Tartufo, O Pato Selvagem
Hjalmar
Pai de família, terei de gemer e de labutar nesta tarefa. Não é uma brincadeira,
como deves compreender, para um homem sem fortuna, se desembaraçar de
uma dívida enterrada, por assim dizer, sob a poeira do olvido. Não importa!
Em mim, o homem reclama também os seus direitos.
GREGERS (pondo lhe a mão no ombro.)
Não foi uma sorte, meu caro Hjalmar, eu ter vindo?
HJALMAR
Sim.
GREGERS
Não é uma felicidade... que se tivesse feito luz sobre todas essas relações?
PROF. MONIR: Luz contrária à cegueira, contrária à escuridão do seu oposto.
HJALMAR (com um pouco de impaciência)
Não digo que não. Mas há uma coisa que revolta o meu sentimento de
equidade.
GREGERS
O que é?
HJALMAR
É que... oh! meu Deus! Não sei se me posso referir tão livremente a respeito do
teu pai.
EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA O Pato Selvagem 191