Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação

Estabelecendo efeitos de um tratamento

colaterais a ele inerentes.

Para que uma nova terapêutica seja considerada eficaz, o ideal é

usá-la em seres humanos experimentalmente, comparando com

pacientes não tratados e com aqueles tratados com uma droga cujo

uso já é habitual e considerado, até então, o mais eficaz. Assim, os

estudos experimentais, sobretudo os randomizados, objetivam testar

certa terapia que possa ser comprovada como superior àquela

utilizada até então, tendo em vista a melhoria do prognóstico do

paciente.

 

Estabelecendo efeitos de um

 

tratamento

 

Tratamento e medicamento não são termos sinônimos, visto que o

primeiro pode se pautar em medidas não farmacológicas, tais como:

exercício físico e dieta para pacientes hipertensos, cirurgias

oncológicas ou mesmo a simples interrupção de um vício — a

exemplo da cessação do tabagismo em pacientes com enfisema

pulmonar.

Qualque que seja o tipo de tratamento ministrado, a padronização

se deve a estudos demonstrativos da eficácia; por serem estes de

diferentes tipos, as conclusões devem se pautar na forma como o

tratamento foi conduzido, bem como no desenho proposto.

Os requisitos considerados como meta e que devem ser previstos

no desenho de qualquer estudo bem conduzido podem ser assim

discriminados:

 

delineamento do problema a ser resolvido, daquilo que deve ser

testado e do elemento de comparação;

critérios de inclusão e exclusão de pacientes bem definidos;

desfechos (endpoints) bem definidos;

tamanho da amostra corretamente calculado;

comparação entre grupos (grupo-controle);

homogeneidade dos grupos comparados;