Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação

3. Ética em pesquisa na área biomédica

ANEXO A – Modelo de capa

 

(dissertação ou tese)

 

ANEXO B – Modelo de folha de rosto

ANEXO C – Folha de aprovação

 

ANEXO D – Dedicatória

ANEXO E – Agradecimentos

ANEXO F – Epígrafe

ANEXO G – Listas

ANEXO H – Sumário

3. Ética em pesquisa na área

 

biomédica

 

Luiz Henrique Guerreiro Vidigal, Deise Aparecida de Oliveira

Silva

 

Pesquisa em seres humanos

 

Introdução

 

No capítulo 10 deste livro, que trata do modelo de estudo sobre

terapêutica, cita-se como exemplo antiético a proposta de um

estudo experimental que compara dois grupos de pacientes

portadores de AIDS sob uso ou não do coquetel anti-retroviral. Indo

mais longe, afirmou-se que tal estudo nem sequer seria aprovado

pelo Comitê de Ética em Pesquisa a que fosse submetido. Assim,

neste capítulo pretende-se expor o que está normatizado hoje em

relação à ética em pesquisa com seres humanos; busca-se, aqui,

delinear os princípios a serem respeitados, sem se recorrerem a

elucubrações filosóficas.

Do grego ethike (“moral”), ética é a parte da filosofia que aborda

os fundamentos da moral. Tal definição claramente inclui dois

aspectos fundamentais referentes à questão ética: subjetividade e

complexidade. O primeiro, no caso específico de pesquisa com

seres humanos, pelo simples fato de tratar da moral relativa ao

envolvimento de pessoas submetidas a algum tipo de tratamento

que vai envolver questões legais e humanitárias; a segunda, pelo

fato de, certamente, as leis de qualquer país não preverem todas as

situações nem todos os avanços técnico-biológicos — nesse caso,

cabe a um grupo de pessoas (membros do Comitê de Ética em

Pesquisa) julgar e decidir o desenvolvimento ou não da pesquisa em

termos éticos. Como o objetivo é sempre beneficiar o ser humano com os avanços médicos — clínicos ou cirúrgicos — porém com