Obcecado pela Protegida: O Tutor Grego e a Bailarina

Capítulo 47

Eu sinto meu sangue gelar.

— O que exatamente está tentando me dizer, Nashon?

— Espere um instante.

Ele volta o álbum para o começo e folheia uma por uma as páginas. Em apenas duas das imagens, a bebê está descalça, mas mesmo naquelas em que usa sapatinhos, fica claro que se trata da mesma garotinha.

— O que estou dizendo — ele começa, fechando o álbum

—, é que a garota das fotografias não é Serenity. Agora, talvez você devesse descobrir quem ela é.

 

Capítulo 47

— Você está muito calado — digo enquanto o motorista nos leva para casa.

Ele não me tocou desde que entramos no carro, o que é incomum. Ares não parece poder ficar muito tempo sem ter as mãos em alguma parte minha.

Pescoço, ombros, cabelo, joelhos. Onde quer que estejamos, ele me faz sentir que lhe pertenço.

Hoje, no entanto, parece que se formou uma barreira invisível entre nós.

Não, não hoje. Agora, na saída, porque durante todo o tempo que decorreu desde o incidente após minha apresentação, ele não foi outra coisa que não apaixonado e protetor.

Embora a noite tenha sido cheia de altos e baixos, no fim, a comemoração do meu aniversário foi a melhor até hoje.

As garotas fizeram um álbum para mim, com fotos da minha infância. As mesmas que eu nem cheguei a conferir, quando Ares me entregou a caixa que o senhor VanLith lhe

deu. Na verdade, eu li umas duas cartas dos meus pais.

Ambas em tom de despedida, como se soubessem que morreriam jovens. Elas me deixaram triste, então larguei o resto para verificar depois.

Eu me sinto muito mal por não ter qualquer ligação emocional com os dois. Eu olhei a primeira fotografia do álbum que as minhas amigas montaram e foi como se me entregassem as imagens de um trio de estranhos. Eu, em bebê, no colo das pessoas que deram a vida.

— Não gostou do presente? — ele pergunta, ao invés de comentar minha afirmação.

— De qual deles?

Ares me deu um conjunto de joias — brinco e pulseira — e agora que sei que é ele quem os escolhe, tem muito mais peso para mim.

— De tudo, mas do álbum, principalmente.

Dou de ombros.

— Tenho receio de que me julgue se eu lhe der uma resposta sincera.

— Fale.

— É como observar estranhos naquelas fotografias.

 

— Não tem qualquer lembrança de quando eram vivos?

— Não. Minha única recordação, o rosto do qual me lembro, é o de JeAnne.

Ele põe a mão no meu joelho e eu estremeço. Uma prova de que estou me tornando dependente de sua afeição.

Eu olho para fora da janela, fingindo não perceber o contato e que não me abala.

Eu quero ir para o colo dele. Dizer que o amo, mas eu não vou correr o risco de ser rejeitada. Não sei o que mudou, mas talvez, ele enfim esteja começando a perceber que já se passou muito mais do que o prazo que costuma estar com suas mulheres e que deve pôr um ponto final em nós dois. Se for o caso, eu não vou me humilhar. Vou aceitar o que ele disser e tomar distância. Terá que ser assim, ou não sei como conseguirei sobreviver.

Ares

Abro a porta do meu apartamento e a deixo passar.

— Quer ir para a cama? — pergunto.

Talvez eu não devesse tomá-la agora, e ao invés disso, conversar. Mas como eu posso contar à mulher que eu amo que a vida inteira dela pode ter sido uma farsa? Se for verdade o que Nashon disse, ela não é Serenity Clementine Blanchet, é outra pessoa.

Mas quem?

Ainda na casa de Eleanor, reuni todos na biblioteca da madrasta de Madison e contei sobre o que Nashon concluiu.

Também liguei para Odin. Temos em mãos um intricado quebra-cabeça e ninguém melhor do que o meu primo para desvendá-lo.

— Eu…

— Preciso ter você, Serenity, então tome uma decisão ou vou te comer agora, na mesa de jantar.

Ela engole em seco.

— Eu sou sua — repete o que já me disse várias e em cada uma, consegue o mesmo resultado: romper minha loucura.

Eu tiro sua roupa em silêncio e, ajoelhado aos seus pés, puxo jeans e calcinha. Livro-a das sandálias no meio do caminho.

Ergo-me, dando um passo para trás.

— Quero a blusa fora. Deixe-me ver o que é meu.

Eu mal me dou conta de como minhas roupas formam uma pilha no chão. Sapatos, meias, descartados também.

Em segundos, estou nu, precisando dela, necessitando possuir minha mulher, afastar o caos de nós dois.

Eu não me importo com quem ela seja. Não dou a mínima de onde veio. Serenity sempre será minha.

Eu a deito na mesa e trago suas pernas para os meus ombros. Beijo o interior de suas coxas, sentindo a pele acetinada com a ponta dos dedos. Mordisco de leve sua carne, marcando-a com dentes e língua.

Amasso os seios com uma das mãos. Estão pesados pela excitação.

Inclino-me e tomo um na boca. Lambendo e sugando.

Acaricio seu sexo, testando a umidade. O clitóris está duro, minha Serenity está louca de tesão.

Agarro as laterais de sua cintura e encaixando-me em sua abertura, tomo seus lábios nos meus.

Passo a cabeça inchada do meu pau por sua entrada e ela geme. Não importa quantas vezes eu a foda, Serenity é deliciosamente apertada.

Em um movimento, penetro-a em uma investida profunda.

Ela geme alto, ofegante.

Sua boceta é quente e molhada e eu não resisto em bater duro dentro dela.

Eu a cavalgo como um animal, a posição me permitindo ir muito fundo.

Ela está tão molhada que encharca minhas bolas cada vez que entro em seu corpo.

Aumento força e ritmo das estocadas.

— Toque a boceta enquanto eu te fodo.

Ela me obedece, gritando de prazer, e eu meto duro, sem controle, martelando em seu sexo.

Serenity se aperta ao meu redor e meu pau pulsa, inchando, querendo a libertação.

Eu a fodo sem descanso por vários minutos.

Mordo e lambo seus mamilos e ela começa a contrair.

Sinto o orgasmo se aproximando, como uma avalanche poderosa.

Agarro seus ombros, alavancando-a, puxando-a para mim. Imprimindo um ritmo intenso.

— Essa bocetinha nasceu para ser fodida pelo meu pau.

Giro os quadris, testando os pontos dentro de seu corpo que lhe dão mais prazer, provocando-a.

Saio quase todo e a faço me receber uma e outra vez.

Ela choraminga, implorando para gozar e dou o que ela quer, massageando o clítoris teso.

— Entregue-me tudo, baby.

Ela arqueia, chama meu nome e jura seu amor.

Eu me derramo dentro dela, preenchendo-a com meu sêmen, marcando-a por dentro e por fora.

Caio sobre seu corpo, beijando sua boca.