Sangue Inocente

James Rollins e Rebecca Cantrell · Capítulo 16 de 59

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Sangue Inocente

Capítulo 14

 

19 de dezembro, 11h55, CET

Sul de Roma, Itália

O comboio balançava enquanto seguia para sul, rumo a pontos desconhecidos.

Enquanto as árvores e montes passavam pela janela, Jordan pousou o queixo sobre a cabeça de Erin. Cheirava a alfazema e café. O ombro e braço dela faziam pressão contra os seus. Queria que as cadeiras não estivessem fixas ao chão para poder puxá-la para mais perto.

Um tempo a sós com ela seria bom, sem padres nem profecias. Mas tal não iria acontecer em breve.

Idealmente, preferiria que Erin ficasse o mais longe possível de toda aquela confusão, de padres sanguinistas e condessas strigoi. Mas isso também não iria acontecer. Interviera por ela, porque sabia o quanto ela queria estar presente. Além de que, se o Vaticano a enviasse para casa, não poderia protegê-la.

Mas poderei protegê-la aqui?

Depois de Karen ter sido morta em combate, o tempo parara para ele e só contara de novo quando conhecera Erin. Teria sempre consciência de que Karen morrera sozinha a centenas de milhares de quilómetros de distância. Não voltaria a deixar aquilo acontecer a alguém que amava.

Alguém que amava...

Nunca o confessara em voz alta, mas estava lá, dentro de si.

Beijou a cabeça de Erin, determinado a ficar junto dela acontecesse o que acontecesse.

Erin abraçou-o com mais força, mas ele viu que os seus olhos estudavam Rhun. O sacerdote estava sentado com a cabeça inclinada em oração, as mãos magras entrelaçadas à sua frente. Jordan não gostava da forma como Erin agia perto de Rhun, desde que ele a mordera. Os olhos dela raramente o deixavam quando ele estava por perto. Os dedos dela tocavam frequentemente as marcas do pescoço – não com temor, mas com algo próximo do anseio. Algo acontecera naquele túnel, algo que ela também ainda não confessara em voz alta. Jordan não sabia o que era, mas sentia que ela lhe escondia mais segredos, mais do que apenas aquelas malditas visões sangrentas.

Mas não havia nada que ele pudesse fazer para a levar a falar. Fosse o que fosse com que ela lidava, era claramente privado e ele dar-lhe-ia essa liberdade. Por agora, o melhor plano era levar a cabo a missão – depois, levar Erin para o mais longe possível de Rhun.

Para esse fim...

Jordan agitou-se, mantendo um braço firme em volta de Erin.

– Alguém faz ideia de onde podemos encontrar o Primeiro Anjo? Ou mesmo começar a procurá-lo?

Erin endireitou-se.

– Isso depende de quem for o Primeiro Anjo.

Sentada numa mesa contígua, a condessa levantou as mãos, chocalhando as algemas.

– Não nos ensina a Bíblia que o Primeiro Anjo é a estrela da manhã, a primeira luz do dia, o filho da madrugada?

– Está a falar de Lúcifer – disse Erin. – Era referido por todas essas designações e foi, de facto, o primeiro anjo a cair. Mas a Bíblia menciona muitos outros anjos antes dele. O primeiro anjo mencionado no Génesis surgiu à escrava Agar e disse-lhe que voltasse para a sua senhora e gerasse o filho do seu senhor.

– É verdade. – A condessa exibiu o sorriso mais frio que Jordan alguma vez vira. – Contudo, como podemos esperar encontrar um anjo sem nome?

– Bem visto – disse Erin.

Bathory inclinou a cabeça, aceitando o elogio.

Jordan reparou em Rhun e Bernard a estudarem a troca de palavras entre as duas mulheres. Christian também olhou para Jordan, como que dizendo: Eu sabia que elas iam trabalhar bem juntas.

Nas sombras, Bathory fechou os olhos argênteos, numa expressão pensativa. As longas pestanas negras repousavam-lhe sobre as faces pálidas.

Erin fitava a luz do sol pela janela, enquanto o comboio ressoava pelas paisagens de inverno ponteadas de gigantes fardos redondos de feno.

A condessa voltou a abrir os olhos.

– Talvez devêssemos centrar a busca em anjos com nome. O primeiro anjo mencionado pelo nome na Bíblia é Gabriel, o primeiro mensageiro de Deus. Poderá ser o Primeiro Anjo que procuramos?

Os sacerdotes junto à mesa mostraram-se inseguros. Erin permaneceu curiosamente calada, olhando para fora da janela.

– Gabriel o mensageiro? – Nadia ergueu uma sobrancelha, ainda atrás de Bathory, segurando a trela da condessa. – Numa batalha, penso que o arcanjo Miguel seria um melhor aliado.

