Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina
Capítulo 37
Volto para o apartamento, pego o celular e ligo para Madison para compartilhar meu plano.
A resposta dela me faria rir se eu não estivesse tão zangada.
— Ele vai matar nós duas.
— Então não vai me ajudar?
— Vou, sim. Dê-me meia hora para pedir à minha mãe que venha ficar com as crianças porque não gosto de deixá-las apenas com as babás. Depois, passarei para te pegar.
Capítulo 37
— Senhor, contratou uma dançarina nova? — Elmer pergunta, entrando no meu escritório da SIN sem bater, o que, dado seu jeito formal, é muito incomum.
— Dançarina nova? — pergunto, confuso.
Não sou eu quem as entrevista pessoalmente. Eu tenho toda uma equipe para fazê-lo. Elas passam por diversas triagens. A única vez que me envolvi na contratação de uma funcionária foi quando precisava de uma que fosse bilíngue, para enredar Rey Cardona de la Vega e convencê-lo a nos vender suas empresas.
— Por sua surpresa, eu imaginei que não. Posso falar abertamente, doutor Kostanidis?
— O que há de errado?
— Sua cunhada chegou… na verdade, suas duas cunhadas, as senhoras Madison e Cecily Kostanidis, dizendo que haveria uma apresentação especial essa noite com uma dançarina nova. Peço perdão antecipadamente pelo que vou
dizer, senhor, mas eu acho que elas estão… hum…
aprontando alguma? Acho que é a única expressão que se encaixa nesse caso — ele diz, como se as palavras lhe arranhassem a garganta.
Eu me levanto e ando para a porta.
— Onde elas estão?
— Na plateia.
— Meus irmãos vieram também?
— Não, senhor, mas já tomei a liberdade de telefonar para ambos para avisar que suas esposas estão aqui.
— Caralho!
— Senhor… fiz mal?
— Não, Elmer. Está tudo bem. O "caralho" é porque acho que tem razão. Elas devem mesmo estar armando alguma.
Eu já estou no corredor, quando, de repente, uma desconfiança surge na minha mente ao me lembrar de como eu e Serenity nos despedimos brigados e também o fato de que ela tem me evitado como o diabo foge da cruz.
Não, ela não ousaria fazer uma merda dessas para me irritar, para somente provar o ponto de que não é uma criança.
— Leve-me até a tal bailarina.
— Hum… é um pouco tarde para isso, senhor. Ela já está no palco.
— Onde estão Madison e Cici?
— Venha comigo. Vou lhe mostrar.
Eu não demoro a ver a cabeleira vermelha de Cici entre os espectadores, mas enquanto me aproximo das duas, minha atenção é presa pela “nova dançarina”.
Ainda que esteja usando uma máscara que cobre metade do rosto, eu reconheceria aqueles olhos de boneca em qualquer lugar. Eu sei que devo tirá-la imediatamente do palco, mas minha chegada coincide com o momento exato que ela se vira e me vê.
É como se estivesse me esperando e agora, olha para mim, como se só existíssemos nós dois.
Serenity vestida em um pequeno biquíni de couro preto no palco da minha boate é como a mais suja fantasia se tornando realidade. Um anjo adentrando o inferno e tentando os pecadores.
Tanto quanto eu quero arrancá-la de lá, eu fico hipnotizado com o rebolar de seus quadris.
O corpo é mais delicado do que o de todas as minhas funcionárias, mas por nenhuma delas eu já me senti tentado. A garota que me provoca somente por respirar, no entanto, me deixou duro como um adolescente descobrindo o sexo.
— Ares. — Ouço a voz de Madison me chamar, soando divertida, mas mesmo assim eu não desvio o olhar da mulher que conseguiu me enredar em sua teia sem nem mesmo ter consciência disso.
— Vocês duas vão me pagar — falo, me abaixando apenas para que elas escutem. — Zeus e Dionysus estão vindo.
Eu não lhes dou tempo de responder, sigo reto para ir encontrar Serenity com Elmer na minha cola.
— Faça com que a música seja interrompida
discretamente e apague as luzes do palco — aviso a ele. —
E não me siga.
O que parece uma vida depois, chego aos bastidores.
— Todos fora.
Eu não preciso falar uma segunda vez e os funcionários desaparecem.
Abro as cortinas e apesar da melodia estar morrendo lentamente, o palco encontra-se no escuro.
