Corações na Atlântida

Stephen King · Capítulo 12 de 59

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Corações na Atlântida

Capítulo 1

Calma, Bobby. Já é o bastante, então se segure. Controle-se.

Ele sentou em sua mesa por um longo tempo com as pétalas de rosa

pressionadas contra o rosto. Finalmente, com cuidado, para não perder

nenhuma, ele as colocou de volta no pequeno envelope e dobrou a parte de

cima rasgada.

Ele está livre. Ele está. . em algum lugar. E ele se lembrou.

– Ele se lembrou de mim. – Bobby disse. – Ele se lembrou de mim.

Ele se levantou, foi até a cozinha, e pegou a chaleira. Então ele foi até o

quarto de sua mãe. Ela estava na cama, deitada lá em sua fronha com os

pés para cima, e ele viu que agora ela começara a parecer velha. Ela virou

o rosto quando o viu se sentar próximo a ela, um menino agora quase tão

grande quanto um homem, mas ela o deixou pegar sua mão. Ele a segurou,

a acariciou e esperou pela chaleira apitar. Depois de um tempo, ela se

virou para ele.

– Oh, Bobby. – ela disse. – Nós estragamos tantas coisas, você e eu. O que faremos?

– O melhor que pudermos. – ele disse, ainda acariciando sua mão. Ele a

levou até os lábios e beijou a palma, onde sua linha da vida e a linha do

coração se cruzavam brevemente antes de se apartarem novamente. – O

melhor que pudermos.

1966: Cara, nós simplesmente não conseguíamos parar de rir.

CORAÇÕES NA ATLÂNTIDA

(N.T. – O nome “Hearts” do título original (Hearts in Atlantis), refere-

se a um trocadilhoentre o substantivo, e ao nome do jogo de cartas,

“Hearts” (que nós conhecemos como “Copas”), que será proeminente

nesta história. Entretanto, na tradução se perdeu otrocadilho, e eu preferi deixar como “Corações” (assim como no título do livro