Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
A maioria das pessoas resulta do espelho…
Influenciando os Outros
A maioria das pessoas resulta do espelho social, sendo influenciada pelas opiniões, idéias e paradigmas das pessoas a sua volta. Na condição de pessoas interdependentes, eu e você temos um paradigma que inclui a noção de fazer parte deste espelho social.
Podemos escolher refletir de volta para os outros uma visão clara e sem distorções de si mesmos. Podemos reforçar sua natureza proativa e tratá-los como pessoas responsáveis. Podemos ajudar a torná-los indivíduo centrado nos princípios, baseados nos valores, independentes e responsáveis. E, com a Mentalidade da Abundância, perceber que fornecer um reflexo positivo para os outros não nos diminui em nada. Só amplia nosso ser, porque aumenta as possibilidades de interação eficaz com outras pessoas proativas.
Em determinado momento de sua vida, provavelmente já encontrou alguém que acreditou em você, quando nem você mesmo era capaz disso. Esta pessoa o influenciou. Será que ela fez alguma diferença em sua vida?
E se você tivesse uma influência positiva, capaz de incentivar outra pessoa?
Quando o espelho social orientá-las para seguir o caminho mais baixo, você pode influenciá-las para pegar o mais nobre, porque acredita nelas. Você as ouve e empatiza com elas. Você não as absolve da responsabilidade, mas as encoraja a ser proativas.
Talvez você conheça o musical Homem de La Mancha. É uma belíssima história medieval de um cavaleiro que encontra uma mulher na rua, uma prostituta.
Ela tem sido confirmada em seu modo de vida por todas as pessoas que passam por sua vida.
Mas este cavaleiro poeta vê algo mais nela, algo belo e adorável. Ele também vê sua virtude, e insiste nela, mais e mais. Ele dá a ela um novo nome - Dulcinéia -, um novo nome associado a um novo paradigma.
No início, ela o recusa peremptoriamente. Seus antigos papéis são mais fortes. Ela o despreza, pois não passava de um sonhador maluco, mas ele persiste.
Faz continuamente depósitos de amor incondicional, e isso gradualmente penetra na mente dela. Atinge sua verdadeira natureza, seu potencial, e ela começa a reagir.
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Pouco a pouco ela começa a mudar seu estilo de vida. Ela acredita nisso, e age a partir de seu novo paradigma, para surpresa inicial de todos os outros de sua vida.
Mais tarde, quando ela começa a voltar ao seu antigo paradigma, ele a visita em seu leito de morte e entoa uma canção belíssima: The Impossible Dream. Olha em seus olhos e sussurra: “Nunca se esqueça, você é Dulcinéia”: Uma das histórias clássicas das profecias de resultado induzido diz respeito a um computador na Inglaterra que foi acidentalmente programado de modo incorreto.
Em termos acadêmicos, ele considerou que uma classe de alunos "bons" era formada por "maus" alunos, e que uma classe de alunos tidos como "maus" era formada por "bons" alunos. E o relatório do computador era o principal critério que orientava os paradigmas dos professores sobre os estudantes, no início do ano escolar.
Quando a diretoria da escola finalmente descobriu o erro, cinco meses e meio depois, decidiram realizar novos testes com os alunos, sem contar a ninguém o que havia acontecido. Os resultados foram intrigantes. Os alunos "bons" haviam piorado significativamente nos testes feitos para medir Q.I. Eles haviam sido tratados como crianças mentalmente limitadas, pouco cooperativas e difíceis de serem ensinados.
Os paradigmas dos professores tornaram a profecia realidade.
Mas as dezenas de "maus" alunos haviam melhorado. Os professores os trataram como se fossem brilhantes, e sua energia, esperança, otimismo e boa vontade refletiram estas expectativas individuais e valor dado aos alunos.
Aos professores perguntaram como haviam sido as primeiras semanas do semestre. "Por alguma razão nossos métodos não estavam funcionando". A informação do computador mostrava que os alunos eram brilhantes. Se as coisas não estavam indo bem, eles concluíram que o problema se encontrava nos métodos de ensino. E eles reviram os métodos. Foram proativos, trabalharam dentro de seu Círculo de Influência. A aparente incapacidade dos alunos não passava de inflexibilidade dos professores.
