Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Sendo uma Pessoa de Transição
Entre outras coisas, acredito que dar "asas" a nossos filhos e aos outros significa ensinar a eles a liberdade para superar as receitas negativas passadas a nós. Acredito que signifique tornar-se o que meu amigo e sócio Dr. Terry Warner chama de uma pessoa de "transição". Em vez de transferir as receitas e roteiros para a geração posterior, podemos modificá-los de forma a fortalecer os relacionamentos durante o processo.
Se seus pais o maltrataram quando era criança, isso não significa que você deve maltratar seus filhos. Contudo, há inúmeras evidências de uma propensão para a repetição do padrão. Como você é proativo, pode, entretanto refazer este roteiro.
Não só pode escolher não maltratar
seus filhos, como tratá-los bem, passando receitas positivas para eles.
Você pode redigir sua declaração pessoal de missão na mente e no coração.
Visualizar uma vida em harmonia com a declaração de missão, em sua Vitória Interna Diária. Pode tomar medidas para amar e perdoar seus pais, se eles ainda estiverem vivos, e construir um relacionamento positivo com eles, procurando compreendê-los.
Uma tendência que se manifesta em sua família há gerações pode parar em você. Você é uma pessoa de transição - um elo entre o passado e o futuro. E sua mudança pode afetar muitas vidas futuras.
Uma pessoa de transição poderosa no século 20, Anuar Sadat, nos deixou como parte de seu legado uma compreensão profunda da natureza da mudança.
Sadat encontrava-se entre um passado que criava uma "imensa muralha de suspeição, medo, ódio e desentendimento" entre árabes e israelenses, e um futuro
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no qual o acirramento do conflito e o isolamento pareciam inevitáveis. Os esforços de negociação se depararam com objeções a cada passo - até mesmo em formalidades e procedimentos, ou uma insignificante vírgula ou ponto em um texto proposto para um acordo.
Enquanto outros procuraram resolver esta situação tensa trabalhando nas folhas, Sadat utilizou sua experiência anterior em uma cela solitária na prisão, e passou a trabalhar nas raízes. Ao fazê-lo, ele mudou o curso da História para milhões de pessoas.
Ele anotou em sua autobiografia: Foi então que pensei, quase inconscientemente, na força interior que havia desenvolvido na Cela 54 da Prisão Central do Cairo - uma força, talento ou capacidade para a mudança. Descobri que estava enfrentando uma situação complexa, e que não poderia esperar modificá-la até me armar com a capacidade psicológica e intelectual necessária. Minha contemplação da vida e da natureza humana naquele local isolado me ensinaram que a pessoa incapaz de modificar a própria trama de seu pensamento jamais será capaz de transformar a realidade, e, portanto, nunca progredirá.
A mudança real vem de dentro para fora. Ela não vem dos cuidados com as folhas da atitude ou comportamento, por meio de técnicas milagrosas e rápidas da Ética da Personalidade. Ela vem do trabalho com as raízes - a trama de nosso pensamento, os paradigmas fundamentais e essenciais, que definem o caráter e criam as lentes pelas quais vemos o mundo. Nas palavras de Amiel:
“A verdade moral pode ser concebida pelo pensamento. A pessoa pode senti-la. Desejar vivê-la. Mas a verdade moral pode parecer ter sido capturada de todas estas maneiras e ainda assim nos escapar. Mais fundo do que a consciência está nosso próprio ser - nossa substância, nossa natureza. Apenas as verdades que entraram nesta última região, que se tornaram parte de nós, tornam-se espontâneas e involuntárias bem como voluntárias, inconscientes e conscientes, e são realmente nossa vida - ou seja, algo mais do que uma propriedade. Enquanto formos capazes de distinguir qualquer brecha entre a verdade e nós, estaremos do lado de fora. O
pensamento, o sentimento, o desejo e a consciência da vida podem não ser a vida.
Tornar-se divino é, portanto, o objetivo da vida.
Só assim se poderá dizer que a verdade é nossa, estando fora da possibilidade de perda. Ela não está mais fora de nós, e, em certo sentido, nem mesmo dentro de nós. Somos a verdade, e ela é cada um de nós.
Conquistar a unidade - a integridade - dentro de nós, com os entes queridos, amigos e colegas de trabalho é o fruto mais nobre e delicioso dos Sete Hábitos.
Muitos experimentaram o fruto da verdadeira unidade em determinados momentos do passado, assim como também experimentamos os frutos amargos e solitários da desunião -portanto sabemos o quanto a unidade é frágil e preciosa.
Obviamente construir um caráter totalmente íntegro e viver uma vida de amor e caridade que cria esta unidade não é fácil. Não se consegue de repente.
Mas isso é possível. Começa com o desejo de centrar nossas vidas em princípios corretos, de romper com os paradigmas criados por outros centros e facilidades dos hábitos inadequados.
De vez em quando cometemos erros, sentimos constrangimento. Mas, se começarmos com a Vitória Interna Diária e trabalharmos de dentro para fora, os resultados seguramente aparecerão. Ao plantarmos a semente e regarmos a terra, começamos a sentir a excitação do crescimento real e um dia sentiremos o sabor dos frutos incomparavelmente deliciosos de uma vida coerente, eficaz.
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Cito novamente Emerson: "Aquilo que insistimos em fazer torna-se fácil - não que a natureza da tarefa tenha se modificado, mas nossa habilidade para realizá-la aumentou".
Ao centrarmos nossas vidas em princípios corretos e criar um novo equilíbrio entre fazer e aumentar nossa capacidade para fazer, ganhamos força para a tarefa de levar uma vida eficaz, útil e pacífica... para nós mesmos, para a posteridade.