Manual de Raios X de Tórax
Incidência
Sempre veri que a qualidade técnica de qualquer lme antes de interpretá-
lo. Para fazer isso, você precisa examinar incidência, orientação, rotação,
penetração e grau de inspiração. Problemas com qualquer um desses pode
tornar a interpretação difícil e, a menos que veri que cuidadosamente a
qualidade técnica, você pode interpretar de forma equivocada o lme (Fig.
1.2 A-D).
Incidência
Observe se o lme é anteroposterior (AP) ou posteroanterior (PA). A
incidência é de nida pela direção do feixe de raios X em relação ao paciente.
Na radiogra a AP, a máquina de raios X está na frente do paciente e o lme
radiográ co está atrás. Em um lme PA, o feixe é disparado por trás do
paciente e o lme é posicionado na frente. A RXT padrão é PA, contudo
muitas radiogra as de emergência são AP, pois são mais facilmente obtidas
com o paciente no leito. Os lmes AP são marcados com AP pelo técnico de
radiologia e os lmes PA geralmente não são marcados, uma vez que são
considerados a incidência-padrão. Caso não tenha certeza, observe as
escápulas. Caso as escápulas sobreponham os campos pulmonares, o lme é
então AP. Caso negativo, é mais provável que seja PA. Caso a radiogra a seja
AP, você precisa ser cauteloso em relação a sua interpretação sobre a área
cardíaca, que irá aparecer aumentada, porque o coração está anterior. O
formato do mediastino também pode estar distorcido. Um lme AP pode
ser feito com o paciente sentado ou deitado. O lme deve ser marcado como
ereto ou supino pelo técnico de radiologia. É importante perceber isso, uma
vez que a aparência de uma radiogra a supina pode ser muito diferente
daquela ereta.
Figura 1.2 (B) é uma incidência padrão
posteroanterior (PA) mostrando como as
escápulas não mais se sobrepõem ao tórax e
o tamanho do coração agora parece normal.
Figura 1.2 (C) foi tirada com pouca
inspiração. Observe como pouca inspiração
faz que as bases dos pulmões pareçam mais