A Lente de Marbury

Andrew Smith · Capítulo 58 de 59

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A Lente de Marbury

Capítulo 58

CINQ UENTA E OITO

 

Jack estava voltando para casa.

Encontram os Nickie na Paddington Station e pegam os o trem para o aeroporto de Heathrow.

Era triste. De m ãos dadas, dissem os pouco m ais de com o o tem po ia dem orar para passar até nos reencontrarm os.

Conner j á tinha ligado para Rachel. Estava sentado do outro lado, m elancólico, olhando para a paisagem do lado de fora.

Um soldado norte-am ericano passou pelo corredor, com o sobrenom e bordado em sua cam isa: STRANGE. Conner tam bém notou. Ele olhou para Nickie, depois para m im . “Isso é m uito zuado.”

Pude ver em seus olhos. Ele estava enj oado.

Assim com o eu.

Ele se levantou. “Tenho que ir ao banheiro.”

“Vai passar, Con.” Ele com eçou a se afastar e eu disse, “Vam os voltar logo”.

Ele se virou e apenas acenou, com o queixo para cim a.

Ele sabia o que eu queria dizer.

Não estava falando da Inglaterra ou da Califórnia.

Tivem os de nos despedir no check-in. Estávam os um pouco atrasados no m om ento que passávam os pelo que parecia ser um cam inho sem fim de corredores e passarelas, entre a plataform a do trem e o term inal.

Nickie deu um beij o e um abraço em Conner. Tentava sorrir para m im , m as seus olhos estavam pesados de lágrim as. Ela m e abraçou e m e beij ou com o se fosse a últim a vez. Não queria soltá-la nunca m ais. “Achei lindo o que você fez, Jack”, ela disse.

Não entendi o que ela queria dizer.

Ela abriu a bolsa. Um cavalinho de m adeira com um a roda de carretel entre as patas traseiras.

“Estava do lado de m inha cam a essa m anhã. Não sei com o você conseguiu entrar no m eu quarto. Aposto que o Ander foi seu cúm plice. Mas é m uito lindo. Obrigada. A história tam bém é linda.”

E nos beij am os m ais um a vez.

“Que bom que você gostou”, m enti. “Não se esqueça de m im .”

“E você, não se esqueça do que eu te disse.”

Sabia o que Nickie queria dizer.

“Prom eto.”

Não minta para ela.

“As coisas vão m elhorar, não é?”

“Vão.”

“Então se cuida.”

Conner observava.

Ele sabia.

Enquanto despachava a m ochila, Conner não tirava os olhos de m im . Tinha m e visto guardar as lentes, nervoso, trem endo. Por várias vezes, conferi se estavam lá.

“Tem certeza de que você aguenta, Jack?”

“Tenho, Con.”