Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Cada um de nós tem seu centro,…
Centros Alternativos
Cada um de nós tem seu centro, apesar de costumeiramente não os reconhecermos como tais. Tampouco aceitamos os efeitos abrangentes deste centro em todos os aspectos da vida.
Vamos nos deter por um momento nos diversos centros dos paradigmas básicos que as pessoas normalmente possuem, para conseguir uma compreensão melhor do modo como eles afetam estas quatro instâncias fundamentais, e, em última análise, o conjunto da vida que flui a partir delas.
CENTRO NO CÔNJUGE –
O casamento pode ser a mais íntima, satisfatória, duradoura e estável das relações humanas. Pode parecer natural ou apropriado centrar a vida em um marido ou esposa.
Mas a experiência e observação nos contam uma história diferente.
Com o passar dos anos, eu estive envolvido com muitos casamentos problemáticos, e observei um fio invisível, percorrendo quase todos os relacionamentos centrados no cônjuge que encontrei. Este fio é a dependência emocional extrema.
Se nosso senso de valor emocional deriva primeiramente do casamento, existe um alto grau de dependência deste relacionamento. Nós nos tornamos vulneráveis aos humores e sentimentos, ao comportamento e ao tratamento dispensado pelo cônjuge, ou a qualquer outro evento externo que possa ameaçar o relacionamento - o nascimento de um filho, os sogros, as dificuldades econômicas, os sucessos sociais e assim por diante.
Quando a responsabilidade cresce, e a tensão aumenta em um casamento, tentamos retornar aos papéis que nos deram quando crescíamos. Mas o outro cônjuge faz o mesmo. E os papéis são normalmente incompatíveis. Modos diferentes de lidar com o dinheiro, a educação das crianças, ou com os pais de cada um. Quando estas tendências profundamente arraigadas se combinam com a dependência emocional no casamento, o relacionamento centrado no cônjuge revela toda sua vulnerabilidade.
Quando dependemos da pessoa com quem entramos em conflito, tanto a necessidade quanto o conflito se exacerbam. Reações exageradas, de amor ou ódio, tendência para a briga ou o afastamento, distanciamento, agressividade, amargura, ressentimento e competição calculistas são alguns dos resultados freqüentes. Quando eles acontecem, mostramos uma tendência para o entrincheiramento ainda maior nas tendências e hábitos tradicionais, em um esforço para justificar e defender nosso comportamento, e atacamos as tendências de nosso cônjuge.
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Inevitavelmente, sempre que estamos vulneráveis demais sentimos a necessidade de proteção contra novos ataques. Assim, recorremos ao sarcasmo, ao humor mordaz, às críticas - qualquer coisa que evite a exposição de ternura interior.
Cada um dos parceiros espera no outro a iniciativa do amor, apenas para colher o desapontamento e a confirmação da veracidade das acusações feitas.
Existe apenas uma segurança ilusória nestes relacionamentos, quando tudo parece correr bem. A orientação se baseia nas emoções do momento. A sabedoria e o poder se perdem em interações negativas mutuamente dependentes.
CENTRO NA FAMÍLIA –
Outro centro comum é a família. Isso, também, pode parecer natural e apropriado. Como área de concentração de energia e grandes investimentos emocionais ela fornece grandes oportunidades para relacionamentos profundos, amor, companheirismo, coisas que tornam a vida mais gratificante. Mas como centro, ironicamente, ela destrói os elementos fundamentais para o sucesso familiar.
As pessoas que se centram na família obtêm seu senso de segurança ou o amor-próprio da tradição, cultura ou reputação familiar. Sendo assim, tornam-se sensíveis a qualquer mudança nesta tradição, cultura, ou a influências que possam afetar a reputação.
Pais centrados na família não possuem liberdade de sentir, nem poder suficiente para educar os filhos com o bem-estar destes verdadeiramente em primeiro lugar. Se eles dependem da família para sua segurança emocional, sua necessidade de ganhar popularidade com os filhos pode ser maior do que a importância de um investimento a longo prazo no amadurecimento e crescimento dos filhos. Ou eles podem se concentrar nos comportamentos corretos e adequados do momento.
