Manual de Raios X de Tórax

Jonathan Corne e Maruti Kumaran · Capítulo 29 de 84

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Manual de Raios X de Tórax

Doença pleural na TC

4. Compare o volume do lado afetado. A perda de volume no lado afetado

pode aumentar sua suspeita de mesotelioma.

5. O diagnóstico radiológico do mesotelioma geralmente requer um exame

por TC.

 

DOENÇA PLEURAL NA TC

 

Na verdade, a pleura não deve estar visível na TC, uma vez que é muito na.

Caso observe uma área cinza aumentada na superfície interna da parede

torácica, suspeite de que o paciente possa ter uma doença pleural. As

anormalidades pleurais são mais bem visualizadas na TC espiral (Figs. 4.22–

4.25).

 

Lembre-se, a pleura é formada por duas camadas com um potencial espaço

entre elas. O espessamento pleural pode afetar a pleura visceral (próxima ao

pulmão) ou a parietal (próxima à parede torácica). As camadas duplas da

pleura correm para dentro e para fora das ssuras do pulmão.

Caso visualize densidade aumentada ao redor da parede torácica interna:

1. Observe a densidade pleural na janela de partes moles.

a. Ela é cinza? A anormalidade pleural mais comum é o derrame pleural.

Isso aparecerá mais escuro que os músculos da parede torácica. Caso a

densidade pleural seja a mesma da parede torácica, é mais provável que

seja espessamento pleural.

b. Ela é branca? Isso é mais provável que seja calci cação pleural.

Geralmente, as placas pleurais contêm áreas brancas brilhantes onde

elas foram calci cadas.

2. As margens da densidade pleural estão lisas ou lobuladas?

a. Possui margens lisas? Isso pode ser derrame ou espessamento pleural.

Múltiplas lesões discretas que são curtas, porém um tanto profundas,

provavelmente são placas pleurais.

b. Possui margens lobuladas? É mais provável que seja uma lesão maligna.

 

Figura 4.22 TC de um mesotelioma mostrando espessamento pleural

extenso envolvendo o pulmão e indo para dentro das ssuras (setas).

Figura 4.23 TC de um paciente com história de exposição ao amianto e

 

uma RXT anormal. É possível ver áreas de pleura espessada como uma

linha cinza na borda do pulmão (seta de baixo), mostrando um derrame

pleural do tipo benigno. Áreas brancas em algumas partes da pleura

espessada podem ser visualizadas; estas são placas pleurais calci cadas

(setas de cima).

 

3. A densidade pleural está muito alta ou irregular?

a. O espessamento pleural benigno e as doenças pleurais malignas, em

especial o mesotelioma, originarão um espessamento muito mais difuso

se estendendo sobre uma área muito maior da pleura.

b. As placas pleurais são menores (geralmente 1–4 cm de comprimento) e

bem de nidas. Como tanto as placas pleurais quanto os mesoteliomas

podem ocorrer após a exposição ao amianto, as duas podem ser

encontradas juntas.

4. Observe a posição. Um pequeno derrame pleural geralmente estará contra

a parede torácica posterior quando o paciente estiver deitado para a TC.

Figura 4.24 TC de um homem de 63 anos de idade com história de

 

exposição ao amianto que se apresentou com dor torácica incessante.

Espessamento acentuado da pleura pode ser visto como uma área cinza

ao redor do pulmão esquerdo (1). Observe também que o pulmão

esquerdo parece menor. Esta aparência, juntamente com o histórico de

dor, é muito sugestiva de mesotelioma maligno.

Figura 4.25 TC de um homem de 48 anos de idade que se apresentou

com dispneia progressiva. O paciente está em decúbito dorsal e uma área

cinza escuro pode ser visualizada na parte posterior do pulmão esquerdo

com bordas côncavas lisas (seta). Este é um derrame pleural simples

mostrando a aparência na TC do “sinal do menisco”.

 

Um derrame pleural maior circundará o pulmão e vai comprimi-lo,

fazendo que as suas regiões mais externas quem sólidas. Este líquido

pode ter um trajeto para dentro das ssuras.

5. Observe a pleura “normal”. Com um empiema, caso um exame realçado

por contraste tenha sido realizado, assim como o líquido cinza, a pleura

pode “realçar” e aparecer mais branca que o normal.