Manual de Raios X de Tórax
Como observar um filme em perfil
9. Observe os ossos. Olhe mais atentamente as costelas, assim como as
escápulas e vértebras, clavículas e úmeros. Acompanhe as bordas de cada
osso para pesquisar por fraturas. Procure áreas escuras no interior de
cada osso e compare a densidade dos ossos, que deve ser a mesma nos
dois lados. Às vezes, virar a imagem sobre seu lado pode tornar a
visualização da fratura de costela mais fácil.
10. Partes moles. Procure por qualquer aumento ou anormalidade de partes
moles.
11. Observe a área abaixo do diafragma. Procure por ar sob o diafragma ou
alças intestinais evidentemente dilatadas. Lembre-se de que a doença
abdominal pode apresentar sintomas torácicos.
COMO OBSERVAR UM FILME EM PERFIL
Uma RXT em per l pode ser obtida tanto com o lado direito quanto o lado
esquerdo do paciente contra o lme. Não se preocupe com a forma como ela
que foi tirada, uma vez que para todos, com exceção dos sinais mais sutis,
isso faz pouca diferença. É útil adquirir o hábito de sempre observar o lme
da mesma maneira, e sugerimos observar o lme com a coluna vertebral
para a direita e a frente do tórax para a esquerda (Fig. 1.4). Depois que zer
isso:
1. Veri que o nome e a data.
2. Identi que os diafragmas. O hemidiafragma direito (1) pode ser
observado se estendendo por todo o tórax e ser claramente visto
passando através da borda cardíaca. O hemidiafragma esquerdo (2)
parece desaparecer quando alcança a borda posterior do coração.
Outro método de identi cação dos diafragmas é olhar a bolha de ar
gástrica (3). Observe novamente o lme PA e trabalhe na distância entre a
bolha gástrica (que ca sob o diafragma esquerdo) e o topo do diafragma
esquerdo. Tome nota disso. Depois volte para o lme lateral. O diafragma
que está na mesma distância acima da bolha gástrica é o esquerdo.
Agora você pode de nir a interpretação do lme. Adote o seguinte
processo:
1. Compare a aparência dos campos pulmonares à frente e acima do coração
com aquelas atrás. Eles devem ter uma densidade igual. Veri que se há
lesões discretas em cada campo.
2. Olhe cuidadosamente o espaço retroesternal (4), que deve ser a parte mais
escura do lme. Uma massa no mediastino anterior vai obliterar este
espaço, tornando-o branco.
3. Veri que a posição da ssura horizontal (5). Esta é uma linha branca
tênue que deve passar horizontalmente do ponto médio do hilo até a
parede torácica anterior. Caso esta linha não esteja horizontal, a ssura
está deslocada. Veri que a posição da ssura oblíqua (6), que deve passar
obliquamente, de forma descendente, às vértebras T4/T5, através do hilo,
terminando no terço anterior do diafragma.
Figura 1.4 Filme lateral. (1, 2) Hemidiafragmas direito e esquerdo; (3)
Bolha gástrica; (4) Espaço retroesternal; (5) Fissura horizontal; (6) Fissura
oblíqua; (7) Hilo.
4. Veri que a densidade dos hilos (7). Uma massa hilar pode tornar os hilos
mais brancos do que o usual.
5. Veri que a aparência dos diafragmas. Ocasionalmente, um derrame
pleural é mais bem visto em um lme em per l. Sua presença deve causar
um velamento do ângulo costofrênico anterior ou posterior.
6. Observe os corpos vertebrais. Estes devem car mais transparentes (mais
escuros) à medida que se avança caudalmente. Certi que-se de que todos
tenham o mesmo formato, tamanho e densidade. Pesquise por colapso da
vértebra ou por vértebras que estejam signi cativamente mais claras ou
mais escuras que outras, o que pode indicar doença óssea. A consolidação
no sulco costofrênico posterior também pode fazer que os corpos
vertebrais pareçam anormalmente brancos.
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