Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Stephen R. Covey · Capítulo 42 de 99

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Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

O Poder da Vontade Independente

Além da autoconsciência, da imaginação e da consciência, é o quarto dom humano - a vontade soberana - que realmente torna possível a administração pessoal eficaz. É a capacidade para tomar decisões e fazer escolhas agindo de acordo com elas. É a habilidade para agir e não permitir que determinem suas ações, de levar adiante seus planos, desenvolvidos proativamente através dos três outros dons.

A vontade humana é algo espantoso. Repetidas vezes, ela triunfou contra prognósticos desfavoráveis. Pessoas como Helen Kel er pertencem a este mundo, e fornecem uma prova dramática do valor e do poder da vontade soberana.

Mas, conforme examinamos este dom no contexto da administração pessoal eficaz, percebemos que normalmente não é o esforço dramático, palpável, uma vez na vida outra na morte, gigantesco, que traz o sucesso duradouro. O fortalecimento vem de aprender a usar este grande dom nas decisões que tomamos todos os dias.

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A extensão com que desenvolvemos nossa vontade soberana na vida cotidiana se mede pela nossa integridade pessoal.

A integridade é, fundamentalmente, o valor que damos a nós mesmos. É a nossa capacidade de assumir compromissos sérios com nossa própria mente, e manter os assumidos com os outros, é "fazer o que dizemos".

Trata-se de respeitar a personalidade, uma parte fundamental da Ética do Caráter, a essência do crescimento proativo.

A administração eficaz é fazer primeiro a mais importante. Enquanto é a liderança que resolve o que é "mais importante", é a administração que coloca o mais importante em primeiro lugar, no dia-a-dia, a cada momento.

Administração é disciplina, vontade de fazer direito.

A palavra disciplina vem de discípulo - discípulo de uma filosofia, de um conjunto de princípios, de um conjunto de valores, discípulo de um objetivo grandioso, de uma meta ambiciosa ou de uma pessoa que representa esta meta.

Em outras palavras, se você for um administrador eficaz da sua pessoa, a disciplina vem de dentro, é um produto de sua vontade soberana. Você se torna um discípulo, um seguidor de seus próprios valores fundamentais e de sua fonte. E

possui a vontade e a integridade para subordinar os sentimentos e humores a estes valores.

Um de meus ensaios favoritos é The Common Denominator of Success (O

Denominador Comum do Sucesso), escrito por E. M. Gray. Ele passou a vida pesquisando o denominador compartilhado pelas pessoas bem-sucedidas. Ele descobriu que não é o trabalho duro, nem a boa sorte ou o relacionamento perspicaz com os outros, embora todos sejam importantes. O fator que parece superar todos os demais personifica a essência do Hábito 3 - pôr as coisas mais importantes em primeiro lugar. das

"A pessoa bem-sucedida tem o hábito de fazer coisas que os fracassados não gostam de fazer", ele escreveu. “Elas não gostam de fazê-las, tampouco. Mas sua contrariedade se subordina à força de seus propósitos”.

Esta subordinação requer um propósito, uma missão, um senso de direção e valor claro, tipo Hábito 2, um "sim" interno vibrante, que torna possível dizer "não" a outras coisas. Ela também exige uma vontade soberana, o poder para fazer algo quando você não quer fazer, a força resultante de seus valores, e não do impulso ou desejo momentâneo. É o poder para agir com integridade para sua criação inicial proativa.

Quatro Gerações de Administração do Tempo

No Hábito 3 estaremos lidando com muitas das questões ligadas ao campo da administração da vida e do tempo. Na condição de estudioso deste tema fascinante há muitos anos, estou pessoalmente convencido de que a essência das melhores idéias na área de administração do tempo pode ser capturada em uma única frase:

Organize e execute conforme a prioridade. Esta frase representa a evolução de três gerações da teoria de administração do tempo, e a melhor maneira de realizar isso é assunto para uma ampla variedade de abordagens e métodos.

A administração pessoal se desenvolveu de acordo com um padrão similar a muitas outras áreas do conhecimento humano. Saltos importantes em termos de desenvolvimento, ou "ondas", na terminologia de Alvin Toffler, sucedem-se periodicamente, acrescentando uma nova dimensão vital. Por exemplo, no

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desenvolvimento social, a revolução agrícola foi seguida pela revolução industrial, que foi seguida pela revolução informática.

Cada onda que chega cria um momento de progresso social e pessoal.

Similarmente, na área da administração do tempo, cada geração se apóia na geração anterior - cada uma delas se move em direção a um controle maior da vida.

A primeira onda ou geração se caracterizou por bilhetes e listas, em um esforço para conferir uma certa aparência de organização e pertinência às muitas demandas feitas sobre nosso tempo e energia.

A segunda geração pode ser caracterizada pelos calendários e agendas. Esta onda reflete uma tentativa de olhar à frente, de marcar eventos e atividades no futuro.

A terceira geração reflete o campo de administração do tempo atual.

Ela adiciona às gerações precedentes a importante idéia de prioridade, de esclarecimento de valores, e de comparação do peso relativo das atividades, com base em sua relação com estes valores. Além disso, ela se concentra em estabelecer metas - alvos específicos de curto, médio e longo prazo, em cuja direção o tempo e a energia serão direcionados em harmonia com os valores. Ela também inclui o conceito do planejamento diário, da elaboração de um plano específico para a conquista destas metas e atividades consideradas mais valiosas.

Apesar de a terceira onda ter dado uma contribuição significativa, as pessoas começaram a perceber que a elaboração de agendas "eficazes" e o controle do tempo com freqüência são improdutivos. A concentração na eficácia gera expectativas que conflitam com as oportunidades de desenvolver relacionamentos mais ricos, de satisfazer as necessidades humanas, e de desfrutar momentos espontâneos diariamente.

Como resultado, muita gente decepcionou-se com os programas e sistemas de administrações do tempo que faziam com que se sentissem amarradas demais, tolhidas, "jogando o bebê fora, junto com a água do banho". Elas retornaram às técnicas de primeira e segunda geração, para preservar os relacionamentos, a espontaneidade e a qualidade de vida.

Mas há uma quarta geração emergente, de um tipo diferente. Ela reconhece que a "administração do tempo", é um nome infeliz, na verdade - o desafio não é administrar o tempo, mas administrar a pessoa.

A satisfação resulta da expectativa, bem como da realização. E a expectativa (como a satisfação) se encontra em nosso Círculo de Influência.

Em vez de focalizar a atenção nas coisas e no tempo, as atenções da quarta geração se voltam para a preservação e melhoria dos relacionamentos e na obtenção de resultados - em resumo, na manutenção do balanço P/CP