Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Por princípio, todas as coisas são criadas…
Planejamento ou Negligência
Por princípio, todas as coisas são criadas duas vezes, mas nem todas as criações iniciais acontecem por vontade consciente. Em nossas vidas pessoais, se não aprimorarmos a autoconsciência e nos tornarmos responsáveis pelas criações iniciais, transferiremos a outras pessoas, fora do nosso Círculo de Influência, o poder e as condições para determinar grande parte de nossas vidas, por pura omissão.
Vivemos de modo reativo os papéis designados para nós pela família, companheiros de trabalho, agendas alheias e pressões das circunstâncias. Estes papéis se originam em nossa infância, no treinamento e no condicionamento.
Estes papéis sociais vêm de pessoas, não de princípios. Eles se apóiam em nossas maiores fraquezas, em nossa profunda tendência para depender dos outros e em nossa necessidade de aceitação, amor, de sentir que somos importantes, queridos e valorizados. Quer tenhamos noção disso ou não, quer controlemos isso ou não, existe uma criação inicial em todos os setores de nossas vidas. Somos a segunda criação de nosso planejamento proativo, ou então a segunda criação das receitas dos outros, ou das circunstâncias, ou dos hábitos passados.
As faculdades humanas únicas, como a auto-percepção, a imaginação e a consciência, nos permitem observar as criações iniciais e nos possibilitam assumir o controle de nossa própria criação inicial, escrevendo nosso próprio papel.
Em outras palavras, o Hábito 1 diz: "Você é o criador". O Hábito 2 é a primeira criação.
Liderança e Administração - as Duas Criações O Hábito 2 se baseia em princípios de liderança pessoal, o que significa que a liderança é a primeira criação. A liderança não é a administração. A administração é a segunda criação, e será discutida no capítulo sobre o Hábito 3. A liderança precisa vir primeiro.
A administração é uma visão dos métodos: Qual a melhor maneira de conseguir determinadas coisas? A liderança lida com objetivos: quais são as coisas que desejo conseguir? Nas palavras de Peter Drucker e Warren Bennis: "Administrar é fazer as coisas do jeito certo; liderar é fazer as coisas certas".
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A administração é o grau de eficácia necessário para subir mais rápido a escada do sucesso. A liderança determina se a escada está apoiada na parede correta. Dá para perceber rapidamente a importante diferença entre as duas coisas, se imaginarmos um grupo de agricultores na floresta abrindo caminho com seus machados. Eles são produtores, resolvem os problemas. Limpam o terreno para depois cultivá-lo, e avançam resolutos.
Os administradores seguem atrás deles, afiando os machados, redigindo manuais de procedimentos e métodos, elaborando programas para desenvolvimento muscular, introduzindo tecnologias mais eficientes, organizando os turnos e os descansos dos manejadores de machados.
O líder é aquele que sobe na árvore mais alta, estuda a situação em seu conjunto e grita: "Estamos na mata errada!"
E como reagem os agricultores e os administradores, com freqüência? Dizem:
"Cale a boca! Estamos conseguindo avançar”.
Na condição de indivíduos, grupos e profissionais, freqüentemente estamos tão ocupados com o corte das árvores que nem sequer percebemos que estamos na mata errada. E o ambiente em que vivemos se altera rapidamente, o que torna a liderança hoje mais crítica do que nunca - em todos os aspectos da vida independente e interdependente.
Precisamos cada vez mais de uma visão, ou um destino, e de uma bússola (um conjunto de princípios ou regras), e menos de um mapa da estrada. Com freqüência não conhecemos o estado do terreno à frente, ou o que precisaremos para atravessá-lo. Muita coisa vai depender do nosso discernimento naquela hora.
Mas uma bússola interna sempre nos dará a direção certa.
A eficácia, e muitas vezes a sobrevivência, não depende apenas de quanto esforço se faz, e sim se estamos realizando este esforço na mata certa ou não. E as metamorfoses que ocorrem hoje em todas as áreas e profissões requerem liderança primeiro, e só então administração.
No mundo dos negócios o mercado muda tão rapidamente que muitos produtos e serviços bem-sucedidos na preferência e necessidade popular há poucos anos ficaram atualmente obsoletos. Uma liderança proativa forte precisa monitorar constantemente a mudança no meio social, particularmente dos hábitos de compra e impulsos dos consumidores, fornecendo a energia necessária para organizar os recursos na direção certa.
Mudanças como a desregulamentação da indústria aeronáutica, os custos crescentes dos serviços de saúde, a quantidade e qualidade dos carros importados atuam sobre o meio social de diversas formas importantes. Se as indústrias não monitorarem o meio social, incluindo-se aí seu próprio pessoal, e deixarem de exercer uma liderança criativa para seguir no rumo certo, não há administração eficaz que as impeça de falir.
Administração eficaz sem liderança eficaz é, em uma definição clássica, "ajeitar as cadeiras no convés do Titanic". Nenhum sucesso na administração consegue compensar o fracasso da liderança. Esta é algo raro, contudo, porque somos freqüentemente pegos pela armadilha do paradigma da administração.
Na reunião final de um programa de aprimoramento de executivos de um ano, em Seattle, o presidente de uma companhia petrolífera aproximou-se de mim e disse:
Stephen, quando você falou da diferença entre liderança e administração, no segundo mês, refleti sobre meu papel como presidente desta companhia, e percebi que nunca estive na liderança. Vivia exclusivamente para a administração, afogado
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pelas dificuldades de momento e detalhes da logística cotidiana. Assim sendo, resolvi me afastar da administração. Arranjei outras pessoas para fazer isso.
Desejava liderar de verdade minha organização. “Foi difícil. Sofri dores terríveis com o afastamento, porque deixei de lidar com a maioria das questões urgentes, importantes, que estavam bem ali na minha frente, e que me davam uma sensação momentânea de dever cumprido. Não consegui me sentir recompensado quando comecei a lidar com as questões de direção, aprimoramento de uma cultura empresarial, análises profundas dos problemas e aproveitamento de novas oportunidades. Outros diretores também enfrentaram problemas por terem sido afastados da acomodação a seus estilos de trabalho. Eles sentiram falta do acesso fácil que eu permitira até então. Eles queriam que eu continuasse disponível para eles, a responder a tudo, a resolver seus problemas cotidianos”.
"Mas eu persisti. Estava absolutamente convencido de que precisava exercer a liderança. Foi o que fiz. Hoje em dia a companhia inteira mudou. Estamos mais sintonizados com o meio social. Dobramos nosso faturamento e quadruplicamos os lucros. Estou exercendo a liderança”. “Estou convencido de que os pais caem na armadilha da administração com muita freqüência, pensando em controle, eficiência e regra em vez de apontar caminhos, mostrar motivos e sentimentos familiares”.
A liderança faz mais falta ainda em nossas vidas pessoais. Estamos nos dedicando a administrar com eficácia, a estabelecer e a atingir metas antes de ter esclarecido quais são nossos valores.