Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Stephen R. Covey · Capítulo 19 de 99

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Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Nossa natureza básica nos torna ativos, e…

Tomando a Iniciativa

Nossa natureza básica nos torna ativos, e não passivos. Assim como isso nos permite escolher a reação em uma circunstância determinada, nos dá o poder para criar circunstâncias.

Tomar a iniciativa não significa ser agressivo, insistente ou chato, e sim reconhecer a responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam.

No decorrer dos anos eu, com freqüência, aconselhei as pessoas que desejavam empregos melhores a mostrar mais iniciativa - fazer testes de aptidão e interesse, estudar seu ramo de negócios e até mesmo os problemas específicos que as empresas em que estavam interessadas enfrentavam, para depois aperfeiçoarem uma forma eficaz de se apresentarem, mostrando como suas habilidades poderiam ajudar a resolver os problemas da organização.

Isso leva o nome de "venda de soluções", e constitui um paradigma-chave para o sucesso profissional.

A resposta em geral é positiva - as pessoas, em sua maioria, conseguem entender que tal abordagem tem uma influência poderosa quando se trata de um novo emprego ou promoção. Mas a muitos falta a iniciativa para dar os passos necessários, para fazer a coisa acontecer.

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- Não sei aonde ir para fazer os testes de aptidão e interesse.

- Como posso estudar os problemas destes ramos, e das empresas?

- Ninguém quer me ajudar.

- Não tenho a menor idéia de como me apresentar de forma eficaz.

Muita gente espera que algo aconteça, ou que alguém tome conta delas. Mas as pessoas que acabam conseguindo os melhores empregos são os proativos que representam soluções para os problemas, e não mais problemas, que aproveitam a iniciativa para fazer tudo que é preciso, em harmonia com seus princípios, para que as tarefas sejam cumpridas.

Sempre que alguém em minha família, mesmo que seja uma das crianças menores, assume uma atitude irresponsável e espera que os outros façam com que as coisas aconteçam ou forneçam uma solução, digo invariavelmente, "Use seu RI!"

(Recursos e Iniciativa). Na verdade, muitas vezes, antes que eu possa dizer isso, a resposta já vem junto com a reclamação: "Já sei, use seu RI!”.

Orientar as pessoas no sentido da responsabilidade não diminui ninguém.

Ajuda na afirmação, na verdade. A proatividade faz parte da natureza humana, e, apesar dos músculos da proação poderem estar adormecidos, eles existem. Ao respeitarmos a natureza proativa das outras

pessoas, damos a elas no mínimo um reflexo claro, sem distorções, no espelho social.

Claro, o nível de maturidade de um indivíduo precisa ser levado em consideração. Não podemos esperar uma cooperação criativa daqueles que se encontram em uma situação de profunda dependência emocional. Mas podemos, pelo menos, reafirmar sua natureza básica, e criar uma atmosfera em que as pessoas possam aproveitar as oportunidades para solucionar problemas de um modo cada vez mais confiante.

Ser Ativo ou Passivo

A diferença entre as pessoas que exercem a iniciativa e as que não o fazem é igual à diferença entre o dia e a noite. Não falo de uma diferença na casa dos 25 ou 50 por cento em eficácia. Eu me refiro a uma diferença de 5 mil por cento ou mais, particularmente se a pessoa é

inteligente, atenta e sensível.

Exige-se iniciativa para criar o equilíbrio P/CP eficaz na vida de alguém.

Exige-se iniciativa para desenvolver os Sete Hábitos. Conforme os outros seis hábitos são estudados, percebe-se que cada um depende do aprimoramento dos seus músculos proativos. Cada um deles mostra que a responsabilidade pela ação é sua. Se você esperar que os outros façam, será um passivo. O crescimento e as oportunidades estão reservados para os ativos.

Trabalhei certa vez com um grupo de pessoas ligadas à produção de eletrodomésticos, representantes de vinte empresas diferentes, que se reuniam trimestralmente para discutir seus resultados e problemas, de modo informal.

Passávamos por uma recessão pesada, e o impacto negativo neste setor específico era ainda mais pesado do que na economia em geral. As pessoas estavam um bocado desanimadas, quando começamos.

No primeiro dia, o tema em discussão era "O que está acontecendo conosco?

Qual o estímulo?" Havia vários problemas. As pressões ambientalistas eram poderosas. O desemprego aumentava, e muitos empresários ali presentes estavam despedindo amigos, para manter a fábrica

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em funcionamento. No final do dia, eles estavam ainda mais desanimados.

No segundo dia eles discutiram o tema "O que vai acontecer no futuro?"

Analisaram as tendências dos movimentos ecológicos de modo preconceituoso, achando que causariam prejuízos a eles. Ao final do segundo dia, estavam ainda mais deprimidos. As coisas ainda piorariam muito antes de rnelhorar e todos sabiam disso.

No terceiro dia, portanto, decidi me concentrar no tema “proativo". Qual será a nossa resposta? O que nós faremos? Qual a iniciativa que podemos tomar nesta situação?”

Pela manhã falamos sobre gerenciamento e redução de custos. Na parte da tarde discutimos o aumento da participação no mercado. Esmiuçamos as duas áreas, para depois nos concentrarmos em alguns pontos práticos, exeqüíveis. O

encontro foi concluído, naquele dia, dentro de um novo espírito de esperança, animação e conscientização proativa.

No final do terceiro dia resumimos os resultados dos trabalhos em uma resposta em três partes para a questão "Como vão os negócios.“

Primeira Parte: O que está acontecendo agora conosco é ruim, e as tendências detectadas indicam que as coisas ainda podem piorar mais, antes de começarem a melhorar.

Segunda Parte: Mas tudo isso acaba sendo bom, porque cuidamos melhor dos aspectos gerenciais, reduzimos custos e aumentamos nossa participação no mercado.

Terceira Parte: Portanto, os negócios vão muito bem, obrigado. Sabe o que uma mentalidade reativa diria ao ouvir isso? "Ah, não vem com essa. Encare os fatos. Não adianta querer adotar esta abordagem otimista e psicológica. Mais cedo ou mais tarde você vai ter de encarar a realidade".

Esta é a diferença entre ter pensamento positivo e ser proativo. Nós estávamos encarando a realidade. Encaramos a realidade das circunstâncias atuais e das projeções para o futuro. Mas também encaramos a realidade de que temos o poder para escolher uma reação positiva a estas circunstâncias e perspectivas. Não encarar a realidade é aceitar a idéia de que os acontecimentos ocorridos em nosso meio ambiente determinam nossas vidas.

Empresas, grupos comunitários, organizações de todo o tipo -inclusive famílias -, podem ser proativas. Elas podem unir a criatividade e a engenhosidade de indivíduos proativos para criar uma cultura ativa dentro da organização. A instituição não precisa ficar à mercê do ambiente, pode assumir a iniciativa de conquistar as metas e valores compartilhados pelos indivíduos envolvidos.