Jordan perscrutou a carruagem, reconhecendo subitamente a estranheza da discussão. Mesmo que se decidissem por um anjo bíblico, como o iriam encontrar e trazê-lo até ao livro?

– Os anjos não vivem numa outra dimensão ou algo assim? – indagou Jordan. – Uma dimensão a que os humanos não têm acesso? Como podemos contactar um anjo aí?

– Os anjos habitam no Céu. – Rhun voltara a atenção para as suas mãos entrelaçadas. – Contudo, podem viajar livremente para a Terra.

– Não me parece que tenham algum tipo de telefone angélico, têm? – perguntou Jordan, meio a brincar. Depois de tudo o que vivera, desde que descobrira os strigoi e sanguinistas, quem sabia que outros segredos podia a Igreja ocultar?

– Chama-se rezar – disse o cardeal Bernard, franzindo o olhar face à irreverência. – E passei muitas horas de joelhos a rezar para que o Primeiro Anjo se revelasse. Mas não me parece que o vá fazer. Não a mim. Ele apenas se irá revelar à trindade da profecia.

– Se estiver certo, meu caro cardeal – disse Bathory –, é melhor começarmos a rezar a Lúcifer imediatamente. Pois seguramente, só um anjo caído se iria revelar a tal imperfeita trindade.

Erin falou, por fim, ainda olhando pela janela, com aquele olhar distante que indicava que estava imersa em profundo pensamento.

– Penso que não procuramos Gabriel ou Miguel ou Lúcifer. Penso que procuramos o Primeiro Anjo do Apocalipse.

A condessa soltou uma gargalhada, quase batendo as mãos.

– O anjo que soa a trombeta e anuncia o fim do mundo. Que teoria mais sedutora!

Erin citou de memória.

– O primeiro anjo tocou a trombeta. Saraiva e fogo misturados com sangue, foram lançados sobre a terra; queimou-se uma terça parte da terra, a terça parte das árvores e também toda a erva verde.

O Armagedão.

Era o que estava em jogo.

Jordan tentou imaginar granizo e fogo misturados com sangue, e suspirou.

– Então, onde vamos encontrá-lo?

Erin voltou-se para a carruagem.

– Acho que a resposta está numa passagem anterior do Apocalipse, antes de a trombeta soar. Há uma linha que diz: Veio então outro anjo... e pôs-se junto do altar. Algumas linhas abaixo, continua: E o fumo dos perfumes subiu da mão do anjo, com as orações dos santos, até diante de Deus. Depois, o anjo tomou o incensário, encheu-o com o fogo do altar e lançou-o sobre a terra: houve vozes, trovões, relâmpagos e terramotos.

Jordan sorriu.

– Bem, pelo menos essa parte é fácil de interpretar.

E estava a falar a sério.

Deliciou-se com o ar de surpresa no rosto dos padres sanguinistas.

– Não é preciso ser um erudito bíblico para o perceber – continuou Jordan. – Fumo da mão do anjo? Incenso? Trovão? Terramoto?

Os outros olharam-no com uma expressão confusa. A condessa parecia meramente divertida. Ele devia ser a força, não o intelecto.

Erin tocou-lhe no pulso, para que ele revelasse o que ela já compreendera.

Ele agarrou os dedos dela e apertou-os.

– Parece exatamente o que aconteceu em Massada. Lembram-se do rapaz que sobreviveu? Ele disse que tinha sentido o cheiro de incenso e canela no fumo. Até encontrámos vestígios de canela nas amostras de gás. E o rapaz referiu também que o fumo lhe tocou a mão, antes de todos morrerem do gás e do tremor de terra.

– E o fumo dos perfumes subiu da mão do anjo, com as orações dos santos, até diante de Deus – repetiu Rhun, a voz plena de reverência.

– Todos morreram no cimo daquela montanha. – As palavras de Jordan brotavam agora mais apressadas. – Só algo sobre-humano, como um anjo, poderia ter sobrevivido àquele ataque fatal.

Erin ofereceu-lhe um sorriso que o acalentou até à ponta dos pés.

– Os acontecimentos coincidem com a passagem bíblica. Mais importante do que isso, apontam para alguém que podemos ter verdadeiramente esperança de encontrar.

– O rapaz – disse Rhun, soando pouco convincente. – Falei com ele no cimo da montanha, nesse dia. Pareceu-me um rapaz comum. Em choque, dominado pela dor depois da morte dos pais. E nasceu da sua carne. Como poderia ser um anjo?

– Lembra-te, Cristo também nasceu da carne – contrapôs o cardeal Bernard. – O rapaz parece um bom ponto de partida para iniciar a busca.

Jordan concordou.

– Onde está ele então? Alguém sabe? A última coisa que recordo é ele a ser evacuado da montanha por helicóptero, pelo exército israelita. Iam levá-lo para um dos seus hospitais. Não deve ser difícil seguir-lhe o rasto a partir daí.

