Manual de Raios X de Tórax
Avaliando o filme posteroanterior (PA)
Caso esteja utilizando uma estação de trabalho ou um monitor de
computador, o que você vai ver dependerá da resolução da tela. Certi que-
se de que esteja utilizando um monitor adequado e diminua a luminosidade
do ambiente. Você pode utilizar um monitor alternativo caso a imagem não
esteja clara o su ciente. Em uma estação de trabalho, o contraste e o brilho
da imagem podem ser alterados para evidenciar anormalidades sutis; por
exemplo, a inversão de preto e branco pode ajudar a tornar mais fácil a
detecção das anormalidades na costela.
Figura 1.3 Filme posteroanterior (PA). (1) Fissura horizontal; (2, 3) Hilos
esquerdo e direito; (4) Traqueia; (5, 6) Diafragmas direito e esquerdo; (7)
Seios costofrênicos; (8) Traqueia; (9) Botão aórtico.
Caso você esteja olhando um lme revelado, utilize um negatoscópio
adequado e diminua a luminosidade ambiente. Estude a radiogra a a uma
certa distância (cerca de 1,2 m) e depois se aproxime (Fig. 1.3). 1. Campos pulmonares. Estes devem ter uma radiotransparêencia igual e um
não deve ser mais branco ou mais escuro que o outro. Tente identi car a
ssura horizontal (1) (esta pode ser de difícil visualização) e veri que sua
posição. Ela deve ser vista do hilo até a sexta costela na linha axilar. Caso
ela esteja deslocada, pode ser um sinal de atelectasia pulmonar.
Um importante sinal de muitas doenças pulmonares é a perda de
volume do pulmão, portanto você precisa determinar se um dos campos
pulmonares está menor do que deveria estar. Isto é difícil, uma vez que a
presença do coração torna o campo pulmonar esquerdo menor. À medida
que visualizar mais RXTs, você ganhará experiência em como os dois
campos pulmonares devem ser comparados em tamanho e, assim, será
capaz de detectar quando um está menor do que deveria estar.
Pesquise por quaisquer imagens discretas ou generalizadas. Elas estão
descritas no Capítulo 4 – O campo pulmonar branco. Lembre-se de que
as imagens que parecem estar no pulmão podem ser anormalidades em
qualquer local, como nas roupas e joias do paciente.
2. Observe o hilo. O hilo esquerdo (2) deve ser mais alto que o direito (3),
embora esta diferença tenha que ser inferior a 2,5 cm. Compare a forma e
a densidade dos hilos. Eles devem ter formato côncavo e ser semelhantes
entre si. O Capítulo 6 descreve como interpretar as anormalidades do
hilo.
3. Observe o coração. Certi que-se de que o coração tenha um formato
normal e que o diâmetro máximo seja inferior à metade do diâmetro
transtorácico na parte mais larga do tórax. Veri que se não há áreas
anormalmente densas na imagem cardíaca. O Capítulo 7 abrange a
interpretação da imagem cardíaca anormal.
4. Verifique o restante do mediastino. A borda do mediastino deve estar
clara, embora uma certa imprecisão seja aceitável no ângulo entre o
coração e o diafragma. Um borramento no contorno ou em qualquer
outra parte do mediastino sugere um problema com o pulmão adjacente
(atelectasia ou consolidação), abordado no Capítulo 4. A interpretação do
mediastino alargado é discutida no Capítulo 8.
Também observe o lado direito da traqueia. A borda branca da traqueia
(4) deve ter menos de 2–3 mm de largura em um lme ereto (para
interpretação, Cap. 8).
5. Observe os diafragmas. O diafragma direito (5) deve estar mais alto que o
esquerdo (6), e isto pode ser lembrado considerando-se que o coração
está empurrando o diafragma esquerdo para baixo. A diferença deve ser
inferior a 3 cm. O contorno do diafragma deve ser liso. O ponto mais alto
do diafragma direito deve estar no meio do campo pulmonar direito e o
ponto mais alto do diafragma esquerdo, levemente mais lateral.
6. Observe especificamente os seios costofrênicos (7). Eles devem ser ângulos
agudos bem de nidos.
7. Observe a traqueia (8). Ela deve estar central, contudo levemente
desviada para a direita, próximo ao contorno aórtico (9). Caso a traqueia
esteja desviada, isso sugere um problema no interior do mediastino ou
doença no interior de um dos pulmões.
8. Conte as costelas. As costelas posteriores são mais evidentes e aparecem
horizontais. As costelas anteriores são mais difíceis de serem visualizadas
e apontam para baixo.
Você precisa identi car a primeira costela, o que pode ser difícil, uma
vez que as costelas são mais aglomeradas no ápice. É mais fácil identi car
a parte anterior da primeira costela. Siga isso em sentido contrário.
Agora você está olhando a parte posterior da primeira costela e pode
contar as costelas posteriores para baixo.