Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Uma vez que nossas atitudes e comportamentos…
Ouvindo Nossa Linguagem
Uma vez que nossas atitudes e comportamentos derivam dos paradigmas, podemos usar nossa autoconsciência para examiná-los, descobrindo nestes paradigmas, com freqüência, a natureza dos nossos mapas ocultos. A linguagem, por exemplo, é um bom indicador da medida com que vemos a nós mesmos como pessoas proativas.
A linguagem das pessoas reativas tenta absolvê-las de toda a responsabilidade.
"Eu sou assim. Sou assim e pronto."
Sou teimoso. Não há nada que possa ser feito a este respeito.
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"Ela me deixa louco”.Não sou responsável. Minha vida emocional é governada por algo fora do meu controle.
“Não posso fazer isso. Simplesmente não tenho tempo”.”Algo fora de mim - o tempo limitado - está controlando minha vida”.
"Ah, se minha esposa tivesse um pouco mais de paciência!" As circunstâncias, ou outras pessoas, estão me forçando a agir desta forma. Não sou livre para escolher minhas próprias ações.
Linguagem Reativa Linguagem Proativa Não há nada que eu possa fazer. Vamos procurar alternativas.
Sou assim e pronto.
Posso tomar outra atitude.
Ela me deixa louco.
Posso
controlar
meus
sentimentos.
Eles nunca vão aceitar isso.
Vou buscar uma apresentação
eficaz.
Tenho de fazer isso.
Preciso
achar
a
reação
apropriada.
Não posso.
Eu escolho.
Eu preciso.
Eu prefiro.
Ah, se eu pudesse...
Eu vou fazer.
Esta linguagem deriva de um paradigma básico do determinismo. Seu espírito consiste na transferência da responsabilidade. Eu não sou responsável, não sou capaz de escolher minha reação.
Certa vez um estudante perguntou:
- Posso ser dispensado da aula? Preciso disputar um campeonato de tênis em outra cidade.
- Você precisa ir ou deseja ir? - indaguei.
- Na verdade, preciso mesmo ir! - exclamou.
- E o que vai acontecer se você não for?
- Bem, serei expulso da equipe.
- E gostaria que isso acontecesse?
- Claro que não.
- Em outras palavras, você escolheu viajar, pois deseja continuar na equipe.
O que acontecerá se você perder as aulas?
- Eu não sei.
- Faça um esforço. Qual seria a conseqüência natural de faltar aulas, em sua opinião?
- Eu não seria expulso, não é?
- Isso seria uma conseqüência social. Algo artificial. Se você não participar do campeonato de tênis, não poderá jogar. Isso é natural. E se você não freqüentar as aulas, qual será a conseqüência natural?
- Acho que não vou aprender a matéria.
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- Correto. Você precisa, portanto, comparar esta conseqüência com a outra conseqüência e fazer uma escolha. Se eu estivesse em seu lugar não preferiria disputar o campeonato. Mas jamais afirme que precisa fazer algo.
- Eu escolho disputar o campeonato de tênis - ele retrucou calmamente.
- E as aulas, como ficam? - perguntei brincando.
Um dos problemas sérios da linguagem reativa reside no fato de ela se voltar contra si mesma. As pessoas se convencem do paradigma determinista, e fornecem provas para confirmar suas crenças. Sentem cada vez mais que são vítimas, não controlam suas vidas nem seu destino. Colocam a culpa em forças externas - outras pessoas, circunstâncias, ou mesmo nos astros - por sua condição.
Quando eu falava sobre o conceito de proatividade em um seminário, um homem ergueu-se e falou:
- Stephen, aprovo o que você está dizendo. Mas cada caso é um caso. Meu casamento, por exemplo. Estou muito preocupado. Minha esposa e eu não sentimos mais as mesmas coisas de antigamente um pelo outro. Creio que não a amo mais, e que ela também não me ama.
O que posso fazer?
- O sentimento desapareceu?
- Isso mesmo - ele confirmou. - E nós temos três filhos, o que gera muitos problemas e receios. O que sugere?
- Ame sua esposa - respondi.
-Acabei de dizer, o sentimento desapareceu.
- Ame-a.
- Você não compreende. Este sentimento, o amor, não existe mais.
- Então ame-a. Se o sentimento desapareceu, você tem um bom motivo para amá-la.
- Mas como amar alguém que a gente não ama?
- Meu caro, amar é um verbo. O amor, o sentimento, é um fruto do verbo amar. Sendo assim, ame-a. Seja bom para ela. Sacrifique-se.
Ouça os problemas de sua esposa. Faça um esforço de compreensão. Goste.
Compareça. Está disposto a tanto?
Na literatura maior de todas as sociedades desenvolvidas amar é um verbo.
As pessoas reativas o tornam um sentimento. Elas são levadas pelos sentimentos.
Os filmes de Hol ywood nos levam a acreditar que não somos responsáveis, que somos o resultado de nossos sentimentos.
Mas os roteiros hol ywoodianos não descrevem a realidade. Se nossos sentimentos controlarem nossas ações, estaremos abdicando de nossas responsabilidades, e transferindo aos sentimentos o comando de tudo.
As pessoas proativas fazem do amar um verbo. Amar é algo que se realiza: os sacrifícios feitos, o desprendimento equivalente ao de uma mãe que traz ao mundo uma criança. Se você quiser estudar o amor, preste atenção às pessoas que se sacrificam pelos outros, mesmo que os beneficiados as magoem ou não correspondam ao amor. Se você é pai, repare no amor que sente pelos filhos. Amar é um bem, que se valoriza através de atos amorosos. As pessoas proativas subordinam os sentimentos aos valores. O amor, sentimento, pode ser recapturado.
Círculo das Preocupações / Círculo da Influência Uma das melhores maneiras de melhorar nossa consciência sobre o grau de proatividade que atingimos é perceber onde concentramos nosso tempo e nossa
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energia. Todos temos um amplo espectro de preocupações - saúde, filhos, problemas profissionais, dívida externa, guerra nuclear. Podemos separá-las das coisas com as quais não temos um envolvimento mental ou emocional maior, criando um "Círculo de Preocupações "