Tartufo, O Pato Selvagem

José Monir Nasser · Capítulo 47 de 62

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Tartufo, O Pato Selvagem

Gregers

Pois claro, porque não é em mim que eu o acharei.

RELLING

Sim, mas você tem enganos lamentáveis, graças a essas moscas maravilhosas

que lhe passam diante dos olhos e lhe zumbem aos ouvidos!... Aqui está você

outra vez em casa desta gente a quem você reclama os direitos do ideal. Pois

fique sabendo que, nesta casa, não existe ninguém em condições de pagá-

los.

PROF. MONIR: Relling está dizendo que o Gregers exige uma humanidade que não existe – propor a verdade total e completa para pessoas como Hjal-mar, que é um sujeito muito frágil, que passou a vida se autoenganando, é o mesmo que dar a ele uma sentença de morte. Ele não é capaz de lidar com isso.

GREGERS

Mas se você não forma melhor conceito de Hjlamar Ekdal, por que motivo

acha prazer em frequentar-lhe a casa de manhã à noite?

RELLING

Ora, meu Deus! Tenho vergonha de dizê lo, mas, segundo parece, sou médico.

Tenho pois a obrigação de me ocupar dos pobres doentes que moram sob o

mesmo teto que eu.

GREGERS

Como? Como? Então Hjalmar Ekdal é também um doente?

 

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