Tartufo, O Pato Selvagem

José Monir Nasser · Capítulo 35 de 62

Páginas do PDF

Tartufo, O Pato Selvagem

Hjalmar

Pai de família, terei de gemer e de labutar nesta tarefa. Não é uma brincadeira,

como deves compreender, para um homem sem fortuna, se desembaraçar de

uma dívida enterrada, por assim dizer, sob a poeira do olvido. Não importa!

Em mim, o homem reclama também os seus direitos.

GREGERS (pondo lhe a mão no ombro.)

Não foi uma sorte, meu caro Hjalmar, eu ter vindo?

HJALMAR

Sim.

GREGERS

Não é uma felicidade... que se tivesse feito luz sobre todas essas relações?

PROF. MONIR: Luz contrária à cegueira, contrária à escuridão do seu oposto.

HJALMAR (com um pouco de impaciência)

Não digo que não. Mas há uma coisa que revolta o meu sentimento de

equidade.

GREGERS

O que é?

HJALMAR

É que... oh! meu Deus! Não sei se me posso referir tão livremente a respeito do

teu pai.

 

EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA O Pato Selvagem 191