– Será mais difícil do que julga – comentou Bernard, parecendo subitamente preocupado.

Nunca era bom sinal.

 

12h05

– Porque será mais difícil? – perguntou Erin, pressentindo que não ia gostar da resposta.

Bernard suspirou, com pesar.

– Porque já não está sob a custódia dos israelitas.

– Então, onde está? – insistiu ela.

Em vez de responder, o cardeal voltou-se para o irmão Leopold. O monge alemão tinha permanecido em silêncio ao fundo da carruagem.

– Leopold, és o mais hábil com computadores. O meu portátil está junto da minha bagagem. O padre Ambrose tem as passwords. Preciso de aceder aos meus ficheiros do Vaticano. Podes ajudar-me?

Leopold assentiu.

– Posso certamente tentar.

O monge apressou-se a deixar a carruagem-restaurante em direção à locomotiva.

Bernard voltou-se para os outros.

– Mantínhamos vigilância sobre o rapaz, permanecendo em contacto com os israelitas que o estavam a estudar num hospital militar. Chama-se Thomas Bolar. O pessoal médico estava a tentar descobrir como é que ele tinha sobrevivido ao gás venenoso. E então...

Leopold irrompeu de novo na carruagem, carregando na mão um simples computador portátil preto. Aproximou-se deles, pousou-o na mesa e ligou-o. Ajustando os óculos de armação metálica, Leopold teclou com a velocidade que só um sanguinista conseguia atingir. Os seus dedos eram uma mancha difusa sobre o teclado, acedendo à Internet, introduzindo passwords, fazendo a ligação ao servidor do Vaticano.

Bernard observava por cima do ombro, orientando-o aqui e ali.

Erin achou estranho ver aqueles homens idosos de vestes sacerdotais a usar tecnologia moderna. Era como se os sanguinistas devessem assombrar igrejas e cemitérios, e não navegar na Internet. Mas Leopold parecia saber o que fazia. Em poucos minutos, tinha uma janela aberta no ecrã contendo um vídeo acinzentado e com pouca definição.

Erin aproximou-se para ver, como todos os outros.

Apenas a condessa ficou para trás. Pela sua expressão inquieta, aquela tecnologia devia enervá-la. Não tinha vivido longos anos como os restantes, para poder assimilar as mudanças com o passar do tempo. Erin perguntou-se qual seria a sensação de ser atirada do século XVI para o século XXI. Tinha de reconhecer o mérito à mulher. Tanto quanto percebia, a condessa parecia estar a ajustar-se com facilidade, mostrando surpreendente resiliência e determinação. Erin teria de se recordar disso no futuro tratamento com ela.

De momento, mantinha a atenção fixa no computador portátil.

– É um vídeo de vigilância das instalações médicas israelitas – disse Bernard. – Vejam. Depois, explicarei melhor.

No ecrã, um rapaz estava sentado numa cama de hospital. Vestia uma fina bata de internado que prendia nas costas. Enquanto observavam, o rapaz limpou as lágrimas dos olhos, depois levantou-se e arrastou o suporte de soro até à janela. Encostou a cabeça ao vidro e olhou a noite lá fora.

Erin sentiu pena do rapaz – ambos os pais tinham morrido nos seus braços e agora estava encurralado, sozinho, num hospital militar. Ficou feliz por Rhun ter dispensado alguns minutos a falar com o rapaz, confortando-o, antes de tudo ter acontecido.

Subitamente, uma outra figura pequena surgiu ao lado do rapaz, junto à janela. O rosto do recém-chegado estava de costas para a câmara. Aparecera do nada, como se alguém tivesse cortado parte do vídeo.

O estranho vestia um fato escuro de casaco e calças. Thomas recuou, claramente assustado. Num movimento demasiado rápido para seguir, uma faca cintilou à luz. O rapaz agarrou-se à garganta, com o sangue a esguichar, ensopando-lhe a bata de hospital.

Erin encolheu os ombros, mas não desviou o olhar do ecrã. Jordan puxou-a para mais perto de si, confortando-a. Ele já vira a sua quota-parte de derramamento de sangue e assassínio de crianças no Afeganistão e sabia como era duro assistir a tal crueldade.

No ecrã, Thomas cambaleara para longe do estranho e arrancara uma série de fios que tinha ligados ao peito. Luzes dispararam nas máquinas ao lado da cama. O rapaz estava a tentar chamar ajuda.

Astuto.

Dois soldados israelitas entraram de rompante no quarto, de armas em riste.

O estranho lançou uma cadeira contra a janela, agarrou em Thomas e atirou-o pela janela fora antes que os soldados pudessem abrir fogo.

Pela velocidade do atacante, só podia ser um strigoi.

O estranho voltou-se para encarar os soldados, mostrando finalmente o rosto. Parecia ser também um rapaz, com não mais de catorze anos. Esboçou uma pequena vénia antes de saltar também pela janela.

