Manual de Raios X de Tórax

Jonathan Corne e Maruti Kumaran · Capítulo 12 de 84

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Manual de Raios X de Tórax

Como observar um filme em perfil

9. Observe os ossos. Olhe mais atentamente as costelas, assim como as

escápulas e vértebras, clavículas e úmeros. Acompanhe as bordas de cada

osso para pesquisar por fraturas. Procure áreas escuras no interior de

cada osso e compare a densidade dos ossos, que deve ser a mesma nos

dois lados. Às vezes, virar a imagem sobre seu lado pode tornar a

visualização da fratura de costela mais fácil.

10. Partes moles. Procure por qualquer aumento ou anormalidade de partes

moles.

11. Observe a área abaixo do diafragma. Procure por ar sob o diafragma ou

alças intestinais evidentemente dilatadas. Lembre-se de que a doença

abdominal pode apresentar sintomas torácicos.

 

COMO OBSERVAR UM FILME EM PERFIL

 

Uma RXT em per l pode ser obtida tanto com o lado direito quanto o lado

esquerdo do paciente contra o lme. Não se preocupe com a forma como ela

que foi tirada, uma vez que para todos, com exceção dos sinais mais sutis,

isso faz pouca diferença. É útil adquirir o hábito de sempre observar o lme

da mesma maneira, e sugerimos observar o lme com a coluna vertebral

para a direita e a frente do tórax para a esquerda (Fig. 1.4). Depois que zer

isso:

 

1. Veri que o nome e a data.

2. Identi que os diafragmas. O hemidiafragma direito (1) pode ser

observado se estendendo por todo o tórax e ser claramente visto

passando através da borda cardíaca. O hemidiafragma esquerdo (2)

parece desaparecer quando alcança a borda posterior do coração.

Outro método de identi cação dos diafragmas é olhar a bolha de ar

gástrica (3). Observe novamente o lme PA e trabalhe na distância entre a

bolha gástrica (que ca sob o diafragma esquerdo) e o topo do diafragma

esquerdo. Tome nota disso. Depois volte para o lme lateral. O diafragma

que está na mesma distância acima da bolha gástrica é o esquerdo.

Agora você pode de nir a interpretação do lme. Adote o seguinte

processo:

1. Compare a aparência dos campos pulmonares à frente e acima do coração

com aquelas atrás. Eles devem ter uma densidade igual. Veri que se há

lesões discretas em cada campo.

2. Olhe cuidadosamente o espaço retroesternal (4), que deve ser a parte mais

escura do lme. Uma massa no mediastino anterior vai obliterar este

espaço, tornando-o branco.

3. Veri que a posição da ssura horizontal (5). Esta é uma linha branca

tênue que deve passar horizontalmente do ponto médio do hilo até a

parede torácica anterior. Caso esta linha não esteja horizontal, a ssura

está deslocada. Veri que a posição da ssura oblíqua (6), que deve passar

obliquamente, de forma descendente, às vértebras T4/T5, através do hilo,

terminando no terço anterior do diafragma.

Figura 1.4 Filme lateral. (1, 2) Hemidiafragmas direito e esquerdo; (3)

Bolha gástrica; (4) Espaço retroesternal; (5) Fissura horizontal; (6) Fissura

oblíqua; (7) Hilo.

4. Veri que a densidade dos hilos (7). Uma massa hilar pode tornar os hilos

mais brancos do que o usual.

5. Veri que a aparência dos diafragmas. Ocasionalmente, um derrame

pleural é mais bem visto em um lme em per l. Sua presença deve causar

um velamento do ângulo costofrênico anterior ou posterior.

6. Observe os corpos vertebrais. Estes devem car mais transparentes (mais

escuros) à medida que se avança caudalmente. Certi que-se de que todos

tenham o mesmo formato, tamanho e densidade. Pesquise por colapso da

vértebra ou por vértebras que estejam signi cativamente mais claras ou

mais escuras que outras, o que pode indicar doença óssea. A consolidação

no sulco costofrênico posterior também pode fazer que os corpos

vertebrais pareçam anormalmente brancos.

 

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