Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Liberdade de Escolha
Estímulo Resposta
Vontade
Autoconsciência
Independente
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Imaginação Consciência
MODELO PROATIVO
Uma vez que somos, por natureza, proativos, nossa vida só será conseqüência das condições e condicionamentos se deixarmos que estes fatores controlem nossa mente, por decisão consciente ou omissão.
Se esta foi nossa opção, tornamo-nos reativos. As pessoas reativas são afetadas somente pelo ambiente físico. Se o tempo está bom, elas se sentem bem.
Caso contrário, mudam a atitude e a performance.
As pessoas proativas carregam o tempo dentro de si. Faça chuva ou faça sol, não interessa, elas avançam graças a seus valores. E, se um de seus valores é realizar um trabalho de qualidade, ela não depende do tempo estar assim ou assado.
As pessoas reativas também são afetadas pelo ambiente social, pelo "tempo social". Quando as pessoas as tratam bem, sentem-se bem, Quando acontece o contrário, assumem uma postura defensiva ou protetora.
As pessoas reativas constroem sua vida emocional em torno do comportamento dos outros, permitindo que a fraqueza alheia as controle.
A capacidade de subordinar um impulso a um valor é a essência de uma pessoa proativa.Os reativos são levados pelos sentimentos, circunstâncias, condições e ambiente. Os proativos são guiados por seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados.
Os proativos continuam sendo influenciados pelos estímulos externos, sejam estes sociais, físicos ou psicológicos. Mas a resposta aos estímulos, consciente ou inconsciente, é uma escolha ou reação baseada em valores.
Eleanor Roosevelt disse: "Ninguém pode feri-lo sem seu consentimento". Nas palavras de Gandhi, isso aparece também: "Eles não conseguem levar embora nosso respeito próprio, se não o entregarmos a eles". É nosso consentimento, nossa permissão para que as coisas aconteçam a nós que nos fere, muito mais do que os eventos propriamente ditos.
Concordo que tudo isso é muito difícil de se aceitar emocionalmente, em especial se carregamos nas costas por anos a fio o costume de responsabilizar o comportamento alheio ou as circunstâncias por nossos problemas. Mas uma pessoa só pode dizer "Eu escolho isso" quando
se torna capaz de dizer "Sou o que sou hoje por causa das escolhas que fiz ontem".
Quando eu dava uma conferência sobre a proatividade, certa vez em Sacramento, uma senhora da platéia se levantou, no meio da explicação, e começou a falar animadamente. Havia muita gente, e quando várias pessoas voltaram as cabeças em sua direção, ela tomou consciência repentina do que estava fazendo e sentou-se, terrivelmente embaraçada. Mas pelo jeito teve dificuldade em se conter, pois começou a conversar com as pessoas a sua volta. Ela parecia muito feliz.
Mal pude esperar por um intervalo para descobrir o que estava acontecendo.
Quando tive finalmente a oportunidade, fui falar com ela, e perguntei se poderia relatar sua experiência.
- Não pode imaginar o que aconteceu comigo! - ela exclamou. -
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Sou enfermeira em tempo integral, e cuido de um homem mais miserável e ingrato que se pode imaginar. Nada do que faço é bom o bastante para ele. Nunca se mostra satisfeito. Na verdade, mal se dá conta da minha presença. Quando percebe minha existência, é para reclamar e colocar defeito em tudo. Este homem tornou minha vida um inferno, e freqüentemente carrego estas frustrações quando vou para casa. As outras enfermeiras sentem o mesmo. Dá vontade de rezar para que ele morra logo.
"E o senhor tem o atrevimento de chegar e insinuar que nada pode me ferir, que ninguém vai me fazer mal sem meu consentimento, que eu mesma escolhi tornar minha vida emocional um inferno... Sabe, não pude aceitar isso de jeito nenhum. Aí eu pensei um pouco. Procurei a resposta bem lá no fundo do meu coração, para esta pergunta: " Eu tenho o poder de escolher minha reação?”“.
“Quando finalmente me dei conta de que tenho este poder, quando engoli esta pílula amarga e percebi que havia escolhido viver neste inferno, vi também que poderia escolher sair deste inferno”.
