Manual de Raios X de Tórax
Doença pleural na TC
4. Compare o volume do lado afetado. A perda de volume no lado afetado
pode aumentar sua suspeita de mesotelioma.
5. O diagnóstico radiológico do mesotelioma geralmente requer um exame
por TC.
DOENÇA PLEURAL NA TC
Na verdade, a pleura não deve estar visível na TC, uma vez que é muito na.
Caso observe uma área cinza aumentada na superfície interna da parede
torácica, suspeite de que o paciente possa ter uma doença pleural. As
anormalidades pleurais são mais bem visualizadas na TC espiral (Figs. 4.22–
4.25).
Lembre-se, a pleura é formada por duas camadas com um potencial espaço
entre elas. O espessamento pleural pode afetar a pleura visceral (próxima ao
pulmão) ou a parietal (próxima à parede torácica). As camadas duplas da
pleura correm para dentro e para fora das ssuras do pulmão.
Caso visualize densidade aumentada ao redor da parede torácica interna:
1. Observe a densidade pleural na janela de partes moles.
a. Ela é cinza? A anormalidade pleural mais comum é o derrame pleural.
Isso aparecerá mais escuro que os músculos da parede torácica. Caso a
densidade pleural seja a mesma da parede torácica, é mais provável que
seja espessamento pleural.
b. Ela é branca? Isso é mais provável que seja calci cação pleural.
Geralmente, as placas pleurais contêm áreas brancas brilhantes onde
elas foram calci cadas.
2. As margens da densidade pleural estão lisas ou lobuladas?
a. Possui margens lisas? Isso pode ser derrame ou espessamento pleural.
Múltiplas lesões discretas que são curtas, porém um tanto profundas,
provavelmente são placas pleurais.
b. Possui margens lobuladas? É mais provável que seja uma lesão maligna.
Figura 4.22 TC de um mesotelioma mostrando espessamento pleural
extenso envolvendo o pulmão e indo para dentro das ssuras (setas).
Figura 4.23 TC de um paciente com história de exposição ao amianto e
uma RXT anormal. É possível ver áreas de pleura espessada como uma
linha cinza na borda do pulmão (seta de baixo), mostrando um derrame
pleural do tipo benigno. Áreas brancas em algumas partes da pleura
espessada podem ser visualizadas; estas são placas pleurais calci cadas
(setas de cima).
3. A densidade pleural está muito alta ou irregular?
a. O espessamento pleural benigno e as doenças pleurais malignas, em
especial o mesotelioma, originarão um espessamento muito mais difuso
se estendendo sobre uma área muito maior da pleura.
b. As placas pleurais são menores (geralmente 1–4 cm de comprimento) e
bem de nidas. Como tanto as placas pleurais quanto os mesoteliomas
podem ocorrer após a exposição ao amianto, as duas podem ser
encontradas juntas.
4. Observe a posição. Um pequeno derrame pleural geralmente estará contra
a parede torácica posterior quando o paciente estiver deitado para a TC.
Figura 4.24 TC de um homem de 63 anos de idade com história de
exposição ao amianto que se apresentou com dor torácica incessante.
Espessamento acentuado da pleura pode ser visto como uma área cinza
ao redor do pulmão esquerdo (1). Observe também que o pulmão
esquerdo parece menor. Esta aparência, juntamente com o histórico de
dor, é muito sugestiva de mesotelioma maligno.
Figura 4.25 TC de um homem de 48 anos de idade que se apresentou
com dispneia progressiva. O paciente está em decúbito dorsal e uma área
cinza escuro pode ser visualizada na parte posterior do pulmão esquerdo
com bordas côncavas lisas (seta). Este é um derrame pleural simples
mostrando a aparência na TC do “sinal do menisco”.
Um derrame pleural maior circundará o pulmão e vai comprimi-lo,
fazendo que as suas regiões mais externas quem sólidas. Este líquido
pode ter um trajeto para dentro das ssuras.
5. Observe a pleura “normal”. Com um empiema, caso um exame realçado
por contraste tenha sido realizado, assim como o líquido cinza, a pleura
pode “realçar” e aparecer mais branca que o normal.