Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
A Sinergia nos Negócios
Eu passei por uma experiência sinérgica particularmente significativa quando trabalhei com meus colegas na criação de uma declaração de missão corporativa para nossa empresa. Quase todos os membros da companhia estavam nas montanhas onde, rodeados pela natureza magnífica, começamos um primeiro esboço do que alguns de nós considerávamos uma excelente declaração de missão.
No início os contatos foram respeitosos, cuidadosos e previsíveis. Mas, quando começamos a conversar sobre as várias alternativas, possibilidades e oportunidades à frente, as pessoas começaram a se abrir Com autenticidade e simplicidade elas passaram a pensar em voz alta. A agenda da declaração de missão deu lugar a um grupo livre de idéias, recolhidas livremente enquanto surgiam. As pessoas estavam sendo verdadeiramente empáticas, bem como corajosas, e nós passamos do respeito mútuo e da compreensão para a criação de uma comunicação sinérgica.
Todos podiam sentir isso. Era excitante. E, conforme foi amadurecendo, voltamos à tarefa de colocar em palavras a visão coletiva atingida, cada uma delas contendo um significado específico e representativo para os participantes.
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A declaração de missão da corporação resultante diz: Nossa missão é dar condições às pessoas e organizações para aumenta significativamente sua capacidade de desempenho, de modo a atingir objetivos valiosos através da compreensão e da vivência da liderança baseada em princípios.
O processo sinérgico que levou à criação de nossa declaração de missão ficou gravado nos corações e mentes de todos que estiveram lá, e tem servido como quadro de referência do que estamos procurando fazer, bem como do que procuramos evitar.
Outra experiência sinérgica de alto nível teve lugar quando aceitei um convite para servir como catalisador dos recursos e discussões durante um encontro anual de planejamento de uma grande seguradora. Com vários meses de antecedência eu me encontrei com o comitê responsável pela preparação e organização dos dois dias de encontro, que envolveriam todos os executivos do alto escalão. Eles me informaram que o padrão tradicional era identificar quatro ou cinco temas principais através de questionários e entrevistas, e ter propostas alternativas feitas pelos executivos. Os encontros anteriores haviam sido trocas respeitosas de opiniões, ocasionalmente derivando para batalhas de personalidades defensivas, do tipo Vencer/Perder. Eles eram normalmente previsíveis, pouco criativos e chatos.
Conforme conversei com os membros do comitê sobre o poder da sinergia, eles sentiram seu potencial. Com alguma hesitação, concordaram em mudar o padrão. Pediram a vários executivos que preparassem relatórios anônimos sobre as questões prioritárias, e depois pediram a todos os executivos que se dedicassem a ler estes relatórios com atenção, de modo a compreenderem os problemas e os diferentes pontos de vista. Eles deveriam ir para o encontro preparados mais para ouvir do que para falar, e mais preparados para criar e "sinergizar" do que para defender e proteger suas noções.
Dedicamos metade do primeiro dia a ensinar os princípios e exercitar as práticas dos Hábitos 4, 5 e 6. O resto do tempo foi gasto em sinergia criativa.
A liberação de energia criativa foi incrível. A animação substitui o tédio. As pessoas se abriram para a influência das outras, realizando novas descobertas e percebendo opções. No final dos encontros, o resultado havia sido uma concepção inteiramente nova do tipo de desafio prioritário para a companhia. As diferenças foram avaliadas e superadas. Os relatórios pessoais tornaram-se obsoletos. Uma nova visão comum começou a se formar.
Uma vez que as pessoas experimentam a sinergia real, elas nunca mais são as mesmas novamente. Elas descobrem a possibilidade de ter outras aventuras no futuro, capazes de abrir suas mentes.
Com freqüência são feitas tentativas para recriar uma experiência sinérgica específica, mas raramente dá certo. Contudo, o propósito essencial por detrás do trabalho criativo pode ser recriado. Como diz a filosofia oriental: "Não buscamos imitar os mestres, procuramos o que eles procuravam". Não queremos imitar as experiências sinérgicas criativas do passado, mas desejamos criar outras, a partir de objetivos novos, diferentes e por vezes mais nobres.