Qualquer comportamento considerado impróprio ameaça sua segurança. Eles ficam irritados, guiam-se pelas emoções do momento, reagem imediatamente às preocupações em vez de pensarem no amadurecimento e crescimento das crianças.
Chegam a gritar e berrai: Exageram nas reações, e castigam quando ficam de mau humor. Mostram a tendência de amar impondo condições aos filhos, fazendo com que se tornem emocionalmente dependentes ou refratários e rebeldes.
CENTRO NO DINHEIRO –
Mais um centro lógico e muito comum na vida das pessoas: ganhar dinheiro.
A segurança econômica é a base para a existência de oportunidades de se agir em outras esferas da vida. Em uma hierarquia ou escala de necessidades, a sobrevivência física e a segurança econômica estão em primeiro lugar. As outras coisas importantes nem sequer são despertadas até que esta necessidade básica seja satisfeita, mesmo minimamente.
A maioria das pessoas enfrenta problemas econômicos. Muitas forças culturais mais amplas podem e agem sobre nossa situação econômica, causando ou ameaçando causar tais estragos que com freqüência ficamos preocupados, mesmo que isso não apareça a nível consciente.
Por vezes existem razões aparentemente nobres para se ganhar dinheiro, como o desejo de se cuidar da família. E estas coisas têm importância. Mas o foco no dinheiro enquanto centro provoca o efeito oposto do desejado.
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Pense novamente nos quatro fatores que sustentam a vida -segurança, orientação, sabedoria e poder. Suponha que eu dependa, para me sentir seguro, de meu emprego, renda ou riqueza. Como muitos fatores afetam esta base econômica, eu vivo ansioso e inquieto, cauteloso e defensivo contra qualquer coisa que possa afetar meus bens.
Quando meu senso de valor deriva das minhas rendas, eu me torno vulnerável a tudo que possa afetar esta renda. Mas o trabalho e o dinheiro, por si, não fornecem sabedoria nem orientação, apenas um pouco de poder e segurança.
Basta, para mostrar as limitações do dinheiro enquanto centro, que haja uma crise em minha vida, ou na vida de uma pessoa amada.
As pessoas centradas no dinheiro normalmente deixam de lado a família e outras prioridades, presumindo que todos compreenderão que as exigências econômicas encontram-se em primeiro lugar. Conheço um pai que estava saindo com os filhos para o circo quando ligaram chamando-o para trabalhar. Ele se recusou. Quando sua esposa sugeriu que talvez ele devesse ter ido trabalhar, o marido respondeu; "Haverá mais trabalho depois. E a infância é uma vez só". Pelo resto de suas vidas as crianças se recordaram deste pequeno ato de prioridade, não como uma lição objetiva em suas mentes, mas como uma demonstração de amor que ficou registrada em seus corações.
CENTRO NO TRABALHO –
Uma pessoa centrada no trabalho pode ficar viciada na sua atividade profissional, mergulhando na produção, com sacrifício da saúde, relacionamento com os outros e demais áreas importantes da vida. Sua identidade fundamental deriva do trabalho:
"Sou ator", "Sou escritor", "Sou médico", dizem.
Considerando-se que seu senso de valor está vinculado ao trabalho, a segurança é vulnerável a qualquer coisa que ao acontecer o impeça de continuar.
Sua orientação é resultado das exigências do trabalho.
A sabedoria e o poder limitam-se às áreas ligadas ao trabalho, tornando-o ineficiente em outros setores da vida.
CENTRO NOS BENS –
A força motriz de muita gente encontra-se nos bens - não somente bens materiais, tangíveis, como roupas da moda, casas, carros, barcos e jóias, mas também os inatingíveis, como fama, glória ou projeção social. A maioria de nós sabe, por experiência própria, o quanto este centro é especialmente frágil, simplesmente porque pode desaparecer rapidamente, influenciado por questões diversas.
