu corpo atualmente mais do que o meu mesmo, Serenity ainda guarda um quê de

garota que fica tímida para dizer sacanagens.

— Você me entendeu. — Ela revira os olhos quando a ponho de pé e seguro seu queixo.

— Não. Explique-me. Com “isso” você quis dizer te colocar de quatro na beira da cama e meter meu pau em sua garganta até que me faça gozar? — ela se remexe, trocando a perna de apoio e sei que está excitada. — Ou quer dizer eu me deitando e fazendo você me cavalgar duro? Ou talvez…

Ela não me deixa terminar, pulando no meu colo.

Quando a pego nos braços, rodeia meu pescoço, as pupilas dilatadas de tesão, lambendo os lábios.

— Eu não posso escolher realmente uma só opção, então vou ficar com todas.

— Você é uma descarada, senhorita Lawrence — falo, mordendo seu lábio inferior.

Como sempre acontece quando uso o sobrenome materno para me referir a ela, Serenity me entrega o sorriso mais lindo dessa porra de mundo.

— O que estamos esperando, então?

— Eu disse que tinha uma surpresa.

— Não é sexo? — pergunta, mas as bochechas ficam vermelhas.

Sacudo a cabeça fazendo que não.

— Reunião familiar.

— A essa hora? Mas são sete da manhã em Nova Iorque

— diz, fazendo rapidamente os cálculos da diferença de fuso horário.

— Sim. Venha, não será demorado.

Há cerca de uma semana, Serenity encerrou sua primeira temporada no New York City Ballet. No começo, quando ela me disse que queria voltar, eu fiquei tenso, achando que seria pressão demais, dada toda a merda que passou a nos cercar.

Eu estava errado. Mergulhar na dança a resgatou em uma velocidade que acho que até mesmo a terapia que continua fazendo não seria capaz.

Chegamos à sala principal da minha casa na ilha e vejo a surpresa em seu rosto quando nota a tv de oitenta e cinco polegadas ligada e toda nossa família, além de Debra, aparecendo em pequenos quadros.

— Oi, pessoal — minha mulher diz.

Ela dá um tchau tímido como sempre acontece quando é exposta a muitas pessoas ao mesmo tempo. É incrível a diferença de comportamento da Serenity primeira bailarina do New York City Ballet e a garota de família.

Ela só é uma figura pública quando veste o personagem profissional. Dentro de casa, é cem por cento aberta somente comigo e como o fodido egoísta que sou, isso me faz sentir com três metros de altura.

Antes que ela possa perguntar o que está acontecendo, eu a viro de frente para mim, e na mesma pegada, me ajoelho aos seus pés. Vagamente ouço as mulheres da minha família dizerem algo, mas minha concentração é cem por cento dela.

— Eu não me importo como se chama — começo, repetindo o mesmo que venho lhe dizendo desde que soubemos da troca de identidade. — Eu não me importo de qual mundo vem, qual é seu sobrenome ou se tem os dedos dos pés mais feios que eu já vi, para mim você é toda perfeita. Desde o começo, o que me chamou a atenção foi o quanto você é verdadeira, apaixonada, entregue em cada pequena coisa que faz na sua vida. Eu te dei o tempo que

achei que precisava e meus irmãos são testemunha que foi um inferno de difícil controlar o desejo de te fazer minha. Eu não posso mais esperar. Case-se comigo, Serenity. Seja minha mulher e a mãe dos meus filhos.

Apesar de não ter ensaiado o que dizer, treinei um mini roteiro do que fazer, então agora seria o momento de lhe entregar o anel, mas nada com Serenity é previsível. O meu amor por ela não segue regras, então, ela não me dá tempo de sequer pegar a caixa. Passa os braços em volta do meu pescoço, ainda de pé, e chora agarrada a mim.