Par Perfeito
Kate
Kate despertou com alguma coisa dura pressionando sua barriga. Sonolenta, abriu os olhos minimamente, piscando à luz do sol. Ficou confusa; seu quarto não recebia a luz da manhã. Mas, quando seus olhos se obrigaram a abrir, o quarto de Tommy surgiu diante deles. De repente, ela se lembrou de onde estava. E, de repente, se lembrou de que sempre acordava com um baita mau hálito.
— Bom-dia, linda! — Tommy estava sentado na cama, olhando diretamente para ela. — Achei que você fosse gostar disto.
— Oi — disse Kate roucamente, tentando não soltar a respiração. Tentou lembrar onde era o banheiro. Talvez Tommy tivesse um enxaguatório bucal. Ela se sentou.
— Ai, ai, ai! — exclamou Tommy em advertência, levantando uma bandeja do colo em movimento de Kate. Uma bandeja de café da manhã. — Cuidado que tá quente! Achei que você fosse gostar de café fresco. Se eu soubesse que iria ter uma hóspede, teria comprado uns croissants. Mas não comprei, então você vai ter de se contentar com ovo mexido com torradas.
— Ovo mexido com torradas está ótimo — murmurou Kate alegremente por trás de sua mão.
Tommy se inclinou adiante, baixou a mão de Kate e a beijou na boca. Ela sorriu. Ele estava realmente lindo naquela manhã, só de cueca. O sol aquecia seu cabelo castanho-escuro, iluminava a barba por fazer e fazia seus olhos cintilarem. Ela observou o brilho da luz do sol que batia nos músculos do braço e dançava nos pelos do peito. Sentiu vontade de se abraçar de felicidade. Duas semanas antes, nem sequer sabia que esse homem fantástico existia; e, agora, ali estava ela, acordando no quarto dele, tendo lembranças deliciosas de uma noite de sexo e sendo presenteada com café na cama.
— Assim você vai me acostumar mal. — Ela sorriu, feliz.
Tommy se estendeu ao lado dela, colocando um braço em volta de seus ombros enquanto, com a outra mão, se servia de uma torrada.
— A recíproca é verdadeira. — Ele sorriu. — Acho que vou gostar dessa brincadeira de ter namorada.
A torrada de Kate parou a meio caminho entre o prato e a boca.
— Então agora eu sou sua namorada, é? — brincou. Seu corpo entrou em estado de alerta máximo à espera da resposta dele.
— Não é minha obrigação te salvar do mundo dos encontros organizados, com tubarões como Steve tentando te engambelar, olhando para o seu decote e te enchendo de gim-tônica? — Ele sorriu.
— Bem, quando você coloca desse jeito…
— Só estou fazendo o que um cavalheiro deve fazer.
— … parece uma oferta tentadora.
— Que tipo de homem eu seria se ignorasse uma donzela em apuros? E olha que o Steve é mais que o suficiente para causar apuros notáveis. E você é uma donzela e tanto!
— Ai, que romântico!
— Esse sou eu! O rei do romantismo! Você não sabia? Nós, os vendedores de informações de crédito, somos o maior segredo romântico do mundo. Deveríamos ter pena dessas pobres mulheres ludibriadas, que se veem sobrecarregadas com esses bilionários chatos, donos de iate. Elas estão perdendo tanta coisa boa!
— Café na cama, por exemplo.
— Exatamente!
E, então, Kate disse uma coisa que nunca imaginou que fosse se ouvir dizer.
— Sabe, café na cama é tudo que eu preciso em termos de romantismo.
E sorriu alegremente para ele.
— Ótimo, bem, isso já está resolvido, então! — Tommy selou o trato com um beijo longo e persistente que fez o estômago de Kate dar saltos e seus joelhos se amolecerem, apesar de estar deitada na cama.
— Coma tudo, minha namorada! — Ele riu, quando finalmente parou para respirar. — As magrelinhas são jogadas de volta ao mar!