Se meu senso de segurança se apóia na minha reputação, ou nas coisas que possuo, viverei em um estado permanente de temor e preocupação de que estes bens possam ser roubados, perdidos ou perder o valor. Se me encontro na presença de alguém com renda, fama ou status mais elevado, eu me sinto inferiorizado. Na presença de alguém com menos renda, status ou fama, sinto superioridade. Meu senso de valor flutua constantemente. Não tenho constância, tranqüilidade ou personalidade marcante. Tento permanentemente proteger e garantir meus bens, propriedades, investimentos, posição ou reputação. Todos nós já ouvimos histórias
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de gente que comete suicídio depois de perder suas fortunas, em uma queda brusca da bolsa, ou a fama, em uma derrota política.
CENTRO NO PRAZER –
Outro centro comum, aliado próximo dos bens, é o do prazer ou divertimento.
Vivemos em um mundo onde a satisfação imediata está disponível e é estimulada. A televisão e o cinema influenciam cada vez mais o aumento das expectativas nas pessoas. Eles mostram na tela o que as outras pessoas têm e o que fazem, em uma vida fácil e "agradável".
Mas, apesar do brilho dos modos de vida centrados no prazer ser levado à tela, os resultados naturais destes estilos - o impacto no íntimo da pessoa, na produtividade e nos relacionamentos – raramente aparecem em detalhe.
Prazeres inocentes, com moderação, podem fornecer o relaxamento para o corpo e a mente, além de unir a família e os amigos. Mas o prazer, em si, é incapaz de oferecer uma satisfação completa, duradoura, ou a realização. A pessoa centrada no prazer, logo entediada com mais um degrau na escada do "divertimento", exige cada vez mais insaciável. Desta forma, o prazer seguinte precisa ser mais intenso e melhor, mais excitante, com um "pique" maior. Uma pessoa neste estado torna-se extremamente narcisista, avaliando a vida em função dos prazeres que esta oferece para si, aqui e agora.
Férias demais, que não acabam nunca, filmes em excesso, tevê o dia inteiro, exagero na hora de jogar vídeo games, abuso indisciplinado dos momentos de lazer, nos quais a pessoa adota a lei do mínimo esforço, desperdiçam pouco a pouco uma vida. Fazem com que o potencial de alguém permaneça adormecido, que os talentos continuem sem ser desenvolvidos, que a mente e o espírito tornem-se letárgicos, e o coração angustiado. Onde estão a segurança, a orientação, a sabedoria e o poder?
No limite, no prazer de um momento fugaz.
Malcolm Muggeridge escreve, em A Twentieth-Century Testimany (Um Testemunho do Século Vinte):
Hoje em dia, quando olho para trás e analiso minha vida, o que às vezes faço, o que mais me intriga é que as coisas aparentemente mais sedutoras e importantes agora parecem mais fúteis e absurdas. Por exemplo, o sucesso, nos seus mais variados disfarces; ser conhecido e elogiado; prazeres ostensivos, como ganhar dinheiro e conquistar mulheres bonitas, viajar, ir de um lado para outro do mundo e para cima e para baixo como Satã, explicando e experimentando tudo que a Feira das Vaidades tem a oferecer.
Em retrospecto, todos estes exercícios de auto-satisfação parecem puras fantasias, o que Pascal chamava de "lamber a terra".
CENTRO NOS AMIGOS / INIMIGOS –
As pessoas jovens são em particular, mas não exclusivamente, mais suscetíveis de se centrarem na amizade. A aceitação e a sensação de pertencer a um grupo distinto torna-se importante, quase supremo. O espelho social, distorcido e instável, transforma-se na fonte dos quatro fatores que sustentam a vida, criando um alto grau de dependência dos humores, sentimentos, atitudes e comportamentos inconstantes dos outros.
O centro nos amigos também pode se concentrar exclusivamente em uma pessoa, assumindo algumas das características do casamento. A dependência
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emocional de um indivíduo, a espiral crescente da necessidade causa conflito, e as interações negativas resultantes geralmente surgem quando o centro recai em uma amizade.
E quanto a colocar um inimigo no centro da vida? A maioria das pessoas sequer pensaria nisso, e provavelmente ninguém faria isso de caso pensado. Não obstante, o centro na inimizade é bem comum, em particular quando não há alteração freqüente entre as pessoas que estão em conflito real. Quando alguém acha que foi tratado com injustiça por uma pessoa, social ou emocionalmente representativa, fica muito fácil se preocupar com a injustiça, e fazer da outra pessoa o centro de sua vida. Em vez de cuidar proativamente de sua vida, a pessoa centrada no inimigo reage impulsivamente aos comportamentos e atitudes de quem considera inimigo.
