Manual de Raios X de Tórax

Jonathan Corne e Maruti Kumaran · Capítulo 18 de 84

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Manual de Raios X de Tórax

Artefatos

ssura.

Identi que as ssuras maiores (FMa) na esquerda e direita e a ssura menor

(FMe) na direita (Fig. 3.5 D). É possível acompanhar o curso destas ssuras

para cima e para baixo nos cortes (Fig. 3.5 A-H). Na esquerda, a ssura

maior separa os lobos superior e inferior. Na direita, a ssura maior separa o

lobo inferior do resto do pulmão, e a ssura menor separa os lobos superior

e médio. A ssura menor pode ser de difícil identi cação.

Agora, observe as bordas dos pulmões. Você não deve ser capaz de

visualizar a pleura normal, uma vez que é muito na; caso haja alguma

densidade, ela deve estar anormal.

Conseguir identi car os brônquios é importante, uma vez que con rma em

que lobo a doença se encontra, contudo também não se esqueça de observar

dentro dos próprios brônquios, pois pode haver um tumor ou um corpo

estranho aspirado.

 

Artefatos

 

Existem inúmeros artefatos que podem ser visualizados em uma imagem e

podem causar confusão. Eles podem estar relacionados com o movimento

do paciente, como a respiração ou movimentação sobre mesa, o que causa

um borrão na imagem. Também há a movimentação cardíaca, que pode

atrapalhar a aparência do pulmão mais próximo ao coração.

 

Quando o contraste estiver sendo injetado, há um uido muito denso

seguindo pelas veias para dentro do coração direito. Esta densidade,

especialmente quando está na veia cava superior, causa faixas brancas nas

estruturas adjacentes. Isso é denominado artefato em faixa e, às vezes, pode

esconder informações importantes. Para contornar isso, o radiologista por vezes removerá o contraste com uma segunda injeção de solução salina.

Fixadores metálicos de coluna também causarão um signi cativo artefato

em faixa.

 

FOCO NA RADIAÇÃO

Todos estão expostos à radiação. Um dos principais contribuidores

para a exposição ambiental é o gás radônio, que é emitido por

diversas rochas, como o xisto e o granito. A exposição à radiação é

mensurada em milissieverts (mSv) e a exposição média à radiação

ambiental é de 2,4 mSv a cada ano.

A radiação pode causar câncer e anormalidades congênitas, sendo

importante limitar a exposição do paciente, evitando procedimentos

desnecessários. Para cada 1.000 pacientes expostos a 10 mSv de

radiação, um desenvolverá câncer como resultado: por exemplo, uma

angiotomogra a (AngioTC) resulta em uma exposição de 15,0 mSv

(Tabela 3.1). Embora a exposição resultante de uma radiogra a-

padrão seja pequena, você deve se lembrar de que haverá efeito

cumulativo em pacientes que realizaram múltiplas RXT. Na gestante, o

perigo da imagem torácica é para a mãe, em vez do feto. O feto ca

fora do campo de radiação, contudo, na gestação, o tecido mamário

da mãe estará muito mais sensível que o normal, e assume-se que o

risco de causar um câncer de mama seja maior.

Radiogra as desnecessárias podem ser evitadas fornecendo ao

radiologista todos os detalhes clínicos quando o pedido for feito, ou

discutindo o pedido diretamente com o radiologista, que pode

sugerir métodos alternativos de imagem. Na gestação, existem dois

riscos. O primeiro é expor a paciente gestante à radiação

desnecessária, o segundo é não realizar os testes necessários,

deixando de identi car importantes diagnósticos. A discussão com o

radiologista é a melhor maneira de evitar estes riscos.

 

Tabela 3.1 Exposição à radiação a partir de diferentes

procedimentos

Procedimento Exposição à radiação (mSv)

 

Radiogra a de tórax 0,02

 

Cintilogra a ventilação-perfusão 2,0

 

TC de tórax* 7,0

 

Angiotomogra a (Angio TC) 15,0

 

*Técnicas recentes de TC de baixa dose ofertam doses de 0,8–1,0 mSv e

estão sendo utilizadas para a pesquisa de câncer de pulmão.

 

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