– Qual é a altura da queda? – perguntou Jordan, observando os soldados a correrem para a janela e começarem a disparar para baixo em silêncio.

– Quatro andares – respondeu o cardeal.

– Então o Thomas deve estar morto – observou Jordan. – Não pode ser o Primeiro Anjo.

Erin não estava tão certa. Olhou para Bernard, enquanto este sussurrava a Leopold. Se Thomas estivesse morto, porquê perder tempo a mostrar aquele vídeo?

– O rapaz sobreviveu à queda – explicou o cardeal, apontando para o ecrã.

Um outro ficheiro de vídeo surgiu, este de uma câmara do parque de estacionamento, ao nível do solo.

Visto daquele ângulo, Thomas caiu pelo ar, a bata de hospital ensopada em sangue a esvoaçar em volta do corpo como asas, antes de cair de cabeça no asfalto negro. Estilhaços de vidro partido cintilaram e dançaram em seu redor.

Enquanto eles observavam, o rapaz mexeu-se, claramente vivo.

Uma fração de segundo depois, o estranho de fato aterrou, de pé, ao lado dele.

Agarrou em Thomas por um braço e correu com ele em direção ao deserto, desaparecendo rapidamente de vista.

– Acreditamos que o raptor era um strigoi, provavelmente ao serviço da Belial – acrescentou o cardeal. – Mas sabemos com toda a certeza que a criança que sobreviveu a Massada não era strigoi. Foi encontrado à luz do sol. E as máquinas hospitalares israelitas mostraram que tinha batimento cardíaco.

– Também o ouvi – confirmou Rhun. – Segurei-lhe a mão. Tinha calor. Ele estava vivo.

– Mas nenhum humano sobreviveria a tal queda – disse Leopold, impressionado, ainda teclando velozmente, como se procurasse respostas.

Erin vislumbrou uma caixa de texto a ser aberta, uma mensagem enviada, depois fechada de novo. Tudo tão rápido, em menos de dois segundos, que não conseguiu perceber uma única palavra.

– Mas o Thomas sobreviveu – disse Jordan. – Tal como em Massada.

– Como se estivesse sob algum tipo de proteção divina. – Erin tocou o ombro de Leopold. – Mostre-me o primeiro vídeo de novo. Quero ver o rosto do atacante.

O monge aquiesceu.

Quando o estranho se voltou para a câmara, Leopold parou a imagem e ampliou-a. O raptor tinha um rosto atraente, oval, com sobrancelhas escuras, uma mais erguida do que a outra. Tinha olhos claros, cabelo escuro e curto, penteado de risco ao lado.

Não lhe parecia familiar, mas Rhun e Bernard retesaram-se ao reconhecê-lo.

– É Alexei Romanov – disse Bernard.

Erin deixou que o choque ecoasse por ela.

O filho do czar Nicolau II...

Rhun fechou os olhos, visivelmente amargurado com um súbito entendimento.

– Deve ter sido por isso que Rasputine desistiu do Evangelho de Sangue tão facilmente, em São Petersburgo. Já tinha posto em movimento o plano para raptar o rapaz. Estava envolvido num jogo totalmente diferente do nosso, mantendo as cartas bem escondidas na manga. Devia ter suspeitado na altura.

– Falam dos Romanov – interrompeu a condessa. – No meu tempo, a família real russa perdeu o poder e foi exilada para o Norte. Regressaram ao trono?

– Reinaram de 1612 a 1917 – esclareceu Rhun.

– E a minha família? – A condessa inclinou-se para diante. – O que lhes aconteceu? Também regressámos ao poder?

Rhun abanou a cabeça, parecendo relutante em dizer mais.

Nadia, pelo contrário, estava mais do que disposta a estender os ramos da árvore genealógica da condessa, a suprir a história perdida.

– Os seus filhos foram acusados de traição pelos crimes da mãe, despojados dos seus bens e exilados da Hungria. Durante uma centena de anos, foi proibido mencionar o seu nome na sua terra natal.

A condessa levantou o queixo uns milímetros, mas não deu qualquer outro sinal de se importar. Porém, algo no seu olhar quebrou, quando virou o rosto, revelando um poço de dor por detrás da postura fria, um vislumbre da sua anterior humanidade.

Erin mudou de assunto.

– Então, Rasputine raptou o rapaz. Mas porquê? Com que fim?

Ninguém respondeu, mas não os censurou, recordando o seu próprio encontro com Rasputine. O monge era arguto, calculista e totalmente egocêntrico. Para adivinhar as intenções perversas do Monge Louco da Rússia, só alguém igualmente louco.

Ou, no mínimo, uma alma gémea.

A condessa agitou-se e olhou em volta.

– Presumo que o fez porque vos odeia a todos.