Viagem Solitária
Prólogo
PRÓLOG O
Eram quatro horas da m adrugada, quando Yuri term inou de ler o livro m ais im pactante de sua vida. Tinha esperado dez anos para se decidir a lê-lo. Desde que o pai o colocou ali, na estante do quarto, dizendo que a história lhe interessava.
Sabia que o título era um term o j urídico. Um a pessoa poderia até anular um casam ento por um “erro de pessoa”. Mas o que im portava m esm o era o outro significado.
Um ano antes, o pai lhe tinha pedido que passasse o livro para o com putador, com o escâner. Nem assim ele teve coragem de ler além dos títulos dos capítulos.
Até que não deu m ais para adiar a leitura. Teria de enfrentar o outro sentido daquele título, diretam ente ligado ao significado da sua própria vida.
Com o tinha im aginado, um turbilhão de em oções saltou daquelas páginas j á um pouco am arelecidas. Confuso e exausto, adorm eceu sob a fraca luz do abaj ur, com o livro tom bado a seu lado.
Passava as férias da faculdade na casa do pai e da m adrasta. Por isso, podia se dar ao luxo de acordar tarde, com a m esa do alm oço j á posta.
— Oi, pai. Term inei o Erro de Pessoa.
— E aí, gostou?
— Mam ãe não está no livro...