Manual de Raios X de Tórax
5. Campo pulmonar preto
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Campo pulmonar preto
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)
Quando tentar diagnosticar a causa de pulmões pretos bilaterais (Fig. 5.1),
você precisa:
1. Veri car a penetração. Observe os corpos vertebrais atrás do coração.
Lembre-se de que, em uma radiogra a de boa qualidade, os corpos
vertebrais são mais difíceis de serem visualizados atrás da sombra
cardíaca. Caso eles sejam visualizados muito claramente, o lme está com
excesso de penetração, fazendo que os pulmões quem pretos.
Caso esteja satisfeito com a qualidade técnica da radiogra a, mais
provavelmente a causa é DPOC. A DPOC está associada a pulmões grandes
em função do aprisionamento aéreo e desenvolvimento de bolhas. Portanto,
você precisa:
1. Observar o formato do diafragma. Na DPOC, os diafragmas estão
reti cados ou mesmo convexos, em vez de côncavos para cima. Este é um
sinal mais con ável de hiperinsu ação que a contagem de costelas.
2. Contar o número de costelas que você visualiza anteriormente. Caso os
pulmões estejam aumentados, você deve ser capaz de contar mais de sete.
Contudo, tenha cuidado, pois às vezes você pode contar mais de sete
costelas em pacientes normais caso eles sejam altos e magros.
3. Observar o formato do coração. O tórax aumentado por DPOC na
radiogra a parece alongar e estreitar o coração, elevando a borda inferior.
O coração, em vez de repousar sobre o diafragma, geralmente parece
“balançar ao vento”. Ele também aparecerá pequeno, a menos que também
haja algum sinal de insu ciência cardíaca. Neste caso ele terá um tamanho
normal ou estará grande.
4. Procurar por bolhas. Estas são áreas do pulmão densamente pretas,
geralmente redondas, cercadas por nas sombras curvilineares. As bolhas
distorcem a vascularização circundante, assim, para auxiliar a visualização
destas, procure por áreas de distorção das marcas vasculares.
5. Observar a distribuição das marcas vasculares. Os pulmões pretos na
DPOC são resultantes do tamanho reduzido dos vasos sanguíneos. As
marcas vasculares estão reduzidas bilateralmente e se dirigem para fora
em linhas retas a partir do hilo, inicialmente de forma mais espessa, sendo
atenuadas nos dois terços do seu trajeto — poda periférica.
Figura 5.1 Radiogra a torácica de um
paciente com doença pulmonar obstrutiva
crônica. O volume dos pulmões parece maior
que o normal. Os diafragmas estão
reti cados. A região superior direita e muitas
áreas do pulmão esquerdo estão
anormalmente pretas. Nestas áreas, os vasos
sanguíneos são difíceis de serem visualizados
ou estão muito nos. Isso é porque estas
regiões do pulmão desenvolveram en sema.