Viagem Solitária

João W. Nery · Capítulo 6 de 58

Páginas do PDF

Viagem Solitária

Prólogo

PRÓLOG O

 

Eram quatro horas da m adrugada, quando Yuri term inou de ler o livro m ais im pactante de sua vida. Tinha esperado dez anos para se decidir a lê-lo. Desde que o pai o colocou ali, na estante do quarto, dizendo que a história lhe interessava.

Sabia que o título era um term o j urídico. Um a pessoa poderia até anular um casam ento por um “erro de pessoa”. Mas o que im portava m esm o era o outro significado.

Um ano antes, o pai lhe tinha pedido que passasse o livro para o com putador, com o escâner. Nem assim ele teve coragem de ler além dos títulos dos capítulos.

Até que não deu m ais para adiar a leitura. Teria de enfrentar o outro sentido daquele título, diretam ente ligado ao significado da sua própria vida.

Com o tinha im aginado, um turbilhão de em oções saltou daquelas páginas j á um pouco am arelecidas. Confuso e exausto, adorm eceu sob a fraca luz do abaj ur, com o livro tom bado a seu lado.

Passava as férias da faculdade na casa do pai e da m adrasta. Por isso, podia se dar ao luxo de acordar tarde, com a m esa do alm oço j á posta.

— Oi, pai. Term inei o Erro de Pessoa.

— E aí, gostou?

— Mam ãe não está no livro...