Tartufo, O Pato Selvagem

José Monir Nasser · Capítulo 44 de 62

Páginas do PDF

Tartufo, O Pato Selvagem

Gregers

Experimente, Hedvig.

HEDVIG (em voz baixa e com os olhos brilhantes)

Sim, vou experimentar.

GREGERS

Você acha que terá coragem para isso?

HEDVIG

Eu vou pedir a vovô que o mate.

GREGERS

É isso. Mas não diga nenhuma palavra à sua mãe.

HEDVIG

Por quê?

GREGERS

Ela não nos compreende.

HEDVIG

O pato selvagem?... Vou experimentar amanhã de manhã. (págs. 224-225)

PROF. MONIR: Não é o diabo fazendo uma combinação matreira?

Gina volta com a notícia de que Hjalmar, Relling e Molvik haviam saído juntos.

 

EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA O Pato Selvagem 203 PROF. MONIR: Que desgraça, hein, porque Relling e Molvik são uns pânde-gos, uns farristas.

Abraçando a filha, Gina medita: “Meu Deus! Meu Deus! Bem razão tinha Relling. Aí está o que acontece quando há loucos que vêm apresentar essas malditas cobran-ças.”

Quinto Ato

Num dia pardacento e frio, Hedvig diz à mãe que acha que seu pai está em-baixo, no quarto de Relling. O velho Ekdal sai do quarto vestido com o robe de chambre e fumando um cachimbo. Pergunta pelo filho e depois sobe ao sótão. À saída do velho, Hedvig comenta: “Mamãe, que achas, quando o pobre vovô sou-ber que papai quer nos deixar?...” Chega Gregers e pergunta: “Estão na pista dele?” Entra Relling e confirma que Hjalmar estava nos seus aposentos. Gina quer saber como o marido está.

GINA

Que disse Ekdal agora de manhã?

RELLING

Não disse nada.

HEDVIG

Ele não fala?

RELLING

Nem uma palavra.

204 Professor José Monir Nasser