Corações na Atlântida

Stephen King · Capítulo 42 de 59

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Corações na Atlântida

Capítulo 31

retornado apenas para continuar suas jornadas em busca de “match

points” totalmente sem valores. Muitos dos garotos no Chamberlain Três

estavam icando especialistas em Copas. Skip Kirk e eu, é triste dizer,

estávamos entre eles. Eu fui para uma duas aulas na Segunda-Feira, então

mandei tudo às favas, e parei de ir ao resto. Não fui a nenhuma na Terça-

Feira, joguei Copas em meus sonhos na Terça-Feira à noite (em um

fragmento eu me lembro de largar A Puta e ver que a cara dela era a de Carol), então passei a Quarta-Feira inteira jogando pra valer.

Geologia, sociologia, história. . todos os conceitos sem qualquer significado.

No Vietnã, uma frota de B-52s atingiu uma área vietcongue fora de Dong

Ha.

Eles também conseguiram atingir uma companhia de fuzileiros navais,

matando doze e ferindo quarenta (oooops, que merda). E a previsão para

Quinta-Feira era neve pesada virando chuva e chuva gelada durante a

tarde. Poucos de nós notaram isso; certamente eu não tinha razão para

pensar que a tempestade poderia mudar o curso de minha vida.

Eu fui para casa à meia-noite na Quarta-Feira e tive um sono pesado. Se eu

tive sonhos sobre Copas ou Carol Gerber, eu não me lembro. Quando eu

acordei às oito da manhã de Quinta-Feira nevava tão forte que eu mal

conseguia ver as luzes do Franklin Hall. Eu tomei banho, então fui para o corredor ver se o jogo já havia começado. Havia uma mesa funcionando,

Lennie Doria, Randy Echolls, Billy Marchant, e Skip. Eles pareciam pálidos,

eriçados, e cansados, como se não tivessem dormido. Provavelmente não

tinha. Eu me inclinei sobre a porta, observando o jogo. Lá fora na neve, algo

bem mais interessante do que as cartas estava acontecendo, mas nenhum

de nós soube disso até mais tarde.