Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação

Estudos não-comparativos

imparcialidade do médico e do paciente tratado;

avaliação estatística adequada.

 

A seguir, serão apresentados os diferentes tipos de estudos

comparativos e não comparativos — estes incluirão tanto estudos

observacionais quanto experimentais. Com esse procedimento,

busca-se mostrar: as vantagens e desvantagens de cada um deles,

a superioridade dos ensaios clínicos (ou estudos experimentais,

como também são conhecidos) sobre os demais e revelar a

importância do processo de randomização em um estudo avaliador

do sucesso de dado tratamento, qualquer que seja a natureza dele.

 

Estudos não-comparativos

 

Tais estudos relatam tão-somente a experiência com pacientes

submetidos a um determinado tipo de tratamento, sem compará-los

a pacientes não tratados ou tratados com outra modalidade

terapêutica padronizada ou aceita como eficaz até então. Tanto o

relato de caso quanto a denominada série de casos são estudos

observacionais descritivos que relatam a experiência com um ou

vários pacientes submetidos a algum tratamento. Como não há

comparação, a dúvida sobre a real eficácia terapêutica subsiste, já

que uma simples pergunta não pode ser respondida: se houvesse

um grupo-controle não tratado (ou tratado por outra modalidade),

poderia este apresentar os mesmos resultados ou resultados

melhores que se encontraram entre os tratados?

Um exemplo hipotético seria submeter um paciente ou grupo de

pacientes portadores de sinusite aguda a tratamento à base de

medicamento antimicrobiano. Aqui se impõe um questionamento: se

ocorrer melhora do quadro em todos os pacientes, pode-se chegar à

conclusão de que o tratamento é eficaz? Se considerarmos a

melhora espontânea na maioria das sinusites agudas, ou então que

os pacientes em questão poderiam ter sido acometidos não por um

processo bacteriano, e sim viral, a resposta é negativa. A esse

propósito, considerem-se dois aspectos fundamentais: primeiro, a

confirmação da etiologia bacteriana; segundo, a comparação com um grupo não tratado, embora este não se enquadre como proposta