Um amigo meu, professor universitário, ficou profundamente incomodado com as deficiências de um determinado administrador, com quem teve um relacionamento negativo. Ele se permitiu pensar no sujeito constantemente, até que isso acabou por se tornar uma obsessão.
Esta questão o preocupou tanto que afetou a qualidade de seus relacionamentos com a família, a igreja e os colegas de trabalho. Ele finalmente chegou à conclusão de que deveria sair da universidade, e aceitar um cargo de professor em outro local.
- Mas você não preferiria continuar a dar aulas na universidade, se o tal sujeito não estivesse lá? - perguntei.
- Sim, preferiria - ele respondeu. - Mas como ele continua lá, sua presença é por demais nociva a todos os aspectos da minha vida. Terei de sair.
- Por que você colocou este administrador no centro da sua vida? -perguntei.
Ele ficou chocado com a questão. Negou o fato. Mas eu mostrei que ele estava permitindo que um indivíduo e suas fraquezas deturpassem completamente o mapa da vida, minando a fé e o nível do relacionamento com quem era importante para ele.
Meu amigo finalmente admitiu que este indivíduo causava um impacto enorme sobre si, mas negou que tivesse feito esta escolha. Atribuiu a responsabilidade pela situação lamentável ao administrador. Ele mesmo, disse, não era responsável.
Conforme conversávamos, ele começou a se dar conta de que era, na verdade, o responsável real, mas que se tornara irresponsável ao não assumir a responsabilidade adequadamente.
Muitas pessoas divorciadas se encaixam no mesmo modelo. Continuam sendo consumidas pela raiva, amargura e justificativas em relação ao ex-cônjuge.
Em um sentido negativo, psicologicamente, elas continuam casadas- cada um depende das fraquezas do antigo parceiro para justificar suas acusações.
Muitos filhos "mais velhos" passam a vida odiando os pais, aberta ou disfarçadamente. Eles os culpam pelos abusos, negligência ou favoritismo no passado, e centram sua vida adulta no ódio, vivendo o papel reativo e o ressentimento que o acompanha.
O indivíduo que vive centrado nos amigos ou inimigos não possui segurança interna. O senso de valor é volátil, resultado do estado emocional ou do comportamento de outros. A orientação vem da percepção de como os outros vão reagir, e a sabedoria é limitada pela conveniência social, ou por uma paranóia centrada no inimigo. O indivíduo não tem poder. As outras pessoas dão as cartas.
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CENTRO NA IGREJA –
Acredito que pessoas seriamente envolvidas com qualquer crença admitirão que ir à igreja não é sinônimo de espiritualidade interior. Existem pessoas que se ocupam tanto com rezas e projetos da igreja que ficam insensíveis para as necessidades humanas prementes que as rodeiam, contradizendo os próprios preceitos em que dizem acreditar tão profundamente. Existem outros que comparecem à igreja com menos freqüência, ou nem aparecem, cujas atitudes refletem um centro mais genuíno, apoiado na ética judaico-cristã básica.
Tendo participado a vida inteira das atividades organizadas por minha igreja e de grupos de auxílio comunitário, concluí que freqüentar a igreja não equivale necessariamente a viver os princípios ensinados nas reuniões. A pessoa pode ser ativa na igreja, mas passiva quanto ao evangelho.
Na vida centrada na igreja a imagem ou aparência pode se tornar a preocupação dominante para a pessoa, conduzindo a uma hipocrisia que mina a segurança pessoal e o valor intrínseco. A orientação vem da consciência social, e a pessoa centrada na igreja tende a rotular artificialmente os outros, com termos como
"ativo", "inativo", "liberal", "ortodoxo" ou "conservador".
Uma vez que a Igreja é uma instituição composta por políticas, programas, práticas e pessoas, ela não pôde, por si, dar a uma pessoa uma segurança profunda, permanente, ou senso de valor intrínseco.
