Tartufo, O Pato Selvagem
Gregers
Pois claro, porque não é em mim que eu o acharei.
RELLING
Sim, mas você tem enganos lamentáveis, graças a essas moscas maravilhosas
que lhe passam diante dos olhos e lhe zumbem aos ouvidos!... Aqui está você
outra vez em casa desta gente a quem você reclama os direitos do ideal. Pois
fique sabendo que, nesta casa, não existe ninguém em condições de pagá-
los.
PROF. MONIR: Relling está dizendo que o Gregers exige uma humanidade que não existe – propor a verdade total e completa para pessoas como Hjal-mar, que é um sujeito muito frágil, que passou a vida se autoenganando, é o mesmo que dar a ele uma sentença de morte. Ele não é capaz de lidar com isso.
GREGERS
Mas se você não forma melhor conceito de Hjlamar Ekdal, por que motivo
acha prazer em frequentar-lhe a casa de manhã à noite?
RELLING
Ora, meu Deus! Tenho vergonha de dizê lo, mas, segundo parece, sou médico.
Tenho pois a obrigação de me ocupar dos pobres doentes que moram sob o
mesmo teto que eu.
GREGERS
Como? Como? Então Hjalmar Ekdal é também um doente?
EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA O Pato Selvagem 209