Manual de Raios X de Tórax
Perda de volume
3. Encontre uma grande via aérea que entre na área anormal. A via aérea
deve sofrer uma interrupção abrupta na área da atelectasia. Às vezes, é
possível ver uma área de irregularidade no interior da via aérea, o que
signi ca uma lesão obstrutiva.
4. Observe a forma da área anormal. Um pulmão colapsado geralmente tem
a forma de cunha, com a ponta na direção do hilo.
5. Procure por sinais de perda de volume causada pela atelectasia; estes
podem ter aparências variadas. Procure por desvio mediastinal das
ssuras.
Um pulmão atelectasiado pode ser causado pela presença de um tumor e é
importante ser capaz de identi car isso. O tumor pode dar à região da
atelectasia uma aparência mais lobular e menos lisa. O tumor também pode
causar uma protuberância para fora nas ssuras adjacentes, algo que não
deve acontecer com outras causas de atelectasia.
PERDA DE VOLUME
Uma pneumectomia é outra causa de pulmão branco (Figs. 4.11–4.12). Você
deve saber, a partir da história e do exame, se o paciente foi submetido a
uma pneumectomia. Procure na radiogra a pelas seguintes características:
1. Observe o mediastino. Olhe primeiro a traqueia (Figs. 4.11–4.13), que
deve estar desviada para o lado da pneumectomia, depois olhe a borda
cardíaca. Com uma pneumectomia, o coração geralmente estará tão
desviado, que sua borda não será mais visível.
Figura 4.11 Este paciente sofreu uma
pneumectomia há muitos anos. O hemitórax
esquerdo está branco, e o mediastino foi
desviado para a esquerda. As costelas do lado
esquerdo também estão amontoadas quando
comparadas com as do lado direito, e o
paciente desenvolveu uma leve curvatura na
coluna. O pulmão direito cou hiperinsu ado,
e parte do pulmão atravessa a linha média.
2. Observe o campo pulmonar oposto. Como o mediastino está desviado, o
pulmão contralateral está hiperin ado e, assim, aparece mais preto que o
usual.
3. Olhe ao lado da região branca. Você não deve ser capaz de observar a
borda superior do diafragma no lado da pneumectomia.
4. Observe cuidadosamente as costelas. Caso o paciente tivesse sofrido uma
pneumectomia, as costelas teriam sido cortadas ou removidas durante a
cirurgia. Portanto, procure por qualquer deformidade ou ausência de
qualquer costela, o que ajudaria a con rmar o diagnóstico. A mais
comumente acometida é a quinta costela.
Uma causa muito rara de uma aparência similar é a hipoplasia extensa ou
ausência congênita de um pulmão.
Figura 4.12 Este paciente foi submetido a
uma lobectomia superior direita e
radioterapia pós-operatória. Ambas levaram à
perda de volume no pulmão direito
remanescente. Como resultado, a traqueia foi
puxada para a direita. O pulmão está com
uma área preta aumentada na direita quando
em comparação com a esquerda, pois o
pulmão remanescente está hiperinsu ado. O
diafragma direito também mudou de forma, e
esta aparência é conhecida como diafragma
em tenda. Parece que uma haste de barraca
foi colocada embaixo a m de empurrá-lo
para cima.
Figura 4.13 Desvio traqueal pode ser o
resultado de uma compressão por uma lesão
em massa no mediastino, mais comumente
uma glândula tireoide aumentada, como
neste caso mostrado aqui. Os volumes
pulmonares neste caso estão normais, e as
costelas e os diafragmas estão em suas