Tartufo, O Pato Selvagem

José Monir Nasser · Capítulo 51 de 62

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Tartufo, O Pato Selvagem

Gregers

Oh! Se você tivesse olhos para ver o que dá valor à vida, se você tivesse uma

coragem firme e alegre, o verdadeiro espírito de sacrifício, você haveria de ver

como ele voltaria para junto de você! Mas eu creio em você, Hedvig, ainda

creio. (Sai pela porta do saguão.) (pág. 229)

Chega o avô, que havia ido dar seu passeio sozinho, dizendo que o dia esta-va ruim para caçadas: “Está muito escuro. Não se enxerga a dois passos.” A menina pede instruções ao avô de como se mata um pato selvagem. (“Como é que tu farias, vovô? Não se trata do meu pato, mas de um outro qualquer.”) O velho entra no seu quarto e Hedvig aproxima se do aparador, estica se na ponta dos pés, pega a pistola e examina-a. Quando a mãe volta, a menina repõe rapidamente a pistola no lugar.

Hjalmar Ekdal entra na sala. “Está de sobretudo, sem chapéu, nem lavado, nem pen-teado, com os cabelos revoltos, os olhos cansados e abatidos”. Declara que havia voltado para desaparecer imediatamente. Hedvig vê o pai e corre para ele, mas ele a repudia:

HJALMAR (esquivando se e fazendo um gesto de defesa)

Vai te, vai te! (A Gina) Faze o favor de afastá la.

GINA (a meia voz)

Vai para o salão, Hedvig.

(Hedvig afasta se em silêncio.)

HJALMAR (abrindo precipitadamente a gaveta da mesa)

Quero levar os meus livros. Onde estão eles?

214 Professor José Monir Nasser