Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes
A Outra Ponta da Vara
Antes de passarmos a focalizar o Círculo de Influência em nossa vida, precisamos levar em conta duas coisas, em nosso Círculo de Preocupações, que merecem ampla reflexão: conseqüências e enganos.
Apesar de livres para escolher nossas ações, não somos livres para determinar as suas conseqüências, que por sua vez são governadas pelas leis da natureza. Elas estão fora do Círculo de Preocupações. Podemos decidir se ficamos ou não na frente de um trem veloz, mas não podemos determinar o que acontecerá se o trem nos pegar.
Podemos decidir pela desonestidade nos negócios. Apesar da conseqüência social desta decisão poder variar, dependendo da descoberta ou não das transgressões, as conseqüências naturais em nosso caráter básico são uns resultados imutáveis.
Nosso comportamento é governado por princípios. Viver em harmonia com eles traz conseqüências positivas. Violá-los traz negativas. Somos livres para escolher a reação em qualquer situação, mas ao fazê-lo escolhemos também as conseqüências. Quando pegamos uma vara por uma ponta, pegamos também a outra.
Indubitavelmente, há momentos em nossas vidas nos quais pegamos o que mais tarde se revela como sendo a ponta errada da vara. Nossas escolhas podem trazer conseqüências perfeitamente dispensáveis. Se tivéssemos a oportunidade de fazer a escolha novamente, a opção seria outra. Chamamos a estas escolhas enganos, a elas constituem a segunda coisa a merecer nossa profunda consideração.
Para as pessoas oprimidas pelo arrependimento, o exercício de proatividade mais proveitoso é compreender que os erros do passado encontram-se também no Círculo de Preocupações. Não podemos chamá-los de volta, não podemos desfazê-los, não podemos controlar as conseqüências que surgiram em função deles.
Um de meus filhos, zagueiro do time de futebol americano da faculdade, aprendeu a puxar e largar a munheqüeira entre as saídas, como uma espécie de exercício mental, sempre que alguém comete uma falha na defesa. Assim, o erro anterior não influencia a execução e a garra necessária para a jogada seguinte.
A atitude proativa em relação a um erro consiste em reconhecê-lo instantaneamente, corrigi-lo e aprender com ele. Isso transforma literalmente o
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fracasso em sucesso. "O sucesso é o outro lado do fracasso" declarou o fundador da IBM, T J. Watson.
Deixar de reconhecer o engano, de corrigi-lo e de aprender a lição nele contida, entretanto, é um erro de outro tipo. Esta atitude geralmente leva a pessoa ao caminho da auto complacência, das desculpas que freqüentemente incluem a racionalização (mentiras racionais), para si e para os outros. Este segundo erro, esta fuga, reforça o primeiro, dá a ele importância desproporcional, e causa um mal enorme à personalidade.
Não é o que os outros fazem, ou mesmo nossos próprios erros, que causam a dor maior. É a nossa resposta a estas coisas. Correr atrás da cobra venenosa que nos picou só serve para espalhar o veneno por todo nosso sistema circulatório.
Muito mais eficaz é tomar imediatamente medidas para eliminar o veneno do organismo.
Nossa reação a qualquer erro afeta a qualidade dos momentos seguintes. Ë
importante admitir e corrigir imediatamente nossos erros, de forma que eles não ganhem a força para influenciar os momentos posteriores, e possamos retomar o controle.