Vejo a bunda de Serenity mal coberta pelo pequeno biquíni e meu autocontrole vai para o caralho. Eu vou até onde ela está, a jogo sobre os meus ombros e começo a andar para o meu escritório.
Nenhum de nós dois fala durante o caminho, e é bom que seja assim.
Ela ensaia espernear, mas eu acerto uma palmada em sua bunda, segurando as duas pernas juntas.
Entro em minha sala e fecho a porta com um pé antes de trancá-la. Coloco-a sobre os seus pés, abro um painel de segurança e desligo as câmeras que estão nos gravando.
Elas não têm som, mas têm sensor de movimento, e assim que alguém entra em meu escritório, são acionadas.
— Não faço danças privadas — ela tem a coragem de dizer depois que eu tranco a porta e me aproximo.
Não penso meia vez antes de soltar sua máscara atrás da cabeça.
Eu quero me manter indiferente, mas reprimi minha fome por ela por tempo demais.
— O que diabos estava tentando provar?
— Eu não sou mais uma criança — diz, erguendo o queixo.
Percorro-a inteira, dos pés calçados em sapatos de salto, as coxas tonificadas pela dança, o sexo coberto pela pequena peça de couro e os seios duros, cujos mamilos nesse instante empurram o tecido. Eu me demoro em cada lugar, dando um foda-se ao fato de que é virgem. Eu tentei fazer o certo depois que descobri que era inocente em todos os sentidos, mas Serenity entrou na jaula do leão para cutucá-lo e agora arcará com as consequências.
Quando enfim chego ao pescoço, percebo que ela está muito vermelha e o rubor se espalha para o rosto também.
— Eu sei que não é uma criança, mas agora, está na hora de você entender de uma vez por todas que sou um homem, não um garoto.
Não há um grama de delicadeza quando a pego no colo e a sento em minha mesa. Ela não tem tempo de respirar
antes que minha boca bata na dela, a língua exigente, obrigando-a a se entregar.
A luxúria foge ao controle e me ataca em ondas de um desejo avassalador.
Ela corresponde ao beijo com uma entrega que só faz piorar meu tesão.
Sinto os mamilos duros contra meu peito e levando a mão às suas costas, solto o sutiã do biquíni.
Estou quase deitado sobre ela, a boca correndo por seus lábios, queixo, mandíbula, mordendo a carne quente do pescoço.
Eu me abaixo e sugo um bico ereto. Ela geme meu nome e cruza as coxas em volta da minha cintura.
Lambo seu abdômen, ao mesmo tempo em que desfaço os laços nas laterais da calcinha de couro.
— Você está tremendo, Serenity. Estou louco para te provar, mas pode me pedir para parar agora mesmo.
Ela faz que não com a cabeça.
— Eu quero tudo, Ares.
Não acho que ela saiba o que está me pedindo e nem eu pretendo comê-la dentro da SIN. Não sou tão insensível e
sei que a primeira vez de uma mulher deve marcá-la.
Continuo a trilha de beijos molhados por seu abdômen e a puxo para a beirada da mesa, para posicioná-la como quero.
Quando nossos corpos se colam, quase posso sentir seu coração batendo depressa.
— Seu corpo quer se render a mim, baby. Está morrendo de tesão. Ela enrubesce, mas coloca as mãos apoiadas na superfície, atrás do corpo, em uma oferta silenciosa.
Segurando-a pela bunda, eu a levanto da mesa, trazendo suas coxas para os meus ombros e aspiro o cheiro doce de seu sexo excitado.
— Já foi tocada aqui? — pergunto, separando os lábios de sua boceta e lambendo da abertura ao clítoris.
Ela choraminga e faz que não com a cabeça.
Sim, ela disse que era virgem e que lhe dei seu primeiro orgasmo, mas isso não significa que…
Eu não quero pensar nisso. Não importa o antes.
— Esqueça — digo.
— Ninguém me tocou intimamente além de você. Em nenhuma parte do meu corpo. Como eu lhe disse naquele
dia, você será meu primeiro tudo.
Caralho!
Eu não posso mais esperar para comer sua boceta. Ela brilha com desejo e eu me abaixo, louco para provar seu mel.
O cheiro do tesão dela está me deixando fora de controle.
