Manual de Raios X de Tórax
Artefatos
ssura.
Identi que as ssuras maiores (FMa) na esquerda e direita e a ssura menor
(FMe) na direita (Fig. 3.5 D). É possível acompanhar o curso destas ssuras
para cima e para baixo nos cortes (Fig. 3.5 A-H). Na esquerda, a ssura
maior separa os lobos superior e inferior. Na direita, a ssura maior separa o
lobo inferior do resto do pulmão, e a ssura menor separa os lobos superior
e médio. A ssura menor pode ser de difícil identi cação.
Agora, observe as bordas dos pulmões. Você não deve ser capaz de
visualizar a pleura normal, uma vez que é muito na; caso haja alguma
densidade, ela deve estar anormal.
Conseguir identi car os brônquios é importante, uma vez que con rma em
que lobo a doença se encontra, contudo também não se esqueça de observar
dentro dos próprios brônquios, pois pode haver um tumor ou um corpo
estranho aspirado.
Artefatos
Existem inúmeros artefatos que podem ser visualizados em uma imagem e
podem causar confusão. Eles podem estar relacionados com o movimento
do paciente, como a respiração ou movimentação sobre mesa, o que causa
um borrão na imagem. Também há a movimentação cardíaca, que pode
atrapalhar a aparência do pulmão mais próximo ao coração.
Quando o contraste estiver sendo injetado, há um uido muito denso
seguindo pelas veias para dentro do coração direito. Esta densidade,
especialmente quando está na veia cava superior, causa faixas brancas nas
estruturas adjacentes. Isso é denominado artefato em faixa e, às vezes, pode
esconder informações importantes. Para contornar isso, o radiologista por vezes removerá o contraste com uma segunda injeção de solução salina.
Fixadores metálicos de coluna também causarão um signi cativo artefato
em faixa.
FOCO NA RADIAÇÃO
Todos estão expostos à radiação. Um dos principais contribuidores
para a exposição ambiental é o gás radônio, que é emitido por
diversas rochas, como o xisto e o granito. A exposição à radiação é
mensurada em milissieverts (mSv) e a exposição média à radiação
ambiental é de 2,4 mSv a cada ano.
A radiação pode causar câncer e anormalidades congênitas, sendo
importante limitar a exposição do paciente, evitando procedimentos
desnecessários. Para cada 1.000 pacientes expostos a 10 mSv de
radiação, um desenvolverá câncer como resultado: por exemplo, uma
angiotomogra a (AngioTC) resulta em uma exposição de 15,0 mSv
(Tabela 3.1). Embora a exposição resultante de uma radiogra a-
padrão seja pequena, você deve se lembrar de que haverá efeito
cumulativo em pacientes que realizaram múltiplas RXT. Na gestante, o
perigo da imagem torácica é para a mãe, em vez do feto. O feto ca
fora do campo de radiação, contudo, na gestação, o tecido mamário
da mãe estará muito mais sensível que o normal, e assume-se que o
risco de causar um câncer de mama seja maior.
Radiogra as desnecessárias podem ser evitadas fornecendo ao
radiologista todos os detalhes clínicos quando o pedido for feito, ou
discutindo o pedido diretamente com o radiologista, que pode
sugerir métodos alternativos de imagem. Na gestação, existem dois
riscos. O primeiro é expor a paciente gestante à radiação
desnecessária, o segundo é não realizar os testes necessários,
deixando de identi car importantes diagnósticos. A discussão com o
radiologista é a melhor maneira de evitar estes riscos.
Tabela 3.1 Exposição à radiação a partir de diferentes
procedimentos
Procedimento Exposição à radiação (mSv)
Radiogra a de tórax 0,02
Cintilogra a ventilação-perfusão 2,0
TC de tórax* 7,0
Angiotomogra a (Angio TC) 15,0
*Técnicas recentes de TC de baixa dose ofertam doses de 0,8–1,0 mSv e
estão sendo utilizadas para a pesquisa de câncer de pulmão.
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