"Naquele instante eu me levantei da cadeira. Era como se estivesse saindo da penitenciária de San Quentin. Queria gritar para o mundo todo: "Estou livre! Saí da prisão! Nunca mais serei controlada pelo tratamento que receber de outra pessoa: '
O que nos fere não é o que acontece conosco, e sim nossa reação a isso.
Claro, podemos ser atingidos física ou economicamente, como podemos causar a dor. Mas nossa personalidade, nossa identidade básica, não tem de ser necessariamente atingida. Na verdade, as experiências mais difíceis tornam-se o cadinho que forja do caráter e aprimora a força interior, a liberdade para lidar com situações difíceis no futuro e para estimular os outros a fazerem o mesmo.
Frankl é um entre muitas pessoas que foram capazes de desenvolver a liberdade pessoal em circunstâncias difíceis e inspirar e ajudar os outros.
Os relatos autobiográficos dos prisioneiros de guerra no Vietnã fornecem um testemunho adicionais revelador sobre o poder de transformação desta forma de liberdade pessoal e sobre o uso responsável desta liberdade dentro do ambiente da prisão, entre os presos, tanto na época quanto agora.
Todos nós conhecemos pessoas que, em circunstâncias extremamente penosas, como no caso de doenças terminais ou danos físicos severos, mantêm uma força emocional admirável. Como a integridade deles nos inspira! Nada ë capaz de causar uma impressão mais forte e duradoura em um ser humano do que ver alguém superar o sofrimento, transcender as circunstâncias, abrigar e transmitir valores que inspiram, enobrecem e valorizam a vida.
Um dos períodos mais plenos de inspiração por que Sandra e eu passamos teve a duração de quatro anos, quando convivemos com uma grande amiga, Carol, portadora de um câncer progressivo. Ela havia sido dama de honra no casamento de Sandra, e sua melhor amiga por mais
de 25 anos.
Quando Carol estava no estágio final da doença, Sandra passava muito tempo a seu lado, ajudando-a a escrever a história de sua vida. Sandra voltava destas sessões difíceis e demoradas, assombrada com a coragem da amiga e sua disposição de escrever mensagens para serem entregues aos filhos em diversos estágios da vida deles.
Carol tomava o mínimo possível de medicamentos analgésicos, de modo a ter acesso pleno a suas faculdades mentais e emocionais. Depois sussurrava para o gravador, ou para a própria Sandra, que tomava notas. Carol era tão proativa, tão
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corajosa e tão preocupada com os outros que se tornou uma fonte de inspiração imensa para muitas das pessoas que se concentravam em torno dela.
Jamais esquecerei a experiência de olhar no fundo dos olhos de Carol no dia anterior ao seu falecimento, e perceber a presença de uma pessoa de incrível grandeza interior, apesar da profunda agonia por que passava. Eu podia perceber nos seus olhos a vida de caráter, desprendimento e trabalho, bem como amor, cuidado e atenção.
Por muitas vezes, no decorrer dos anos, perguntei a grupos de pessoas quantos haviam passado pela experiência de conviver com uma pessoa prestes a morrer, e que, no entanto mantinha uma atitude magnífica, transmitindo amor e compaixão, servindo aos outros de modo
admirável até o fim. Normalmente um quarto da platéia dava uma resposta afirmativa. Então perguntava quantos destes jamais se esqueceram destas pessoas
- ou do quanto se modificaram, pelo menos temporariamente, pelo exemplo dado por tanta coragem, ficando profundamente impressionados pelos atos nobres de cuidado e compaixão. Praticamente todas as pessoas respondiam novamente de forma afirmativa.
Victor Frankl mostra que existem três valores centrais na vida: a experiência, ou seja, aquilo que acontece a nós; a criação, ou seja, aquilo que colocamos no mundo; e a atitude, ou seja, nossa resposta em momentos difíceis, como por exemplo, uma doença terminal.
Minha própria experiência com as pessoas confirma as afirmações feitas por Frankl - que considera a atitude como o maior valor entre os três, no sentido paradigmático ou referencial. Em outras palavras, o que importa mais é a forma como reagimos às experiências da vida.
As circunstâncias difíceis trazem mudanças nos paradigmas, novos padrões de referência pelos quais as pessoas vêem o mundo e a si mesmas dentro dele, bem como o que a vida lhes pede. Uma perspectiva mais ampla reflete os valores ligados à atitude, que enobrecem e inspiram a todos nós.