Corações na Atlântida
Capítulo 38
Muitos deles também haviam cuidado do que Skip Kirk sugerira na sala de
espera de enfermaria.
Quando Nate, Skip e eu voltamos do jantar, entretanto, o jogo corria
normalmente no salão, três mesas estavam funcionando a todo vapor.
– Ei, Riley. – Ronnide disse. – Twiller aqui diz que ele tem um encontro com
um grupo de estudo. Se quiser o assento dele, eu te ensino a como jogar Copas.
– Hoje não. – eu disse. – Eu mesmo tenho que estudar.
– É. – Randy Echolls disse. – A Arte do Auto-Abuso.
– Isso mesmo, garota, mais algumas semanas de trabalho duro e eu
poderei trocar mãos sem perder a jogada, que nem você.
Enquanto eu me afastava, Ronnie disse:
– Eu teria te parado, Riley.
Eu me virei. Ronnie estava se estirava em sua cadeira, dando seu
desprezível sorriso. Por um curto período de tempo, lá fora na chuva, eu tinha visto um Ronnie diferente, mas aquele jovem havia voltado para seu
esconderijo.
– Não. – eu disse. – Você não teria. Era um jogo ganho.
– Ninguém acerta a lua em uma mão presa. – Ronnie disse, se estirando na cadeira mais longe ainda. Ele coçou uma bochecha, arrancando a cabeça de
algumas espinhas, formando trilhas de um nojento creme amarelado. –
Não na minha mesa. Eu te parei com cartas de paus.
– Você não tinha mais paus, a não ser que você tenha renegado sua primeira jogada. Você jogou um ás de espadas quando Lennie jogou O
Otário. E no naipe de copas eu tinha a corte inteira.
O sorriso de Ronnie vacilou por um momento, e então voltou forte. Ele
acenou uma mão para o chão, de onde todas as cartas espalhadas haviam
sido recolhidas (os restos de poeiras dos cinzeiros virados ainda continuavam lá; a maioria de nós havia sido criada em casas onde as mães