Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
Renovar a dimensão espiritual acrescenta liderança a…
A Dimensão Espiritual
Renovar a dimensão espiritual acrescenta liderança a sua vida. Está profundamente vinculada ao Hábito 2.
A dimensão espiritual é o seu centro, seu íntimo, seu comprometimento com o sistema de valores. Trata-se de uma área muito pessoal da vida, de importância suprema. Ela se nutre das fontes que o inspiram e elevam, vinculando-o às verdades eternas de toda a humanidade.
Cada pessoa faz isso de forma muito, muito diferente.
Eu encontro consolo e renovação nas operações meditativas das sagradas escrituras, porque elas refletem o meu sistema de valores. Conforme leio e medito, eu me sinto renovado, equilibrado e pronto para ajudar os outros.
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A fruição da literatura ou da música de qualidade pode renovar os espíritos de algumas pessoas. Outros conseguem isso na comunhão com a natureza. A natureza abençoa aqueles que se comunicam com ela.
Quando você consegue deixar para trás o barulho e a agitação da cidade grande e se entregar à harmonia e ao ritmo da natureza, volta renovado. Durante algum tempo, não se perturba, não se abala, até que gradualmente o barulho e a tensão externa começam a invadir aquela sensação de paz interior.
Arthur Gordon relata um caso maravilhoso, íntimo, de sua renovação espiritual em um conto chamado A Virada da Maré. Ele fala de um período de sua vida em que começou a achar que tudo estava chato e sem graça. Seu entusiasmo desapareceu, seus esforços para escrever eram infrutíferos. E a situação piorava a cada dia.
Finalmente ele se decidiu a procurar ajuda com um médico. Notando que não havia nada de errado, o doutor perguntou se ele conseguiria seguir algumas instruções por um dia.
Quando Gordon disse que sim, o doutor ordenou que passasse o dia no lugar onde ele foi mais feliz quando criança. Ele poderia levar comida, mas não deveria falar com ninguém, nem ler, escrever ou escutar rádio. Depois ele anotou quatro receitas, e disse que ele as lesse às 9, meio-dia, 3 e 6 horas da tarde.
- Está falando sério? - Gordon perguntou.
- Vai ver que eu não brinco em serviço quando receber a conta!
- Foi a resposta.
Assim, na manhã seguinte Gordon foi para a praia. Abriu a primeira receita, que dizia: "Ouça cuidadosamente". Ele pensou que o médico estava louco. Como poderia ficar ali ouvindo, durante três horas? Mas havia concordado em seguir as instruções do médico, de forma que ficou lá ouvindo. Escutou os sons naturais do mar e dos pássaros. Depois de um tempo, ele já conseguia ouvir outros sons, que não eram tão claros no início. Conforme ouvia, começou a pensar nas lições que o mar lhe ensinara quando criança - a paciência, o respeito, a consciência da interdependência das coisas. Ele começou a ouvir os sons - e o silêncio - e a sentir uma paz crescente.
Ao meio-dia ele abriu a segunda folha de papel. Estava escrito: "Tente voltar".
Voltar para onde? pensou. Talvez para a infância, talvez para as lembranças de um tempo feliz. Ele pensou em seu passado, sobre os muitos momentos de alegria. Ele tentou recordá-los com exatidão. E, ao recordar, sentiu um calor aconchegante dentro de si. Ele abriu a terceira receita às 3 da tarde. Até então, as instruções haviam sido fáceis de seguir. Mas aquela era diferente, e dizia: "Examine seus motivos". No início ele ficou na defensiva. Pensou no que desejava - sucesso, reconhecimento, segurança - e justificou todos eles. Mas um pensamento lhe ocorreu depois - estes motivos não eram bons o suficiente, e talvez nisso estivesse a resposta para a situação estagnada.
Ele refletiu profundamente sobre seus motivos. Ele pensou na felicidade passada. E, finalmente, a resposta veio a ele.
"Em um momento de clareza", ele escreveu, "vi que nada pode dar certo, se os motivos estiveram errados. Não faz diferença se você é carteiro, cabeleireiro, vendedor de seguros ou dona de casa. Não importa. Desde que sinta que está servindo aos outros, está fazendo um bom trabalho. Quando se preocupa apenas em contentar a si mesmo, você o executa de um jeito pior - é uma lei tão inexorável quanto a lei da gravidade:
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Quando chegou às 6 da tarde, pôde cumprir a última instrução rapidamente.
"Anote suas preocupações na areia", dizia o papel. Ele se ajoelhou e escreveu várias palavras com um fragmento de concha. Depois se levantou e foi embora. Ele nem precisou olhar para trás. Sabia que a maré estava subindo.
A renovação espiritual exige tempo. Mas é uma atividade Quadrante II, e não podemos recusar o tempo necessário a ela. O grande reformador Martinho Lutero teria dito: "Tenho tantas coisas para fazer hoje que precisarei passar mais uma hora ajoelhado". Para ele, a oração não era uma tarefa mecânica, e sim a fonte do poder que libertava e multiplicava suas energias.
Perguntaram a um mestre zen oriental, que mantinha sempre a paz e a serenidade, apesar de todas as pressões que enfrentava:
"Como consegue manter a serenidade e a paz?" Ele respondeu: "Jamais abandono meu local de meditação”.Ele meditava pela manhã, e durante o resto do dia carregava consigo a paz daqueles momentos, em sua mente e em seu coração.
A idéia é que, ao passarmos algum tempo refletindo sobre o centro da liderança em nossas vidas, sobre o que é a vida, em última análise, o resultado se abre como um guarda-chuva por cima de todo o resto.
Ele nos renova e revigora, particularmente se estamos comprometidos com ele. É por isso que acredito que uma declaração de missão pessoal seja tão importante. Se tivermos uma compreensão profunda de nosso interior e de nosso propósito, podemos revisá-lo e reorientá-lo freqüentemente. Em nossa renovação espiritual diária, podemos visualizar e vivenciar os eventos do dia, em harmonia com estes valores.
O líder religioso David O. Mckay nos ensina: "As maiores batalhas da vida são travadas diariamente, nos campos silenciosos da alma". Se você vence as batalhas aí, se resolve os problemas que perturbam seu íntimo, é inundado por uma sensação de paz e certeza de saber o que está fazendo. Vai descobrir que as vitórias em público - onde você tem tendência de pensar em termos de cooperação, e promover o bem-estar das outras pessoas, e ficar genuinamente contente pelo sucesso alheio - se seguirão naturalmente.