Viver os princípios pregados pela Igreja pode fazer isso, mas a instituição apenas não. Tampouco pode a Igreja dar a uma pessoa um senso constante de orientação. As pessoas centradas na igreja habitualmente tendem a viver em compartimentos, agindo, pensando e sentindo de determinado modo no Sabbath e de outro nos dias comuns. Esta falta de integridade, unidade ou conjunto é uma ameaça suplementar à segurança, criando a necessidade de novos estereótipos e justificativas.
Ver a Igreja como um fim, em vez de considerá-la um meio para se atingir um fim prejudica a sabedoria e o senso de equilíbrio da pessoa. Apesar de a Igreja dizer que ensina às pessoas qual é a fonte do poder, nem a própria Igreja afirma que ela é o próprio poder. Ela se considera um veículo através do qual o poder divino pode ser canalizado para a natureza humana.
CENTRO NO EU –
Talvez o centro mais comum nos dias de hoje seja o eu. Sua forma mais óbvia é o egoísmo, que viola os valores da maioria das pessoas. Mas, se nos detivermos atentamente na maioria das abordagens do amadurecimento e satisfação pessoal, encontraremos, muitas vezes, o eu em seu centro.
Existe pouca segurança, orientação, sabedoria ou poder no centro limitado fornecido pelo eu. Assim como o mar Morto, na Palestina, ele aceita, mas nunca dá.
Está estagnado.
Por outro lado, ficar atento ao amadurecimento da personalidade, dentro de uma perspectiva mais ampla, de aumentar a capacidade do eu para servir, produzir e contribuir de forma significativa cria as condições para um aumento dramático nos quatro fatores que sustentam a vida.
Estes são alguns dos centros mais comuns a partir dos quais as pessoas abordam a vida. Muitas vezes é mais fácil reconhecer o centro da vida de outra pessoa do que o centro da sua vida. Você conhece provavelmente alguém que
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coloca o dinheiro acima de tudo. Provavelmente conhece alguém cuja energia está voltada para justificar a posição assumida em um relacionamento negativo. Se olhar bem, conseguirá, por vezes, ver além do comportamento, atingindo o centro que o cria.
Identificando o seu Centro
Mas onde você se encaixa? Qual é o centro de sua própria vida? Muitas vezes não é fácil descobrir isso.
Talvez a melhor forma de identificar seu próprio centro seja olhar detidamente os fatores de sustentação de sua vida. Se você se identificar com uma ou mais das descrições contidas nas páginas seguintes, pode segui-las até chegar ao centro a partir do qual elas fluem, um centro que pode estar limitando sua eficácia pessoal.
Muito comumente o centro de uma pessoa é uma combinação destes e/ou outros centros. Grande parte dos indivíduos é resultado de influências variadas que regem suas vidas. Dependendo das condições externas ou internas, um centro específico pode ser ativado, até que as necessidades existentes sejam satisfeitas.
Então um outro centro torna-se a força que impulsiona.
Conforme a pessoa oscila de um centro para outro, o resultado relativo é uma volta de montanha-russa pela vida. Em um momento a pessoa está por cima, no outro por baixo, esforçando-se para compensar as fraquezas e buscando força em outras fraquezas. Não há uma orientação consistente, nenhuma sabedoria duradoura, nem valor intrínseco ou identidade.
O ideal, claro, é criar um centro límpido, a partir do qual se possa desenvolver consistentemente um alto grau de segurança, orientação, sabedoria e poder, possibilitando a proatividade e dando coerência e harmonia a todos os setores da vida.
CENTRO DE SEGURANÇA, ORIENTAÇÃO, SABEDORIA E PODER.
Se o centro está em seu cônjuge:
Seu sentimento de segurança se baseia na relação.
Você é altamente vulnerável aos humores e sentimentos e pelas fraquezas de seu cônjuge.
Seu critério para tomar decisões é limitado pelo que acredita ser o melhor para o casamento ou para o outro, ou pelas preferências suas e dele (dela).
O poder de agir é limitado e está baseado na forma como seu cônjuge o trata.
Há um profundo desapontamento, que leva ao afastamento ou conflito quando opiniões deste seu cônjuge discorda de você ou não corresponde às suas expectativas.
