Corações na Atlântida
Capítulo 18
em Mars Hill ou Presque Isle em qualquer futuro imediato.
– Você nunca ouviu falar da teoria dominó, idiota? – um calouro baixinho e
encrenqueiro chamado Nicholas Prouty perguntou a Nate certa manhã.
Meu colega de quarto raramente saia para o salão do terceiro andar agora,
preferindo icar na tranqüilidade do primeiro ou segundo, mas naquele dia
ele havia passado ali por alguns instantes.
Nate olhou para Nick Prouty, um filho de pescador de lagostas que havia se
tornado um devoto discípulo de Ronnie Malenfant, e suspirou.
– Quando os dominós aparecem, eu saio da sala. Acho que é um jogo chato.
Esta é minha teoria do dominó. – ele me jogou um olhar. Eu olhei para o outro lado o mais rápido que pude, mas não a tempo de evitar a
mensagem: mas que diabos há de errado com você? Então ele saiu,
voltando para o quarto 302, em suas sandálias es iapadas para estudar
mais, para resumir seu curso pré-dental para apenas dental, em outras
palavras.
– Riley, seu colega de quarto é um fodido, sabia disso? – Ronnie disse. Ele
tinha um cigarro preso no canto da boca. Agora ele acendeu um fósforo
com uma mão, uma especialidade dele (caras de faculdade feios e
abrasivos demais para conquistar garotas tinham todo tipo de
especialidades) e o acendeu.
Não, cara, eu pensei, ele está bem. Nós é que estamos fodidos . Por um segundo eu senti um desespero real. Neste segundo eu percebi que estava
encrencado e não tinha a menor idéia de como sair dessa. Eu percebi que
Skip olhava para mim, e ocorreu a mim que se eu pegasse as cartas, as jogasse na cara de Ronnie, e saísse da sala, Skip me acompanharia.
Provavelmente com alívio. Então a sensação passou. Passou tão rápido