História e Memória
Bibliografia
Tradução: Irene Ferreira
BIBLIOGRAFIA
Aron, R.
1969 Les désillusions du progrès. Essai sur la dialectique de la modernité, Calmann-Lévy, Paris.
Barthes, R.
1954 Michelet parlui-même, Seuil, Paris.
Baudelaire, Ch.
1863 Le peintre de la vie moderne, em "Le Figaro", 26, e 29 novembro, 3 de dezembro (trad. portuguesa: Inquérito, Lisboa, 1941).
Benveniste, E.
1969 Le vocabulaire des institutions indo-européennes, II. Pouvoir, droit, reigion, Minuit, Paris.
Berque, J.
1974 Langages arabes du présent, Gallimard, Paris.
Berveiller, M.
1971 "Modernisme", em Encyclopaedia Universaãs, vol. XI, Encyclopaedia Universalis France, Paris, pp. 138-39.
Bogart, L.
1968 The Age of Television, Ungar, New York, 1968.
Curtius, E. R.
1948 EuropdischeLiteratur and lateinischesMittelalter, Francke, Berlim.
Delevoy, R. L.
1965 Dirr pensions du XXe siècle, 1900-1945, Skira, Genebra.
Dumont, L.
1964 La civilisation indienne et nous, Colin, Paris, nova ed. 1975.
Eisenstadt, S. N.
1968 (org.) The Protestant Ethic and Modernization: A Comparative View, Basic Books, New York.
Germani, G.
1968 Secularization, modernization and economic development, em Eisenstadt, 1968.
Grilnebaum, G. von
1962 Modern Islam. The Search for Cultural Identity, University of California Press, Berkeley.
Guerrand, R. H.
1965 L'Art nouveau en Europe, Plon, Paris.
Hauser, H.
1930 La modernité du XVIe dècle, Alcan, Paris.
Kende, P.
1975 L'avènementde Ia société moderne, Paris.
Klibanski, R.
1936 Standing on the shoulders of giants, em "Isis", XXVI, I, pp. 147-49.
Lefebvre, H.
1962 Introduction d Ia modernité, Minuit, Paris.
Marx, K.
[1843] Zur Kritik der hegelschen Rechtsphilosophie. Einleitung, em "Deutsch-Franzosische Jahrbücher", Paris, 1844.
Morin, E.
1975 L'esprit du temps. Unemythologie moderne, Paris.
Poulat, E.
1971 "Modernisme", em Encyclopaedia Universalis, vol. XI, Encyclopaedia Universalis France, Paris, pp. 135-37.
Rosenberg, H.
1959 The Tradition of the New, Horizon Press, New York.
Van der Leeuw, G.
1937 De primitieve mensch en de religie, Groningen.
A oposição antigo/moderno, que emerge periodicamente nas controvérsias dos intelectuais europeus desde a Idade Média, não pode ser reduzida à oposição progresso/reação, pois se situa fundamentalmente em nível cultural. Os "antigos" são os defensores das tradições enquanto que os "modernos" se pronunciam pela inovação. No caso especial da história, a oposição antigo/moderno introduz uma Periodização, que é vista também no quadro do contraste entre concepções cíclicas e concepções lineares do tempo (cf. ciclo). No fim do século XIX, a oposição antigo/modemo volta a encontrar-se no campo das artes, em que várias tendências se definem como Modera Style (cf. estilo). No campo religioso origina-se a corrente modernista, condenada pela igreja, como heresia. No século XX, o ponto de vista dos "modernos" manifesta-se acima de tudo no ampo da ideologia econômica, na construção da modernização, isto é, do desenvolvimento (cf. desenvolvimento/subdesenvolvimento) e da aculturação, por imitação da civilização européia.