Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação
Teste diagnóstico: interpretação clínica e laboratorial dos resultados
seguintes interpretações:
grande e conclusivo aumento na probabilidade da doença: RP >
10;
moderado aumento na probabilidade da doença: 5 < RP < 10;
pequeno aumento na probabilidade da doença: 2 < RP < 5;
aumento mínimo na probabilidade da doença: 1 < RP < 2;
não há mudança na probabilidade da doença: RP = 1;
decréscimo mínimo na probabilidade da doença: 0,5 < RP <
1,0;
pequeno decréscimo na probabilidade da doença: 0,2 < RP <
0,5;
moderado decréscimo na probabilidade da doença: 0,1 < RP <
0,2;
grande e conclusivo decréscimo na probabilidade da doença:
RP < 0,1.
Teste diagnóstico: interpretação
clínica e laboratorial dos resultados
Define-se como teste diagnóstico o procedimento — laboratorial
ou não — que leve à indicação de que o indivíduo analisado tem
determinada doença. A escolha do melhor teste diagnóstico para a
doença analisada será baseada nos seus valores preditivos e em
outras características como ser rápido, conveniente e/ou de custo
não elevado. Após conhecer as características clínicas e
epidemiológicas e o resultado do teste diagnóstico de seu paciente,
o médico pode chegar a diferentes conclusões:
Conclusão 1: Em um paciente assintomático e não pertencente a
qualquer grupo de risco para a doença investigada:
Um resultado positivo será possivelmente falso e não
representa infecção e/ou doença;
Um resultado negativo afasta a possibilidade de infecção e/ ou
doença.
Conclusão 2: Em um paciente com sintomatologia clínica
específica ou com alta probabilidade epidemiológica:
Um resultado positivo confirma a infecção e/ou doença;
Um resultado negativo tem grande probabilidade de estar
errado.
Em muitos casos, recomenda-se que o teste laboratorial seja
repetido e confirmado para o paciente ser definido como doente,
exceto nos casos em que haja forte suspeita clínica e
epidemiológica de infecção ou doença. Nos indivíduos
assintomáticos e não expostos a fatores de risco específicos para a
doença analisada, é recomendável dois resultados positivos de um
mesmo teste (repetição) ou dois resultados positivos em diferentes
testes para se defini-los como doentes. Da mesma forma, um
resultado negativo não significa ausência de infecção, pois, além do
valor preditivo negativo do teste, outros fatores podem concorrer
para a nãoreatividade. Em sorologia, por exemplo, o principal deles
é a janela imunológica definida como o intervalo de tempo entre o
início da infecção e a possibilidade de detecção de anticorpos
específicos.
Vale a pena ressaltar que testes de triagem, rastreamento ou
screening não são considerados testes diagnósticos, porque,
conforme sua definição, permitem a identificação da
infecção/doença em indivíduos aparentemente saudáveis. Em geral,
a triagem permite só a separação dos indivíduos que talvez tenham
a infecção/ doença analisada daqueles que provavelmente não a
tenham — nesse caso, os primeiros devem ser submetidos a uma
avaliação médica para elucidação do diagnóstico.
Testes ou programas de triagem podem ter como objetivos gerais
desde fazer parte de um estudo epidemiológico, no intuito de
analisar a prevalência de uma dada doença, até mesmo detectar
indivíduos susceptíveis, assintomáticos e portadores de uma
infecção e/ou doença visando imunizá-los, realizar tratamento preventivo e evitar a transmissão da doença em questão. Para