Tudo que pode interferir no relacionamento é tido como ameaça.
Se o centro está em sua Família.
Sua segurança se baseia na aceitação familiar e em corresponder às expectativas.
Seu senso de valor se baseia no que é bom para a família, na reputação da família, ou no que os membros da família desejam.
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Suas ações são limitadas pelos comportamentos.
CENTRO DE SEGURANÇA, ORIENTAÇÃO, SABEDORIA, PODER
Se o centro está em seu Dinheiro
Seu valor pessoal é determinado por sua renda.
A lucratividade é seu critério para a tomada de decisões.
Ganhar dinheiro é a lente que você usa para ver e entender a vida, e isso lhe dá falha de segurança econômica.
Você está restrito ao que pode conseguir com seu dinheiro e visão limitada.
Você é vulnerável a qualquer coisa que ameace sua uma capacidade de julgamento.
Se você é centrado no Trabalho.
Você costuma se definir a partir de seu papel ocupacional.
Você toma suas decisões baseado nas necessidades e expectativas do trabalho.
Você tem tendência a se limitar a seu papel profissional.
Suas ações são limitadas pelos modelos de suas atividades ocupacionais, restrições institucionais, opiniões de seu chefe e possivelmente por sua incapacidade, de realizar uma tarefa específica.
Só se sente bem quando está trabalhando. Acha que trabalho é a sua vida.
Se você é centrado em Seus bens
Sua segurança se baseia na reputação, status social e no que irá aumentar, proteger, ou exibir melhor suas posses sociais e econômicas.
Você toma decisões baseado em determinado momento de sua vida.
Você vê o mundo a partir daquilo que pode comprar, da comparação das relações ou da importância social conquistada.
Você age dentro dos limites dos bens materiais que controla.
Você tem tendência a comparar o que tem com o que os outros possuem.
Se você é centrado no Prazer.
Sente-se seguro só quando está no auge do contentamento.
Você toma decisões baseado no que vai lhe proporcionar mais prazer.
Você vê o mundo em termos do proveito que pode tirar dele.
Seu poder é quase inexistente.
Sua segurança tem vida curta, pouca criatividade e depende do ambiente.
Se você é centrado nos Amigos.
Sua segurança deriva do espelho dado pela sociedade.
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Seu critério para tomar decisões é: "O que os outros vão pensar de mim?"
Você vê o mundo pela óptica do social.
Você está limitado pela camada social a que pertence.
Você é extremamente dependente da opinião dos outros.
Suas ações são tão precárias quanto suas opiniões.
Você fica constrangido facilmente.
Se você é centrado no Inimigo.
Sua segurança é volátil, baseada em movimentos dele.(dela) Você desenvolve uma dependência invertida, sendo guiado pelas ações do Sua capacidade de julgamento é restrita e distorcida.
Você procura se justificar e prejudicar o inimigo.
Você vive se perguntando: "O que será que ele vai fazer agora?"
O pouco poder de que dispõe deriva da raiva, inveja, ressentimento e vingança, uma energia negativa que contamina e destrói, deixando pouca energia para o resto.
Você é defensivo, extremamente sensível e com freqüência paranóico.
Você toma decisões baseando-se naquilo que vai obter apoio dos que pensam da mesma forma.
Se você é centrado na Igreja.
Sua segurança se baseia na atividade religiosa, e no apreço que as pessoas têm por você.
Você se guia pelo modo como os outros avaliam suas ações, autoridade e influência no contexto dos ensinamentos e expectativas da igreja.
Você divide o mundo em "crentes" e "não crentes", "participantes" e
"omissos".
Sua noção de poder deriva da posição ou papel que ocupa na igreja.
Você identifica e se sente seguro com as comparações e os rótulos religiosos.
Se você é centrado em Si mesmo.
Sua segurança muda e se altera constantemente.
Seus critérios de julgamento são: "Se for bom para mim...", "O que eu quero",
"O que eu preciso", "O que é que eu levo nisso?”
Você vê o mundo conforme os efeitos das decisões, recursos, sem os benefícios da independência.
Sua liberdade de agir está limitada por seus próprios eventos e circunstâncias sobre sua vida.