O que refletimos para os outros, sobre nós mesmos? E o quanto estes reflexos influenciam as vidas alheias? Temos tantas coisas que podemos investir nas Contas Bancárias Emocionais das outras pessoas. Quanto mais pudermos ver as pessoas em termos de seu potencial oculto, mais poderemos usar a imaginação, em vez de nossa memória, com a esposa, os filhos, colegas de trabalho ou empregados. Podemos nos recusar a rotulá-los - podemos "vê-los" de novas formas, a cada vez em que estivermos juntos. Podemos ajudá-los para que se tornem independentes, seguros, capazes de conduzir relações profundas, ricas, satisfatórias e produtivas com os outros.
Goethe nos ensinou: "Trate um homem como ele é, e continuará sendo como é. Trate-o como ele pode e deve ser, e ele se tornará o que pode e deve ser".
Equilíbrio na Renovação
O processo de auto-renovação precisa incluir a renovação equilibrada em todas as quatro dimensões de nossa natureza: física, espiritual, mental e social/emocional. Apesar de renovação em cada uma das dimensões ser importante, ela somente se tornará eficaz por completo quando lidarmos com todas as dimensões de um modo sábio e equilibrado. Negligenciar qualquer uma das áreas provoca um impacto negativo nas outras.
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Descobri que isso é verdade tanto para as organizações quanto para a vida dos indivíduos. Na organização, a dimensão física se expressa em termos econômicos. A mental ou psicológica lida com o reconhecimento, o desenvolvimento e o uso do talento. A dimensão social/emocional tem a ver com as relações humanas, o modo como as pessoas são tratadas. E a dimensão espiritual lida com a descoberta do propósito, através do objetivo ou contribuição da organização, bem como de sua integridade.
Quando uma organização negligencia uma ou mais destas áreas, há um impacto negativo em toda a empresa. As energias criativas que poderiam resultar em uma sinergia tremenda, poderosa, são usadas para lutar contra a organização, e se tornam forças restritivas do crescimento e da produtividade.
Tive contato com empresas cujo único interesse é econômico – fazer dinheiro.
Normalmente elas não alardeiam este propósito. Por vezes até divulgam outros objetivos. Mas lá no fundo, seu único desejo é ganhar dinheiro.
Sempre que me deparo com isso, também encontro uma grande quantidade de sinergia negativa na cultura, gerando coisas como rivalidade interdepartamental, comunicação defensiva e protegida, politicagem e teimosia. Não podemos viver com eficácia sem ganhar dinheiro, mas esta não é uma razão suficiente para a existência de uma organização.
Não podemos viver sem comer, mas não vivemos só para comer.
Na outra ponta do espectro, vi organizações que se concentram quase que exclusivamente na dimensão social/emocional. Elas são, em certo sentido, uma espécie de experimento social, e não possuem critérios econômicos em seu sistema de valores. Não possuem medida ou padrão de eficácia e, como resultado, perdem toda a eficiência e, finalmente, seu lugar no mercado.
Encontrei muitas organizações que desenvolvem apenas três das dimensões
– elas possuem um bom critério de serviços, bons critérios econômicos, bons critérios de relações humanas, mas não estão realmente empenhadas em identificar, desenvolver, utilizar e reconhecer o talento das pessoas. E, se estas forças psicológicas deixam de ser levadas em conta, o resultado é uma autocracia benevolente. A cultura resultante refletirá diferentes formas de resistência coletiva, rivalidades, excessiva rotatividade e outros problemas culturais crônicos.
A eficácia empresarial, bem como a individual, requer o rápido desenvolvimento e a renovação em todas as quatro dimensões, de um modo sábio e equilibrado. Qualquer dimensão negligenciada criará um campo negativo de resistência, que se coloca no caminho da eficácia e do crescimento. Organizações e indivíduos que reconhecem a importância de cada uma destas quatro dimensões em sua declaração de missão fornecem um poderoso quadro de referências para a renovação equilibrada.
