Manual de Raios X de Tórax
9. Costelas anormais
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Costelas anormais
FRATURAS DE COSTELA
A sua avaliação da radiogra a de tórax (RXT) não está completa até que
você tenha olhado cuidadosamente as costelas. Elas devem apresentar
densidade uniforme, com bordas lisas e sem fraturas. As principais
anormalidades a serem pesquisadas são fraturas antigas e recentes, bem
como metástases.
1. Fraturas recentes. Olhe ao longo das bordas de cada costela. Uma fratura
recente será visualizada como uma interrupção na borda (Fig. 9.1).
Quando tiver identi cado uma fratura, pesquise por mais informações.
Observe a posição da fratura. Uma fratura em qualquer uma das três
primeiras costelas é incomum e implica uma tremenda força. Procure por
outras fraturas. Uma linha de fraturas sugere lesão traumática, ao passo
que fraturas espalhadas por todas as costelas podem sugerir lesões
repetidas (como em um alcoólatra) ou fragilidade óssea subjacente (como
em uma doença maligna). Observe a densidade das costelas e a compare
mentalmente com outras radiogra as que você visualizou. Caso as costelas
estejam menos brancas que o usual, a sugestão é de uma diminuição na
densidade óssea. Por m, procure por complicações das fraturas de costela
— en sema cirúrgico, pneumotórax e hemotórax. Lembre-se também de
que dano nas três costelas mais inferiores pode resultar em lesão hepática,
esplênica ou renal.
2. Fraturas antigas. Novamente olhe ao longo das bordas. A formação de
calo que se segue após a fratura vai causar uma expansão da costela neste
ponto. Você precisa observar cuidadosamente — às vezes, a formação do
calo pode simular uma massa pulmonar.
Caso você suspeite clinicamente de uma fratura de costela, contudo não
consegue visualizar na RXT, não se preocupe. As fraturas de costela podem
facilmente passar despercebidas na radiogra a e frequentemente nem serem
visualizadas. A RXT é geralmente realizada para pesquisa de potenciais
complicações.
Figura 9.1 Observe como há uma coloração
branca aumentada sobre o lado esquerdo do
tórax. Em uma inspeção mais próxima, é
possível ver que as costelas posteriores
possuem um degrau em seus alinhamentos
— estas são fraturas acometendo o quinto,
sexto, sétimo e oitavo arcos costais.