Com uma das mãos, afasto os lábios ensopados e com a outra, acaricio de leve o clitóris.
A reação dela é pura lascívia. Ela usa os pés nas minhas costas como uma alavanca, erguendo a bunda da mesa e se oferecendo como um doce sacrifício à minha língua.
Lambo e chupo sua boceta de boca aberta. Sugo sua excitação, que acaba de se tornar minha bebida e alimento favorito.
Minha língua busca sem cessar o interior melado, provocando a carne intocada, sem parar de massagear seu ponto de prazer.
Separo os lábios, tentando abarcar tudo. Eu quero ir para o chão e fazê-la sentar na minha cara, cavalgando minha língua, mas sei que é muito para alguém tão inocente.
Mamo seu clitóris e meto um dedo em seu canal sem aprofundar. Fico louco quando sinto o quanto é apertada e meu pau se contorce, querendo sentir o calor estreito.
Ela treme de prazer, empurrando-se contra meu rosto, puxando meu cabelo, deliciada.
Enterro a boca em suas dobras escorregadias, comendo, devorando, querendo tudo dela.
— Vai encher minha boca com seu mel, Serenity.
Alimente-me.
Agarro seus quadris, trazendo ainda mais para mim e ela treme, excitada.
Trabalho a língua em suas paredes, dando-lhe uma mostra de como se sentirá quando eu a preencher com minha extensão grossa.
Eu mamo seu clitóris, sugando duro, e não demora para que enrijeça, me dando o primeiro orgasmo.
Eu não paro. Apenas um pedido dela poderia me refrear, porque estou faminto.
Chupo o sexo e a fodo com língua e dedos. Quando goza pela segunda vez, gemendo meu nome, sua cabeça cai suavemente sobre o tampo da mesa.
Eu me ergo e a olho.
Aberta, pronta, deliciosamente entregue.
Eu a quero como nunca desejei uma mulher na vida, mas me obrigo a parar.
Quando a fizer minha, não será uma entrega dela apenas, vou lhe ensinar tudo. Eu a quero comigo, não seduzida, mas dona do próprio desejo.
Serenity não acordou mais. Talvez a combinação da noite inusitada com os dois orgasmos tenham feito seu caminho para esgotá-la.
Eu tenho camisas extras no closet daqui da minha sala, e depois de vestir-lhe o biquíni outra vez, coloquei uma delas nela.
Há uma passagem secreta pela qual posso sair sem que sejamos vistos por algum frequentador e depois de enviar
uma mensagem para o meu motorista, ele estará nos esperando nessa segunda saída.
Já dentro do veículo, tento passar um cinto de segurança por seu corpo, mas Serenity se aconchega no meu colo, os braços em volta do meu pescoço enquanto um ronquinho suave lhe escapa dos lábios.
Quase meia hora depois, quando o motorista estaciona no meu edifício, eu saio com ela nos braços, em direção ao seu apartamento.
Faço uma negativa com a cabeça, deixando uma mensagem clara aos guarda-costas de que eles não precisam subir comigo.
Entro o elevador privativo e nem por um segundo consigo deixar de olhar para o rosto lindo, adormecido. Eu nunca me vi como um homem ciumento, mas eu quis furar os olhos de cada um que a assistiu hoje.
O elevador para no andar dela e com dificuldade, encosto a digital para abrir a porta. Ando em linha reta para o seu quarto.
Eu a deito na cama e ouço seu resmungo.
Não quero ir. Eu quero continuar de onde paramos, mas esta não é uma decisão da qual eu possa voltar atrás amanhã de manhã, então preciso pensar e pesar com muito cuidado o caminho que seguiremos daqui por diante.
Tiro o cabelo de seus olhos e a cubro com o lençol, depois de livrá-la dos sapatos de salto alto.
Meu olhar percorre o corpo lindo, o pequeno triângulo de pano que lhe cobre a boceta e minha boca enche de água quando me lembro de seu gosto, e de como ela gozou para mim.
Obrigo-me a me afastar e estou quase alcançando a porta do quarto quando noto dentro do closet diversas caixas de joias, todas que lhe comprei para cada apresentação que fez nos últimos dois anos.
Estão intocadas, lacradas ainda. Por quê? Não se deu nem ao trabalho de verificar o que escolhi? Cada uma das peças é exclusiva. Eu as encomendei especialmente para ela.