Este processo de melhoria contínua é a marca registrada do Movimento para a Qualidade Total, e a chave da primazia econômica do Japão.
Sinergia na Renovação
A renovação equilibrada é sinérgica ao máximo. As coisas que você faz para afinar o instrumento em uma dimensão causam um impacto positivo nas outras dimensões, porque elas estão estreitamente interligadas. Sua saúde física afeta sua saúde mental. Sua força espiritual afeta sua força social/emocional. Conforme você melhora em uma dimensão, aumenta sua habilidade também nas outras.
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Os Sete Hábitos das Pessoas Muito Eficazes cria o máximo de sinergia entre estas dimensões. A renovação em qualquer dimensão aumenta sua capacidade de viver pelo menos um dos Sete Hábitos. E apesar dos hábitos serem seqüenciais, o desenvolvimento sinérgico de um deles aumenta sua capacidade de viver os outros.
Quanto mais proativo você for (Hábito 1), mais eficaz será no exercício de sua liderança pessoal (Hábito 2) e na administração de sua vida (Hábito 3). Quanto mais eficácia na administração de sua vida (Hábito 3), mais atividades renovadoras terá no Quadrante II (Hábito 7). Quanto mais você procura primeiro compreender (Hábito 5), mais eficaz será na busca de soluções sinérgicas para Vencer/Vencer (Hábitos 4
e 6).
Quanto mais você se aprimora nos hábitos que levam à independência (Hábitos 1, 2 e 3), mais eficaz será em situações interdependentes (Hábitos 4, 5 e 6). E a renovação (Hábito 7) é o processo de revitalizar todos os outros hábitos.
Conforme você renova sua dimensão física, reforça sua visão pessoal (Hábito 1), o paradigma da autoconsciência, da vontade soberana, da proatividade, de saber que é livre para agir, em vez de sofrer a ação, para escolher sua reação a qualquer estímulo. Este é provavelmente o maior benefício dos exercícios físicos. Cada Vitória Interna Diária significa um depósito em sua conta pessoal de segurança.
Conforme você renova sua dimensão espiritual, reforça a liderança pessoal (Hábito 2). Aumenta a capacidade de viver a partir da imaginação e da consciência, em vez de exclusivamente da memória, compreendendo seus paradigmas e valores mais profundos, criando dentro de si um centro de princípios corretos, definindo sua missão única no mundo, adaptando sua pessoa a uma vida em harmonia com os princípios corretos, contando com suas fontes de força pessoal. A rica vida pessoal que você cria com a renovação espiritual se reflete em imensos depósitos na sua conta pessoal de segurança.
Conforme você renova sua dimensão mental, reforça sua capacidade de administração pessoal (Hábito 3). Conforme planeja, força sua mente a admitir a maior potência das atividades, metas prioritárias e atividades do Quadrante II, maximizando o uso de seu tempo e energia. Você organiza e realiza suas atividades a partir das prioridades. Conforme se envolve com o aprendizado contínuo, aumenta sua base de conhecimentos e suas opções. A segurança econômica não se encontra no emprego, e sim em seu próprio poder de produzir - pensar, criar, aprender, adaptar. Esta é a verdadeira independência financeira, e não a posse de riquezas. É ter poder para produzir riquezas. É algo interno.
A Vitória Particular Diária - um mínimo de uma hora por dia para a renovação das dimensões física, espiritual e mental - é a chave para o desenvolvimento dos Sete Hábitos e se encontra totalmente dentro de seu Círculo de Influência. É o foco no tempo do Quadrante II necessário para integrar estes hábitos em sua vida, tornando-a centrada nos princípios. Ela também é o alicerce para a Vitória em Público Diária. É a fonte da segurança íntima necessária para afinar o instrumento na dimensão social/emocional. Ela lhe dá a força pessoal para se concentrar em seu Círculo de Influência nas situações interdependentes - olhar para os outros com o paradigma da Mentalidade da Abundância, valorizar de verdade as diferenças e ficar feliz com o sucesso alheio. Isso lhe dá a base para lutar pela compreensão genuína e as soluções Vencer/Vencer sinérgicas, para praticar os Hábitos 4, 5 e 6 em uma realidade interdependente.
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